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007 O Mundo Não É o Bastante
The World Is Not Enough (EUA/1999)
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"À medida que a contagem para o novo milênio se aproxima, existe um número em que sempre podemos confiar"
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Desde 1995, o fim de ano dos executivos da MGM/US funciona da mesma maneira: eles se reúnem em uma mesa de uma grande sala do estúdio onde trabalham para decidir apenas 3 coisas sobre o próximo filme de James Bond: Quais serão as bondgirls, quem cantará a música tema, e qual será o nome do filme. Depois de horas de discussão, os executivos apenas dão luz verde para o projeto, chamam um diretor qualquer, derramam em suas mãos uma quantia superior a 90 milhões e saem rindo a toa, já assegurados de que este
dinheiro voltará em dobro para suas mãos quando o filme estrear um ano depois. E só.
E não é exagero, a MGM/US, estúdio praticamente falido desde o fim dos grandes musicais dos anos 60, trabalha somente nisso: criar novas franquias para 007, o espião inglês que bebe martíni, encanta as mulheres e roda o mundo matando agentes da KGB a serviço da rainha. O personagem, criado há décadas por Ian Flemming, é hoje detentor da série mais lucrativa do cinema que, de dois em dois anos, lança um filme requentando os mesmos elementos. É uma grande mágica. Desde quando o primeiro filme foi lançado ("O satânico Dr. No"), James Bond já passou pelas mãos de 5 atores diferentes, 2 estúdios, 16 diretores e mesmo assim, continua um sucesso. Mesmo agora que a guerra fria acabou (tema recorrente dos primeiros filmes da série) o público ainda paga para ver as aventuras, agora modernizadas para os anos 90, que continuam a arrecadar milhões em todo mundo. Quem assiste a uma nova produção de Bond tem a impressão de que já viu este filme. E viu, porque todos são praticamente iguais seguindo a velha fórmula de ação, com o nosso herói salvando o mundo de um vilão megalomaníaco, conquistando lindas garotas, viajando pelo mundo, usando engenhocas doidas e tudo isso sem perder a classe. Como já dito, a única mudança existente aparece no nome do filme, da musica tema e é claro, das clássicas bondgirls. "007 - O Mundo não é o Bastante", segue esta fórmula a risca. E pôr isso mesmo é tão bom!!!
Agora, você leitor deve estar assustado. Um filme praticamente igual a todos os outros, repleto de clichês, pode ser bom????? Como pode um filme cheio de situações impossíveis e com um fiapo de roteiro, ser divertido? Como pode algum crítico ou site especializado recomendar um filme desses? Se você é este tipo de leitor, pare agora de ler a crítica e por favor nem pense em assistir o filme. Porém, se você é como nós, aficcionado por filmes
feitos apenas para entreter e divertir, este é o filme ideal, o filme CAFRI por excelência. As produções de James Bond são feitas justamente para isso: para você ir ao cinema com a namorada e com os amigos, assistir comendo um baldão de pipoca, rir das besteiras do filme e esquecer dele assim que sair do cinema. Um filme Blockbuster, arrasa-quarteirão, que não tem nenhuma pretensão além de ganhar dinheiro. Se você não se importa com isso, o filme é nota 10.
"007 - O Mundo não é o Bastante" conta a história de um magnata do petróleo que é assassinado na frente de James Bond por um terrorista internacional que sonha em (surpresa!) dominar o mundo. Cabe ao agente descobrir os planos do terrorista, proteger a filha do empresário e descobrir a verdade por trás do atentado. É claro que Bond terá vários
problemas, assassinos e explosões no meio do caminho, mas nada que ele não possa resolver. Há também é claro, as bondgirls e neste filme elas são duas: Elektra King, a filha do empresário, interpretada pela sexy francesa Sophie Marceau, e Christmas Jones (toda bondgirl tem nome esquisito, não é?), uma física nuclear que ganha corpo (e que corpo) com a deslumbrante Denise Richards (de "Garotas Selvagens"). Há também o clássico vilão, desta vez um maluco chamado Renard (Robert Carlyle de "Ou Tudo Ou Nada") que devido a uma bala alojada na cabeça é incapaz de sentir dor. Tudo isso se mistura no filme, com uma centena de cenas bombásticas e impossíveis de acontecer, mas que entretém e bem, por 2 horas de projeção, o que já é mais que suficiente para um filme de Bond. A música tema, interpretada pela banda Garbage, é uma das melhores da série, 007 (desde 1995 na pele de Pierce Brosnan) continua o canalha de sempre, aquele que se envolve com qualquer mulher, mata todos os vilões com uma pistola, desobedece as regras e nunca é despedido, se recupera de todos os machucados em 5 minutos e nunca, nunca mesmo, desarruma o penteado e a roupa. Impossível? É sim. E quem se importa?
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Plínio Meirelles
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"É um ótimo filme, cheio de ação e suspence! Muito bom para quem gosta do género e não é lá dos mais recomendados parar péssoas com algum problema cardiovascular, por deixar o telespectador muito ancioso, e, em concequencia, deixar o sangue com muita adrenalina(substancia que acelera os batimentos cardíacos)! Elenco maravilhoiso... Não há o que reclamar. "
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visitante Gabriela Erthal
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