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Transformers


Transformers (EUA/2007)

 



Direção: Michael Bay

Roteiro: John Rogers, Alex Kurtzman, Roberto Orci

Elenco: Michael Clarke Duncan (Figueroa), Kevin Dunn (Sparkplug Witwicky), Bernie Mac (Bobby Bolivia), Jon Voight (Keller), Shia LaBeouf (Spike Witwicky), Jamie McBride, Megan Fox (Mikaela), Tyrese Gibson (Epps), Charlie Bodin (USAF Sargento), Josh Duhamel (Comandante Lennox), Joshua Feinman (Sargento), Nicole Randall Johnson (Segurança), Travis Van Winkle (Trent), Zack Ward (Donnelly), John Turturro (Simmons)

 

Duração: 144 min | Gênero: Ação, Ficção Científica

 

crítica por Gustavo Catão

Alguns são novos demais para terem conhecido, outros velhos demais para terem ligado, mas existe uma geração que hoje beira os 30 anos e que assistiu, dentre uma fantástica diversidade de desenhos, uma aventura protagonizada por robôs que se transformavam em veículos. Este desenho se chamava “Transformers” e girava em torno de robôs bonzinhos, os Autobots, e robôs malignos, os Decepticons, em uma eterna batalha que muito empolgava os baixinhos (sim, estamos falando dos primórdios do Show da Xuxa). A série por sua vez era baseada em uma coleção de brinquedos japoneses de imenso sucesso em todo o mundo, com soldados robóticos que se transformavam nos mais variados veículos. Passados os anos, os fãs dos brinquedos e dos desenhos cresceram e, com eles, seu objeto de diversão, que agora ganha as telas do cinema em uma ação cheia de efeitos especiais dirigida pelo talentoso Michael Bay (da ficção também cheia de efeitos, “A Ilha”).
”Transformers” é um filme que deu certo. E o principal motivo para isso, é que se trata de um filme que não se leva muito a sério. É claro que não estamos falando em transformar uma ação em uma comédia pastelão, mas Michael Bay acerta em cheio ao fazer um filme bastante descontraído, que não se envergonha de brincar com a própria trama fantasiosa. Afinal, estamos falando de um filme centrado em robôs alienígenas, então tomar uma postura séria seria como fazer de “Independence Day” um documentário. E Michael Bay toma exatamente a postura contrária (e acertada). Levando o filme no mais tradicional estilo “blockbuster de verão” americano, Bay enche a tela de efeitos especiais, encabeçando o elenco com um casal adolescente em ascensão: o jovem Shia LeBeouf, que estourou com o thriller “Paranóia” e que acabou garantindo um papel no cotadíssimo “Indiana Jones 4”; e a gosto..., quer dizer, estonteante Megan Fox. Os dois acompanhados de robôs gigantes que se transformam nos mais variados veículos.
Entrando mais detalhadamente na trama, “Transformers” se passa nos dias atuais, quando um misterioso ataque a uma base americana põe em risco a segurança dos sistemas de defesa do país. Paralelamente, o jovem Sam (Shia LeBeouf) está pronto para arrumar uma namorada com seu “novo” Camaro, e tenta a sorte com a popular Mikaela (Megan Fox). As investidas de Sam não vão muito bem e ele começa a suspeitar que há algo muito errado com seu carro. O que Sam não desconfia é que o seu Camaro amarelo é na verdade Bumblebee, um robô alienígena parte de um grupo que busca impedir que os maléficos Decepticons (responsáveis pelo ataque ao exército) encontrem um antigo artefato e destruam a humanidade.
Além das piadinhas até bem divertidas, proporcionadas principalmente por Bumblebee, que conversa por trechos de rádio, John Turturro, que interpreta o estranho agente Simmons, e pelos pais de Sam (Kevin Dunn e Julie White), a ação é o principal atrativo do filme. Esta megaprodução joga pesado nos efeitos especiais, presenteando o espectador com robôs de encher os olhos em seqüências de ação longas e dinâmicas. Os robôs se transformam de maneira tremendamente detalhada, sem um pixel fora do lugar para diminuir a sensação de realismo das cenas. Os combates são intensos, dentro de cidades movimentadas, sem medo de mesclar cenas reais com as imagens de computador, atingindo um nível de interação realmente impressionante. E os robôs ainda mantém uma das principais características do desenho original, com os Autobots se transformando em carros civis e os Decepticons em máquinas de guerra. Porém, os fãs vão reparar algumas alterações. Bumblebee agora se transforma em um Camaro e não mais em um simpático fusca. Também se notam a ausência do robô que se transformava na arma de Megatron (líder dos Decepticons) e de Soundwave, robô que tinha alto-falantes no peito e que atirava fitas cassete (talvez a ausência deste último seja porque as novas gerações não conheçam uma fita cassete).
Orçado em nada modestos US$ 150 milhões, o filme rendeu aos seus produtores ao longo do mês de julho de 2007 nada menos que US$ 280 milhões nas bilheterias americanas (US$ 70 milhões só no final de semana de estréia), sem contar com os rendimentos internacionais e com as salas nos EUA que ainda mantiveram o filme trazendo grandes retornos nas semanas dos meses seguintes. Um filme caro com objetivos comerciais, mas que entretém e diverte o público. Ganham os produtores e ganham os amantes do cinema pipoca (como nós da Confraria).

 

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

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