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Crimes em Wonderland
Wonderland (EUA/2003)
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Por mais que não seja um filme inesquecível, “Crimes em Wonderland” ficará marcado por ser uma das maiores produções underground da história. Nunca um filme que claramente atingirá um circuito mais alternativo, longe das grandes bilheterias, recebeu tanto investimento. Além de uma trilha sonora caprichada e uma edição bacana, o longa conta com um super elenco: Val Kilmer, que este ano volta a trabalhar em grandes filmes (não falo deste e sim de “Alexandre, o Grande”, de Oliver Stone); Kate Bosworth, que também marca presença na ainda inédita cinebiografia do cantor Bobby Darin, “Beyond the Sea”; Lisa Kudrow, que vive uma personagem bem diferente de sua personagem Phoebe na recém-extinta série “Friends”; Josh Lucas (“Hulk” e “Doce Lar”); Dylan McDermott, de “O Júri”; Tim Blake Nelson (“Scooby-Doo 2: Monstros à Solta”); Christina Applegate (“Tudo para Ficar com Ele”); Eric Bogosian (“As Panteras Detonando”); e Carrie Fisher, a Princesa Leia da trilogia original de Guerra nas Estrelas.
“Wonderland” conta a história de John Holmes (Val Kilmer, com a cara “The Doors” de sempre), lendário astro pornô americano dos anos 70. Entretanto, o filme não se prende ao seu “auge” e sim ao momento posterior a este, em que as drogas acabaram o levando para uma vida de crimes. Sem a menor condição de atuar, devido seu vício, Holmes acaba se relacionando com um bando de traficantes conhecidos como a gangue de Wonderland, que atuava nos subúrbios de Los Angeles. Com seu vício cada vez maior e com cada vez menos dinheiro, John prepara um grande assalto à casa do gangster Eddie Nash (Bogosian). O problema é que o assalto acaba sendo extremamente violento, deixando Nash com uma única alternativa: se vingar da gangue. E é o que ele faz, mata boa parte do bando, deixando apenas dois, Holmes e David (McDermott), que contam para a polícia duas versões bem diferentes do fato. Pode parecer que falei de mais, mas isso é passado para o telespectador logo no início da projeção.
Por mais que comece como uma cinebiografia, o longa logo desanda e vira um policial sem nenhum grande atrativo, a não ser a estonteante beleza de Kate Bosworth - as também belas Christina Applegate e Lisa Kudrow pouco aparecem. “Crimes em Wonderland” dificilmente chegará ao circuito nacional. Pude conferi-lo no Festival do Rio, mas pelo andar da carruagem deve chegar direto em DVD/VHS, a partir do ponto que é um filme já de 2003. Este é o terceiro longa do diretor James Cox, seus anteriores foram: “Rock Star” (1999) e “Fuga Desenfreada” (2002).
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Lucas Salgado
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