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O Terminal
The Terminal (EUA/2004)
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"A vida está esperando"
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A história é a seguinte: durante seu vôo para Nova York, o país de Viktor Navorski (Tom Hanks), a Krakozhia, sofre um terrível golpe de Estado, que fez seu país ser considerado inexistente para a comunidade internacional. Desta forma o passaporte do cidadão foi considerado inválido e ele proibido de entrar nos Estados Unidos e também de voltar para Krakozhia. Com isso Viktor acabou sendo obrigado a viver no Aeroporto Internacional JFK por meses e mais meses. Pode parecer absurdo, mas é bem real. A trama do novo filme de Steven Spielberg é baseada na vida do iraniano Merhan Nasseri que passou 16 anos preso no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e lá permanece até hoje, mesmo já tendo conseguido autorização para sair.
Mesmo com uma história bacana como esta, pode-se dizer que o longa, literalmente, não decola. Por incrível que pareça o próprio Spielberg não conseguiu tirar o filme do ponto de “somente divertido”. Não que o filme tenha pretensão de ser mais do que isso, mas com tanta gente competente por trás do projeto era de se esperar algo melhor. Para terem uma idéia nem mesmo a trilha sonora, do lendário John Williams, se salva, não que seja ruim, mas sua música nunca recebeu tão pouco destaque em um filme.
Contando com uma série de importantes coadjuvantes, dos quais se destaca Catherine Zeta-Jones (sim, ela é coadjuvante!). Este “O Terminal” é praticamente um monólogo de Tom Hanks, assim como foi “Náufrago”, mesmo que este possua milhares de figurantes enquanto no outro só havia uma bola de vôlei. Viktor, ao longo do filme, se torna um personagem encantador, pena que muitas vezes acaba dando uma de bobo (caindo o tempo todo, batendo a cara no vidro e outras inúmeras situações que só diminuem o crédito do filme).
No geral, “O Terminal” não convence, sendo um dos piores trabalhos de Steven Spielbrg nos últimos anos. Mesmo assim, como estamos falando de um excepcional cineasta, é um filme para se ver, por dois motivos especiais, além da beleza de Zeta-Jones. O primeiro eu já disse, pelo fato de ser divertido, você vai sair leve do cinema com esta comédia bem CAFRI. E a outra razão é o cenário. Spielberg e sua equipe recriaram boa parte do Aeroporto JFK de Nova York, prestando atenção nos mínimos detalhes, o que pode dar ao longa indicações aos Oscars de design de produção e direção de arte, mais do que isso é exagero. O mais legal do cenário é o terminal em si, onde se pode notar uma das maiores publicidades em filmes da história do cinema. A DreamWorks recebeu milhões de dólares de lojas de alimentos, roupas etc, para colocá-las no longa. E estão todas lá, dezenas de lojas fazendo sua propaganda. Mas o mais bacana em relação a isso é que a publicidade em momento algum é forçada. Diferentemente de em “Eu, Robô” (para citar um exemplo recente), em que as marcas de tênis, som e carro recebiam um close a todo o momento, em “O Terminal” as lojas são quase que coadjuvantes, pois participam do desenvolvimento do filme.
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Lucas Salgado
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