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O Novato
The Recruit (EUA/2003)
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"Confiança. Traição. Mentira. Na CIA, nada é o que parece."
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Uma boa pedida para se alugar em um dia chuvoso ou mesmo conferir nos cinemas antes do lançamento de “Matrix Reloaded”, “O Novato” é mais um filme de espiões. Não no formato “007”, mas um filme sobre agentes da CIA nos moldes de “Jogo de Espiões” (com Robert Redford e Brad Pitt). Desta vez quem faz a dupla de agentes são Al Pacino e Colin Farrell (“A Guerra de Hart”) assumindo os papéis de tutor e aprendiz, respectivamente. Um filme bem esquemático, que não peca mas não inova, e, como de costume, previsível. O roteiro de Roger Towne e Kurt Wimmer repete o clichê das grandes reviravoltas (numa filosofia à la “Arquivo X” de “não confie em ninguém”), onde todos são suspeitos, mas que mesmo assim não tem criatividade suficiente para desviar nossas atenções do final totalmente esperado. Como já disse, o filme não peca mas não inova (a não ser que não inovar seja um pecado... bem, deixemos a filosofia de lado), e isso fica claro com a direção de Roger Donaldson (“O Inferno de Dante”, “A Experiência”), que mantém tudo bem dentro dos padrões hollywoodianos, sem arriscar diferentes pontos de vista da história ou uma edição ou fotografia mais desafiadora. O filme ganha algum destaque por trazer Al Pacino, como sempre em ótima forma, no papel do agente veterano que acompanha o progresso do recruta. Colin Farrell também faz boa atuação, assim como Bridget Moynahan, que interpreta a outra agente. O elenco principal é curto mas suficiente, e não se perde nada pela falta de outros personagens marcantes. ”O Novato” conta a história de James Clayton (Farrell), um programador recém formado no MIT que é contatado por Walter Burke (Pacino), que o propõe que entre no programa de treinamento de novos recrutas da CIA. Clayton, que sempre suspeitou que o desaparecimento de seu pai há alguns anos tivesse algo a ver com a agência, decide aceitar a proposta. Boa parte do filme então descreve o treinamento pelo qual ele passa na agência, aprendendo a matar e enganar, e onde também ele se envolve com a bela Layla (Bridget Moynahan), outra recruta do programa. A partir daí começam as reviravoltas, onde não se sabe mais quando algo é real, ou quando é apenas mais um teste. Ou seja: um suspense interessante, mas que não vai fazer ninguém perder o sono quebrando a cabeça.
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Gustavo Catão
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