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V de Vingança
V for Vendetta (EUA/2006)
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Direção:
James McTeigue
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Roteiro:
Andy Wachowski, Larry Wachowski
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Baseado na Obra de:
Alan Moore (V de Vingança), David Lloyd (V de Vingança)
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Elenco:
Natalie Portman (Evey), Hugo Weaving (V/William Rookwood), Stephen Rea (Finch), Stephen Fry (Deitrich), John Hurt (Adam Sutler), Tim Pigott-Smith (Creedy), Rupert Graves (Dominic), Roger Allam (Lewis Prothero), Ben Miles (Dascomb), Eddie Marsan (Etheridge)
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[Veja os participantes de "V de Vingança"]
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Duração: 132 min.
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Gênero: Ação/Drama
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Cafômetro:
[O que é o Cafômetro?]
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Nota:
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Nota dos visitantes:
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Aconteceram muitas coisas antes de “V de Vingança” chegar aos cinemas de todo o mundo que contribuíram para que uma nuvem de perspectiva e, ao mesmo tempo, preocupação pairasse na cabeça dos cinéfilos. Primeiro foi Alan Moore, criador ao lado de David Lloyd, da graphic novel, que brigou com a DC Comics por a mesma ter cedido os direitos da revista para às telonas. Depois de “Do Inferno”, “Constantine” e “A Liga Extraordinária”, Moore afirmou que não queria se envolver novamente em uma produção cinematográfica. Além de brigar com o pessoal da DC, Alan Moore também se estressou com Joel Silver (produtor) e os irmãos Wachowski (roteiristas e produtores), que, segundo ele, usaram seu nome e seu suposto endosso somente para vender o projeto para a mídia.
Previsto para estrear em 4 de novembro de 2005 (data símbolo no filme), o longa teve de ser adiado, para março de 2006, para, segundo os produtores, acomodar a agenda de pós-produção. Contudo, corre nos bastidores de Hollywood que o verdadeiro motivo do adiamento do filme teria sido os atentados a bomba ocorridos em Londres em julho de 2005. “V de Vingança” possui cenas em que o protagonista bombardeia a capital inglesa.
Com este bafafá todo com o criador do gibi e com o adiamento, que ainda deixava dúvidas se o filme seria editado em virtude dos atentados na vida real, o longa chegou aos cinemas dividindo expectativas. Ao mesmo tempo que muitos aguardavam pela nova produção dos irmãos Wachowski (“Matrix”), os fãs da graphic novel ficavam preocupados com notícias como sobre troca de atores já durante as filmagens etc. Mas tudo acabou dando certo e “V de Vingança” é um grande filme.
Ambientado numa Inglaterra futurista e totalitária, o longa gira em torno de Evey Hammond (“Natalie Portman”, de “Guerra nas Estrelas” e “Closer - Perto Demais”), uma jovem que é salva de uma situação de vida ou morte por um homem mascarado conhecido pelo codinome V (Hugo Weaving, o Agente Smith de “Matrix”). Ao convocar seus compatriotas a se rebelar contra a tirania e a opressão do governo do tirano Chanceler Sutler (John Hurt, de “Hellboy”), V provoca uma verdadeira revolução. Ao mesmo tempo, Evey, ao buscar entender melhor V, descobre toda força que possui dentro de si.
Orçado em US$ 50 milhões, o que acabou sendo pouco, tendo em vista sua qualidade visual, “V de Vingança” dá uma escorregada ao se afastar um pouco da trama original, principalmente no que diz respeito ao passado de Evey, mas tudo isso só deve ser contestado mesmo pelos mega-fãs do gibi, pois não chegam a incomodar o público em geral. Co-estrelado por Stephen Rea (“Café da Manhã em Plutão” e “Entrevista com o Vampiro”) e Stephen Fry (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”), “V for Vendetta” (no original) conta com 132 minutos que passam voando.
Além de contar com ótimas cenas de ação e com uma seqüência final apoteótica, o longa funciona também como instrumento reflexivo. “O público poderá se aprofunda nos assuntos e idéias complexas que (o filme) explora, sobre a responsabilidade das pessoas pelo poder que confiam ao governo, e que meios são necessários ou aceitáveis para pôr fim à tirania. Levanta muitas questões fascinantes, mas não dá respostas fáceis”, afirmou o produtor Joel Silver. O grande problema de um filme que se propõe a este tipo de reflexão é justamente o fato de que muitos esperam respostas fáceis, como a imprensa norte-americana, que acusa o longa de fazer apologia ao terrorismo. “É possível para um grande estúdio de Hollywood fazer um filme de U$ 50 milhões no qual o herói é um terrorista? Um terrorista que aparece usando um colete de dinamite de um homem-bomba, que adota como lema, debaixo de uma máscara de madeira que ele nunca tira, ‘explodir um prédio pode mudar o mundo’?”, questionou a conceituada revista Time. Isso tudo não passa de uma interpretação fácil de quem não quer refletir. Talvez a imprensa dos Estados Unidos tenha se incomodado com a forma em que a cumplicidade dos meios de comunicação é demonstrada como fundamental para a predominância de um governo que não representa a população.
Dirigido por James McTeigue, “V de Vingança” não é a melhor adaptação de quadrinhos já realizada, mas possui méritos indiscutíveis, como o que diz respeito à sua trilha sonora, que vai desde a “Abertura 1812”, de Tchaikovsk, passando pelo rock ‘n’ roll dos Rolling Stones, e chegando à bossa nova de Tom Jobim, com “Garota de Ipanema” e “Corcovado”. Também se deve destacar às referências à Shakespeare, com V recitando “Macbeth” e “Noite de Reis”, e ao clássico “O Conde de Monte Cristo” (referência esta que já existia nos gibis de Moore e Lloyd).
Criado como uma crítica ao ultraconservadorismo do governo de Margareth Thatcher, a graphic novel teve sua adaptação no momento mais oportuno, tendo em vista as atitudes recentes dos governos de Tony Blair e George W. Bush. Não perca!
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"V de vingança é simplemente perfeito! Um filme que fala de
ideologia, de luta, um filme que cai como uma luva para o cenario politico atual. Todos deveriam vê-lo. Natalie portman está impecavel. A arte e o jogo de cenas envolvem o espectador de tal maneira que voce sente como se estivesse ali, perto das personagens. O melhor filme que ja vi. Merece 5 estrelas e o oscar! "
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visitante do CinemaCAFRI
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"Mais do que tudo, v de Vingança é um dos raros filmes deste tipo que pensa. Não é só ação (se bem que quando a tem não decepciona), pois traz a atenção como as decisões de alguns podem arruinar a vida de muitos, e as consequências que estas podem trazer são inegáveis. Mas a esperança existe, e a união pode trazer a diferença, se houver quem perceba, e aja, quanto a situação. "
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visitante do CinemaCAFRI
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"Eu achei o filme um verdadeiro exemplo de fé e luta por uma ideologia, e isto se torna ímpar, uma vez que vivemos em uma sociedade mascarada pela desigualdade e ambição. O que importa não é a pessoa e sim as suas atitudes, portanto o filme desperta através do personagem, a ideologia: suas idéias correspondem aos fatos. Eu adorei a mensagem, o roteiro, e a incrível trilha sonora!"
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visitante do CinemaCAFRI
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