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Wall-E
Wall-E (EUA/2008)
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"Depois de 700 anos cumprindo sua função mecânica ele descobrirá o sentido de sua existência."
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Já virou clichê a cada novo lançamento da Pixar Animation Studios o fato de nós da Confraria ficarmos exaltando seus filmes, mas é impossível não se encantar com o nível de qualidade das produções da companhia. De “Toy Story - Um Mundo de Aventuras” a “Ratatouille” foram lançadas oito animações, sendo que as piores, “Vida de Inseto” e “Toy Story 2”, são “apenas” excelentes. E não foi agora que a Pixar lançou um filme mais ou menos. Muito pelo contrário, “Wall-E” está entre os melhores filmes do estúdio e promete ser um divisor de águas entre seus projetos. Para quem achou “Carros” e “Ratatouille” filmes com temas mais sérios, espere até conferir “Wall-E”. Trata-se do longa mais adulto da Pixar, tratando de questões significativas ao refletir sobre o futuro do planeta Terra e da humanidade.
Tendo faturado aproximadamente US$ 4,3 bilhões em bilheteria somada de todos os seus filmes, a Pixar conquistou o direito de não fazer concessões. Assim, optou por realizar uma fita que irá interessar principalmente o público adulto, contando com pouquíssimos diálogos e referências a clássicos como “Alô, Dolly!”, “2001: Uma Odisséia no Espaço” e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”. É claro que as crianças também irão adorar, mas não se pode dizer que são o público-alvo da produção.
Desde que seu projeto foi anunciado em 2006, “Wall-E” despertou muita curiosidade nos cinéfilos. Em junho de 2007, em entrevista a revista Time, o diretor Andrew Stanton (também responsável por “Procurando Nemo”) descreveu o filme como uma “história de amor metálica em que R2-D2 encontra Luzes da Cidade”. Diante de tal inusitada colocação ficou difícil de saber o que esperar, mas ao conferir o filme é impressionante constatar que tal descrição caiu como uma luva. “Wall-E” apresenta uma mescla perfeita de ficção científica, com robôs parecidos com os de “Star Wars” e “2001”, e romance, com uma sutileza amorosa digna da obra-prima de Charles Chaplin mencionada.
Wall-E é a sigla para Waste Allocation Load Lifter - Earth-Class (algo como Localizador e Coletor de Lixo Classe Terrestre), um programa criado pelo terráqueos para limpar a Terra, tornando-a mais uma vez habitável. Infelizmente, o programa foi um fracasso, com todos os robôs coletores se deteriorando. Na verdade, nem todos. Nosso herói, Wall-E continua firme e forte coletando o lixo terrestre. O robozinho, no entanto, é muito mais do que uma máquina de encontrar e recolher entulhos. Ele seleciona alguns itens que encontra no meio do lixo e monta uma coleção adorável de artefatos.
Contando apenas com a companhia de uma baratinha bem simpática, Wall-E parece destinado a viver uma grande aventura. E é quando surge em sua vida a robô Eva (Extra-terrestrial Vegetation Evaluator, ou Examinadora de Vegetação Alienígena), anos luz mais evoluída e mais bonita (com o visual baseado no iPod) do que ele e que foi deixada no planeta para fazer uma espécie de averiguação do que restou. Wall-E se apaixona prontamente por Eva e se dispõe a ir contra todas as diretrizes possíveis para permanecer ao seu lado.
O filme conta com seqüências absolutamente antológicas. A cena em que Wall-E e Eva dançam no espaço é indescritível e já entra para a história da animação como uma das seqüências românticas mais belas de todos os tempos, talvez ao lado da dança de “A Bela e a Fera” e do jantar de “A Dama e o Vagabundo”. Falando em romance, isso é o que não falta não produção. É impossível não se emocionar com essa história de amor, que ainda é apimentada pelo paradoxo de que duas máquinas são as coisas mais humanas que restaram na Terra.
Com “Wall-E”, a Pixar parece entrar na briga por prêmios que vão além do Oscar de Melhor Animação (categoria na qual já é hors concours, tendo levado quatro dos cinco Oscars que disputou). Pode não ser com este filme (que merece!), mas não é difícil de imaginar que em alguns anos o estúdio estará na disputa pelo prêmio de Melhor Filme.
Para realizar os sons de nosso herói foi contratado Ben Burtt, uma lenda do mundo do som na sétima arte. Vencedor de quatro prêmios Oscar, Burtt é responsável nada menos que pela criação dos sons de R2-D2, sendo a escolha perfeita para fazer os ruídos do robozinho. Burtt ficou responsável ainda pela criação dos efeitos sonoros para todos os ambientes, veículos, aparelhos eletrônicos e tudo mais que aparece no filme. O elenco de dubladores inclui ainda Jeff Garlin, John Ratzenberger, Kathy Najimy e Sigourney Weaver.
Um dos pontos fortes de “Wall-E” (afirmação que na verdade não é correta, pois o filme não tem pontos fracos) é a trilha sonora composta por Thomas Newman, que já havia feito um bom trabalho em “Nemo”. O músico contou com a colaboração do astro Peter Gabriel, que compôs a letra da bela “Down to Earth”. A romântica “La Vie En Rose” e a clássica “Also Sprach Zaratrusta” (tema de “2001”) também estão no filme, bem como as canções de “Alô, Dolly!”. Dirigido por Gene Kelly e estrelado por Barbra Streisand, o clássico de 1969 empresta três canções à “Wall-E”: “Out There”, “Put On Your Sunday Clothes” e “It Only Takes a Moment”. Esta última canção, a propósito, se enquadra perfeitamente na produção ao proclamar que “basta apenas um instante para surgir um amor para a vida inteira”.
Não deixe de conferir “Wall-E”! O longa é uma ode a Terra e ao ser humano e merece ser visto e revisto várias vezes. Do curta que o antecede, o divertido “Presto”, aos créditos finais do filme não há um só frame dispensável.
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Lucas Salgado
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| Teaser de Wall-E |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
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| Trailer de Wall-E |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
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| Trailer de Wall-E (Trailer 2) |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
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| Galerias de fotos:
Galeria de pôsteres de Wall-E (14 fotos)
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Já lá vai o tempo em que o cinema de animação é só para crianças. Wall-e é o exemplo perfeito de que a animação é apenas um meio de contar a comovente história do robozinho, escrita pelo próprio director. Wall-e, conta a história de um robô que fica activo na Terra depois do desaparecimento dos seres humanos, que se tornaram morbidamente obesos e vivem fora da Terra enquanto os robots trabalham nela para a deixarem de novo habitável. Wall-e, o protagonista, é um desses robots, que um dia recebe a visita de um robot mais sofisticado, Eve. E ainda começa uma parte da história que se podia de chamar do príncipe em busca do coração da sua amada.
Então é o que a história é um brilhante romance de fazer comover os mais durões. Desde a excelente animação em 3d à brilhante trilha sonora que faz muita vez referência ao musical Allô Dolly o preferido de Wall-e, o maior ponto do filme é a história simples, mas brilhante. Nota 10 (0-10)."
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visitante Luis Alexandre Fazenda Pereira
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"Este filme é genial e muito emocionante. É um dos melhores filmes que já assisti e sem dúvida a melhor animação antes ocupada pelo O Gigante de Ferro. Fantástico! Imperdível! "
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visitante do CinemaCAFRI
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