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Linha do Tempo
Timeline (EUA/2003)
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“Linha do Tempo”, do diretor Richard Donner (dos filmes da franquia “Máquina Mortífera”), foi o primeiro forte concorrente da lista dos piores filmes que assisti em 2004. Com um elenco fraco e uma história pra lá de forçada, mesmo tendo saído de um livro de Michael Crichton, autor de “Jurassic Park”, não resta muita coisa que mereça elogios no filme. A hstória começa no presente, onde um grupo de arqueólogos estuda um antigo forte, palco de uma famosa batalha da Guerra dos Cem Anos (que aconteceu no século XIV, entre a França e a Inglaterra). O líder da expedição, o professor Johnston (Billy Connolly, de “O Último Samurai”), tem recebido importantes dicas sobre a escavação de uma empresa do deserto americano, e viaja para conversar com seus colaboradores. Enquanto isso, seu filho Chris, interpretado por Paul Walker, do fraco “+ Velozes + Furiosos”, ajuda na escavação tentando conquistar a arqueóloga Kate (Frances O’Connor, de “AI Inteligência Artificial”). Durante a escavação, eles encontram um pedido de ajuda escrito pelo professor há mais de 600 anos (!!!). É claro que a única solução lógica era que ele tivesse voltado no tempo e agora não conseguisse voltar, e os jovens partem para o deserto americano. Em poucos minutos o filme acelera por uma explicação furada do que aconteceu, manda os jovens (além de mais alguns personagens) de volta no tempo e explode a máquina para que eles não possam voltar. Só se passaram poucos minutos de filme, e agora a história se passa na França do século XIV. Daí em diante os personagens têm de encontrar o professor e sair do forte, que será destruído por um cerco naquela mesma noite, isso tudo sem alterar o passado. O roteiro inteiro é cheio de furos gigantescos, por exemplo: os personagens têm muito medo de alterar o passado, mas não se preocupam em ficar por lá, se casarem e terem filhos, e nem se preocupam em andar pelo lugar matando soldados a esmo. A própria máquina do tempo é um equipamento de alta tecnologia, mas que pode ser consertado em algumas horas mesmo depois de ser destruído por uma granada! As atuações são dignas de “Lenda Urbana” ou qualquer outro filme adolescente mal feito, e todos os personagens falam inglês, mesmo no exército francês. Nem mesmo uma grande caracterização de época salva o filme. Resumindo: evite “Linha do Tempo” a qualquer custo. Tem coisa muito mais interessante para se fazer ao invés de ver esse filme. Na verdade, tem muita coisa que nem é interessante e vale mais a pena do que ver esse filme. A única desculpa para se ir ao cinema ou alugar em vídeo “Linha do Tempo” é gostar de ver filme trash ruim ou ser crítico de cinema. E não digam que não avisei.
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Gustavo Catão
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