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Whisky
Whisky (Uruguai/2003)
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Muito se tem falado da melhora na qualidade das produções nacionais, mas são poucos aqueles que destacam a maior qualidade dos filmes latinos em geral. O cinema mexicano e, principalmente, o argentino têm lançado excelentes filmes nos últimos anos, ganhando inclusive vários prêmios internacionais. Uma prova de que a América Latina tem crescido de forma destacável em relação à projetos cinematográficos é este “Whisky”. Produzido no Uruguai, o longa conquistou vários prêmios internacionais, entre os quais se destaca o prêmio da crítica para um filme da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes de 2004. Neste mesmo ano, o filme foi uma das sensações do Festival de Gramado, ganhando os kikitos de melhor filme latino, melhor atriz (Mirella Pascual) e prêmio do júri popular.
Dirigido pela dupla Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll, responsáveis por “25 Watts”, premiado nos festivais de Roterdã e Havana, “Whisky” conta a história de dois irmãos que se encontram após muito tempo. Herman (Jorge Bolani) vive há anos em Porto Alegre e depois de décadas longe volta ao Uruguai, onde encontra Jacobo (Andrés Pazos), um humilde empresário que vê sua rotina ameaçada com a chegada do irmão. Para não se passar por solteiro, dando motivos para Herman criticá-lo, Jacobo pede à Marta que esta finja ser sua esposa.
O filme é excelente e merece ser conferido, contando com uma história linear, sem os vícios que o cinema mundial herdou das produções norte-americanas. Além de tudo, o longa possui um final fantástico, sem precisar dar nenhuma reviravolta. Exibido no Festival do Rio 2004, “Whisky” é um filme que você não pode deixar de conferir, pois é a prova de que um drama não precisa de uma história complexa para funcionar.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Se vc ainda não viu, não vou dizer nada além de que é um filme que merece ser visto. E nunca é tarde pra se ver um bom filme. Produzido no Uruguai em 2005(o filme só foi cair nas minhas mãos ontem), dirigido por Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll. Daquela geração de diretores que ainda fazem cinema de verdade, ou seja, uma historia simples e profundamente tocante. Personagens comuns, anti-heróis do dia a dia mostrados em toda a sua humanidade, sem cosméticos e superficialidades. Um filme que se constrói a cada fotograma, a partir dos silêncios, repletos de momentos singelos, aliás, tem uma nova geração de cineastas sulamericanos que estão produzindo cinema de qualidade. Lucrecia Martel com Pantano e a Menina Santa é outro exemplo disso.
Ao invés de 200 milhões e 300 heróis, uma produção modesta e três personagens em relação com o mundo. Não vou falar mais nada do filme a nao ser que me fez lacrimejar. É bem filmado, tem uma trilha e planos que significam, e bons atores que nao atuam, mas vivem na frente da camera. Dá vontade de ver mais. Não vou dizer mais nada do filme a não ser que o mundo realmente precisa de mais produções desse tipo.
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visitante Lisandro Bellotto
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