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Tropa de Elite
Tropa de Elite (Brasil/2007)

Tropa de Elite

Direção: José Padilha

Roteiro: José Padilha, Bráulio Mantovani

Baseado na Obra de: André Batista (Elite da Tropa), Luiz Eduardo Soares (Elite da Tropa), Rodrigo Pimentel (Elite da Tropa)

Elenco: Wagner Moura (Capitão Nascimento), Caio Junqueira (Neto), André Ramiro (André Matias), Fernanda Machado (Maria), Fernanda de Freitas (Roberta), Milhem Cortaz (Capitão Fábio), Thelmo Fernandes (Sargento Alves), Maria Ribeiro (Rosane), Alexandre Mofatti (Sub-Comandante Carvalho)

[Veja os participantes de "Tropa de Elite"]

Duração: 115 min.

Gênero: Drama/Ação

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Primeiramente, cumpre-me fazer uma observação: não vi a cópia pirata de “Tropa de Elite”. Com tal afirmação não busco fazer qualquer juízo de valor com relação aos que conferiram, busco somente deixar claro que essa resenha é sobre a versão final e legítima do longa escolhido para abrir o Festival do Rio 2007.
Meses antes de chegar aos cinemas nacionais o filme foi alvo de pirataria, sendo distribuído livremente pela internet e vendido em cópias ilegais por camelôs. Camelôs estes que faturaram um bom dinheiro com a produção. Se não bastasse o fato de venderem um produto ilegal, os mesmos começaram a vender “Notícias de uma Guerra Particular”, brilhante documentário de João Moreira Salles e Kátia Lund, como “Tropa de Elite 2”, abusando da falta de informação por parte da população brasileira.
Depois que a cópia pirata caiu no mundo gerando um boca-a-boca jamais vistos em relação a um filme brasileiro, muitos acusaram os produtores de terem vazado intencionalmente o longa, fazendo da pirataria parte da campanha de marketing do mesmo. Estou do lado daqueles que acreditam que “Tropa de Elite” fará tanto sucesso nas telonas quanto fez no mercado informal, mas acreditar que tudo foi premeditado é viver no mundo da lua. Nenhuma pessoa sã liberaria a pirataria de seu filme apostando que isso pudesse transformar o mesmo em um ícone pop. Prova de que os produtores não estiveram envolvidos no vazamento da produção foi a prisão dos reais responsáveis: funcionários da produtora de legendas Drei Marc, que fazia a legenda em inglês para exibição nos Estados Unidos.
Aos que viram a cópia pirata, aqui vai uma recomendação: não deixem de assistir à versão definitiva de “Tropa de Elite”. Não digo isso pelos cinco minutos de diferença que tem em relação à versão pirata, nem ao fato da versão final ter recebido um tratamento completo de música, colorização, mixagem de som, além de uma nova narração, mas sim ao fato de que não existe sensação igual à de assistir ao filme nos cinemas! É vibrante, emocionante. Perfeito!
Quem não viu então que não pode perder. Trata-se do melhor filme brasileiro desde “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, e um dos melhores longas (incluindo as produções internacionais) de 2007.
Mas a pirataria não foi o único problema vivido pelos produtores de “Tropa de Elite”. Em novembro de 2006, durante as filmagens no morro Chapéu Mangueira, parte da equipe foi seqüestrada e diversas armas cenográficas foram roubadas. A equipe acabou sendo devolvida sem ferimentos, mas os problemas continuaram. A polícia subiu o morro para tentar pegar os responsáveis pelo seqüestro, fazendo com que as filmagens fossem interrompidas por duas semanas. Além disso, foi necessária muita negociação para conseguirem rodar as seqüências que estavam programadas para outros morros do Rio, já que os “responsáveis” por esses morros passaram a associar a presença da equipe do filme com a da polícia.
Primeiro filme de ficção do diretor José Padilha, do polêmico documentário “Ônibus 174”, “Tropa de Elite” conta a história de Nascimento (Wagner Moura, brilhante), capitão do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), considerado a tropa de elite da Polícia, que está em crise. Ao mesmo tempo que aguarda o nascimento de seu primeiro filho, ele terá que assumir uma missão perigosa em meio ao conturbado mundo das favelas cariocas e do tráfico de drogas. Para deixar a linha de frente, ele terá que encontrar um substituto à sua altura.
Pressionado em casa e no trabalho, o capitão sente os efeitos do estresse. Neste clima, é chamado para mais uma emergência num morro, onde em meio a um tiroteio sua equipe tem que resgatar dois aspirantes a oficiais da PM: Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro). Neto e Matias são amigos de infância que se destacam pela honestidade num meio infestado pela corrupção.
Tendo como ponto de partida o livro “Elite da Tropa”, de André Batista, Luiz Eduardo Soares e Rodrigo Pimentel, o longa mostra uma face da corrupção policial já conhecida por quem acompanha os jornais do país, mas jamais explorada tão vastamente. Padilha e o co-roteirista Bráulio Mantovani (indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado por “Cidade de Deus”) conseguiram fazer de “Tropa de Elite” mais que um filme sobre segurança pública na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de um longa sobre um sistema amplamente corrompido. E por sistema entende-se todos os lados da moeda: traficantes, policiais, moradores de comunidades, representantes de ONGs e estudantes da classe média. “Tropa de Elite” não poupa ninguém, bem como não idolatra nenhum destes grupos. Se o filme possui um, digamos, grupo-herói, esse seria o BOPE, que mesmo assim não escapa de uma caracterização perturbadoramente truculenta.
O fato dos protagonistas do filme serem policiais é a maior qualidade de “Tropa de Elite”. Pela primeira vez no cinema nacional temos uma produção forte sobre segurança pública em que o foco central não é o criminoso ou o morador da favela. “É preciso entender a polícia. Ninguém nunca tinha falado da polícia, o que é muito estranho, já que têm filmes americanos, franceses, italianos, do mundo todo que tomam esse lado. Achei que faltava um brasileiro”, destacou Padilha.
Com magnífica edição de Daniel Rezende (também de “Cidade de Deus”), a fita conta com boas atuações de Caio Junqueira, André Ramiro, Milhem Cortaz e Fernanda Machado, mas quem rouba a cena mesmo é Wagner Moura. Eterno parceiro de Lázaro Ramos (que não está em “Tropa”), Wagner entregou-se de corpo e alma ao personagem, chegando ao ponto de quebrar o nariz do Capitão Paulo Storani durante um laboratório para se ambientar à rotina do BOPE.
“Tropa de Elite” é o filme mais eletrizante do ano e merece mais do que ser apenas assistido. O longa de José Padilha merece ser absorvido pelos espectadores e discutido pelas mais diversas camadas sociais do Brasil. Trata-se de uma magnífica e sangrenta aula de sociologia. Imperdível!
Curiosidade: integrantes do BOPE ingressaram com uma ação cautelar em face da Zazen Produções e da Paramount Pictures do Brasil requerendo a proibição da exibição de “Tropa de Elite” nos cinemas. Os policiais alegam que o filme viola a honra, a dignidade e até mesmo a integridade física dos integrantes do BOPE. A juíza da 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Flávia de Almeida Viveiros de Castro, negou o pedido dos autores, destacando: “Não existem críticas às instituições. As críticas feitas são ao sistema”.
(nota)  Lucas Salgado
 Do Cult ao Trash
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"Sou militar a 17 anos, mas tenho que admitir que a atuação de Wagner Moura como militar foi excepcional, magistral. Sei que foi apenas uma interpretatação, mas demonstrou pelo seu trabalho que pode ser um militar melhor que muitos na vida real. Desde seu trabalho em Paraíso Tropical, virei seu fã número 1. Sei que ele nunca saberá deste comentário mas, só de poder escrever o que achei dele e do filme já fico satisfeito. Um abraço e muito sucesso, crc. "

visitante Claudio Rodrigues De Castro

"Assisti ao filme tropa de elite e ouso afirmar que, independentemente das discussões sobre as mazelas que o filme retrata, como cinéfalo, presenciei ao surgimento de um super herói brasileiro, o capitão Nascimento e sua tropa de elite. Em um país tão carente de heróis que defendam a probidade, a coragem e a retidão de conduta, o capitão Nascimento com certeza fará sucesso, dará origem à um seriado de televisão e voltará as telas porque assim o público exigirá. "

visitante Oscar Wolkmer

"O filme Tropa de Elite relata a realidade brasileira, principalmente nas favelas, trabalhadores pagam pelos maus feitores, policias corruptos e violentos nâo querem nem saber e vão dando naquele q vê pela frente, ferindo, matando, fazendo inocentes sofrer, mais o que adianta uma opinião, se pessoas hipócritas acham que filmes desse tipo influência nas atitudes desses que já causam tumultos por aí. Tanto que vemos todos os dias na televisão, imagens e cenas chocantes de violencia urbana. Se querem pegar bandido estude uma maneira, siga os passos, mas não torturar. Me causa um sofrimento enorme em saber que na realidade é assim, poderia afirmar que moro no paraíso mesmo meu esposo sendo policial, vivo em harmonia pois ele não traz problemas para casa, a atitude dele muda a partir do momento em que ele coloca a farda e saí do portão para fora, mais acredito q assim como muitos ele é uma pessoa honesta q sabe lidar com o trabalho. Lugar de bandido realmente é na cadeia, mas deveriamos mudar a imagem do país pois o que mostra lá fora é a impressão que fica. "

visitante da Confraria

"O cinema brasileiro acerta mais uma vez com Tropa de Elite mostrando que se è possível fazer longas de ótima qualidade no país. O filme que retrata o dilema do capitão do bope Nascimento vivido(e muito bem vivido), por Wagner Moura que dar um verdadeiro banho de interpretação. O longa consiste no dilema do capitão Nascimento que está em busca de um substituto para seu cargo já que seu trabalho começa afeta sua vida pessoal e sua saúde, os escolhidos por ele ou quase será Neto(Caio Junqueira) ou Matias(André Matias)tarefa que seria fácil caso se ele não estivesse lidando com a facílmente corronpida Polícia Militar do Rio de Janeiro. O filme que se passa em meio a guerra entre traficantes e polícia do rio, muito bem elaborado no mesmo nível de Cidade de Deus. Muito Bom. "

visitante Claudio Vinícius Silva E Silva

"O filme Tropa de Elite mostra com audacia uma parte dos reflexos sociais causados pelo tráfico de intorpecentes. Com um conteúdo extremamente critica traz ao espectador uma outra visão de quem seriam os possivies culpados, se assim pudermos colocar, ao repousar a ênfase nesta atividade enquanto uma forma de comércio, estando portanto sustentado pela demanda. Além deste o Filme discuti a ação da repressão policial, em especial do Batalhão de operações especiais, a partir de uma visão endógena, ou seja, busca ser um retrato da realidade, já que seus personagens tem existencia real. Um filme que, ao meu ver, ainda deve gerar maiores discussões. "

visitante Hebert Guilherme De Azevedo
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