[Escolha sua cidade] Brasil, 3 de setembro de 2010
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Coisas que Perdemos Pelo Caminho
Things We Lost in the Fire (EUA/2007)

Direção: Susanne Bier

Roteiro: Allan Loeb

Elenco: Halle Berry (Audrey Burke), Benicio Del Toro (Jerry Sunborne), David Duchovny (Steven Burke), Alison Lohman (Kelly), John Carroll Lynch (Howard Glassman), Alexis Llewellyn (Harper Burke), Micah Berry (Dory Burke), Robin Weigert (Brenda)

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Gênero: Drama

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O drama “Coisas que Perdemos Pelo Caminho”, da diretora dinamarquesa Susanne Bier, traz no elenco os oscarizados Benicio Del Toro e Halle Berry. Berry faz o papel de Audrey, uma mulher mãe de dois filhos que recentemente perdeu o marido e que busca em Jerry (Del Toro) o apoio para recuperar-se de sua perda. Jerry então se muda para a casa de Audrey, onde ele também aprenderá a superar as perdas em sua vida. Esta é uma ótima opção para quem gosta de um drama forte e sério, e conta com excelentes atuações.
Trailer de Coisas que Perdemos Pelo Caminho Idioma: Inglês/Sem Legendas
Assista ao vídeo no formato: Médio : Grande Fonte: Apple Movies
Imagens de "Coisas que Perdemos Pelo Caminho"
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

" “Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente“. Uma amiga que me indicou esse filme. E eu gostei! Uma lida apenas na sinopse, talvez não o assistiria agora. Logo, a indicação por ela, é que despertou a minha curiosidade maior de cinéfila. Até porque na tal sinopse não contava quase nada. Ou porque ao ver um nome por lá, me fez ficar desmotivada. Enfim, valeu mesmo da Rozzi querer que eu assistisse para trocar impressões com ela! Só não sei se conseguirei omitir spoilers. Assim, se ainda não viu o filme, fica aqui a sugestão - assista. O filme é bom! Depois, então volte para uma troca de impressões; ) Começo falando do título… De imediato, eu pensei em coisas que perdemos por displicência, por relapso… mas que sabemos que de uma hora para outra vai aparecer novamente. Mas assistindo o filme, claro que a perda principal fora por assassinato. Foi, e sem chances de voltar. Agora, com o desenrolar da história, ficamos sabendo que há a perda por… preconceito? Não. O termo seria outro. Por talvez criar uma barreira a aquilo que vai mexer com a rotina certinha da família. Ou dela própria. Uma atitude mais reacionária. Entrando no filme… Um casal feliz, com um casal de filhos, voltam das férias ao lar doce lar. Antes da vida seguir a rotina normal: Trabalho, escola… Eis que o paizão, Brian (David Duchovny), sai para comprar sorvete para os filhos, à noite, e é baleado. Não por um assaltante, mas sim por um homem que batia violentamente numa mulher. Brian foi intervir. Parando para ajudar, para fazer um bem, terminou perdendo a vida. Então, em vez do maridão, Audrey (Halle Berry) recebe a polícia com a trágica notícia.
Como citei no início, um nome não me motivava a assistir esse filme. O dessa atriz, Halle Berry. Até então, não gostava das suas interpretações. No que vi antes desse, “a Estranha Perfeita“, mais parecia uma cópia da Angelina Jolie. Para mim, faltava a ela uma performance visceral. Nesse ela está no caminho certo. Ela conseguiu passar dor, revolta, medo, frustração, raiva, comiseração, tristeza, desejo, serenidade… e por ela mesmo, sem levar a pensar em outra atriz. Mais um ponto que me fez gostar desse filme. Durante o velório, lembra que tem que avisar alguém. Seu irmão, Neal (Omar Benson Miller), vai buscar a pessoa. Ele é Jerry (Benicio Del Toro). Alguém muito especial para o Brian. Eram grandes amigos. Mas por ser um viciado, seus encontros eram longe do seu sacrossanto lar. Na primeira fase do filme, paralelo ao velório, e enterro, se tem os momentos que antecederam a morte do Brian. Ele teve tempo de comemorar o aniversário do Jerry. É quando vemos o carinho e a cumplicidade entre os dois. Algo que Audrey não entende. Até põe a culpa em Jerry pelo sumiço de um dinheiro dentro do carro do casal. Ao descobrir o dinheiro caído entre os bancos do carro, a título de diminuir a sua culpa, o leva para morar num quarto ao lado da garagem. Agora, com o desenrolar da história, ela irá lidar com outros fantasmas seus. E Jerry será o seu saco de pancada. Para o pequeno Harper (Alexis Llewellyn), a chegada de Brian fora uma benção, pois veio suprir a perda repentina do pai. Já para Dory (Micah Berry), já adolescente, há um misto de rejeição, receio de se apegar e haver uma nova perda, mas há um bem querer. Durante o velório, o vizinho e amigo de Brian, Howard (John Carroll Lynch), primeiro se espanta em saber que Jerry também era amigo de Brian, por nunca tê-lo visto, nem tinha conhecimento dele. E mais um pouco ao saber que era um viciado. Mas o jeitão do Jerry, somado ao fato de ter sido especial para Brian, joga fora seus pensamentos… nascendo ali uma amizade. Muito embora, ambos não sabiam. Jerry apesar do vício, era uma pessoa cativante.
Pausa para falar do Benicio Del Toro. Ele dá um um show de interpretação. E mais! Faz uma bela dobradinha com a Halle Berry. Não tira o brilho nem dela, nem dos demais com que contracena. Dá ao seu personagem um jeito meninão, mais de um modo que seduz a todos. Enquanto com a morte de Brian, Jerry tenta se livrar das drogas, Audrey põe para fora todos os sentimentos. E através de falas que põe o dedo na ferida. Alguma, me levavam a exclamar um ‘pqp! Por que isso agora, mulher!? ’ Noutras ficava num simples ‘Putz! ’. É, por essas falas, ela descarregava nele toda a sua revolta por ter perdido o seu grande amor. Por ser ele um inútil, viciado em drogas. Por descobrir que ele sabia tanto de tudo o que tinha acontecido com a sua família, de coisas que nem ela sabia. Por ele estar tomando o espaço do pai para seus filhos. Por ele estar vivenciando momentos que seriam do Brian. Enfim, a raiva maior dela foi ter descoberto que perdeu momentos por ter sido tão reacionária. Mas antes do desfecho final, se o Jerry não fosse tão especial, teriam os dois arruinados suas vidas. No caso dele, teria sido a ruína de vez. A cada frase dura, proferida a Jerry, a enfraquecia mais. Audrey, ora o jogava num inferno, ora o tirava de lá. Uma fera ferida… Num momento de lucidez, Jerry viu que precisava fazer algo por aquela família, mas não conseguiria sozinho… e no final… Bem, eles souberam que enterraram mais que o Brian… Que na vida há perdas irreparáveis, como também que há aquelas que se faz necessária para seguir em frente sem cargas inúteis. Há coisas que se deve abandonar pelo caminho. Que há também aquelas que um dia voltam renovadas. Para eles, foram pelo bem querer do Brian deixou a seus entes queridos. É um filme que deixou uma vontade de revê-lo um dia. Mas não o chamaria de filmaço. Nem daria uma nota máxima. Dou um 9. É bom filme! "

visitante Valéria Miguez
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