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O Chamado
The Ring (EUA/2002)
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Quando se começa a assistir “O Chamado”, você tem a nítida impressão de “déjà-vu” que acompanha os filmes de terror adolescentes. O filme já começa com duas garotas sozinhas em casa, falando de “lendas urbanas” e passando por situações perfeitas para assustar o público. Quando o telefone toca pela primeira vez, já se espera ouvir o tradicional: “Olá, Cindy! Você gosta de filmes de terror?” Mas o que se segue não são os repetidos clichês do gênero e sim um filme tenso que traz o melhor do terror como há algum tempo não se via. A história é simples: Um grupo de quatro jovens morre exatamente sete dias após ter assistido a uma misteriosa fita, fazendo com que a tia de uma delas resolva usar seus contatos como jornalista para investigar a existência e a origem da tal fita. Ela acaba por encontrar o vídeo e o assiste, recebendo também o estranho telefonema de que morrerá sete dias depois. Daí por diante ela começa uma corrida contra o tempo tentando descobrir de onde aquele vídeo teria surgido, antes que ela mesma (e mais tarde seu ex-namorado e seu filho) sejam vítimas da mesma horrível morte que sofreu sua sobrinha. O primeiro destaque de “O Chamado” é o roteiro. Ao invés de empurrar uma infinidade de mortes de coadjuvantes em situações grotescas (como no fraquíssimo “Premonição”), Ehren Kruger (que adaptou a história original, “Ringu”, do japonês Hiroshi Takahashi) preferiu por trabalhar o suspense em cima de uma única vítima que tenta resolver o enigma da fita antes de chegar a sua vez, preparando assim o público para um “clímax” de terror. A trama por traz da origem da fita também é bem trabalhada, coesa, e, acima de tudo, de arrepiar. O próprio vídeo em torno do qual gira toda a história é um show de horrores à parte: sinistro e obscuro. O que começa como uma simples coleção de imagens em preto e branco evolui para uma elaborada história de loucura e abusos, à medida que as peças do enigma começam a ser encaixadas. Para coroar a produção o filme foge dos finais óbvios que costumam dominar o cinema hollywoodiano e opta por algo mais maligno, mais... vou parar para não estragar o final. “O Chamado” ainda conta com uma boa filmagem, incluindo boas tomadas externas (destaque para as paisagens filmadas em tempo acelerado) e imagens subliminares (aqueles quadros que piscam no meio da projeção e você nunca tem certeza do que viu e só de que viu alguma coisa), tudo feito para manter a platéia atônita e grudada na cadeira (o quê ele consegue totalmente). Então para aqueles que querem um bom filme de terror, “O Chamado” é imperdível!!!
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Gustavo Catão
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