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A Paixão de Cristo
The Passion of the Christ (EUA/2004)
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"Uma experiência inesquecível"
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Sem nenhum grande estúdio de Hollywood disposto a produzir “A Paixão de Cristo”, o cristão ultraconservador Mel Gibson se viu obrigado a tirar do próprio bolso 25 dos 30 milhões de dólares necessários para realizar o projeto. Para felicidade do ator/diretor, esse valor foi praticamente o mesmo que este arrecadou apenas em seu primeiro dia em cartaz nos cinemas norte-americanos, vindo acumular quase US$ 300 milhões em cerca de quatro semanas. Com isso o longa se tornou o filme legendado (o que discutiremos mais abaixo) de maior bilheteria da história dos Estados Unidos.
Mas por que “A Paixão de Cristo” fez tanto sucesso? Acontece que toda discussão religiosa por traz deste, se é anti-semita ou não, acabou funcionando como uma gigantesca campanha de divulgação, vindo Mel Gibson a ser considerado, pela critica internacional, como um gênio do marketing.
O filme retrata as 12 últimas horas da vida de Jesus Cristo, baseando-se nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, e o faz com uma verossimilhança sem precedentes no cinema mundial. Para se ter uma idéia, todos os personagens do filme falam as línguas que teriam falado na época (daí vêm as legendas). Assim vemos os membros da comunidade judaica, incluindo Cristo e seus apóstolos, falando aramaico, e os Romanos falando latim coloquial.
Todo filmado na Itália, “A Paixão de Cristo” tem sofrido duras criticas em relação a violência presente na tela, que de fato beira ao insuportável. Mas convenhamos, não é possível imaginar um ritual de crucificação como algo leve. A violência do filme é desagradável, mas de forma alguma gratuita. Em momentos como os que vivemos atualmente, com ataques terroristas e guerras infundadas, é extremamente importante que se reflita sobre tudo que Cristo passou por sua fé no homem, para nos livrar de nossos pecados.
Agora, vamos ao que todo mundo quer saber: o filme é anti-semita? E a resposta é NÃO. O que ele faz é, seguindo o evangelho de João, culpar as lideranças judaicas da época de Nazareno pela morte deste. Acontece que muitas pessoas acreditam que isso feriria o Concílio Vaticano II, que retirou do povo judeu a culpa pela morte de Jesus. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra, o próprio Concílio, em seu documento sobre as religiões não-cristãs, Nostra Aetate, afirma que, embora os líderes dos judeus tenham sido os responsáveis pela condenação de Cristo, nem todos os judeus da época nem os de hoje podem ser responsabilizados por isso. Culpar os judeus, em geral, pela morte de Jesus seria como culpar todos os alemães pelo Holocausto ou o atual Papa pelas barbáries cometidas na época da inquisição. Reforçando a idéia de que o filme de Gibson não é anti-semita, o próprio faz uma participação que se resume a cena de sua mão esquerda segurando um dos pregos sobre a mão de Cristo. Apesar de pequena esta ponta significa, segundo o próprio diretor, que todos nós crucificamos Cristo, excluindo assim a responsabilidade exclusiva do povo judeu.
Ainda dentro da discussão religiosa, Mel retirou, contra sua vontade, a legenda da fala de Caifás - “Que seu sangue caia sobre nós e sobre nossas crianças” -, que foi considerada por muitos uma espécie de maldição contra o povo judeu. Apesar de estar sem legenda, é bem fácil perceber o momento da fala, que é logo após Pilatos lavar suas mãos.
Católico ou Judeu, veja “A Paixão de Cristo” com a certeza de que verá um belo e bem dirigido filme, que seguido a Bíblia ao pé da letra nos faz refletir sobre violência, injustiça e, principalmente, perdão. Ao contrário de “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese, que girava em torno das dúvidas de Jesus, “A Paixão de Cristo” é basicamente um ato de fé. Mel Gibson comprova ter mantido o talento por trás das câmeras que lhe rendeu um Oscar de melhor diretor por “Coração Valente”.
As atuações: Jim Caviezel, cujas iniciais são JC e que possuía 33 anos quando aceitou o papel, está muito bem no papel de Jesus de Nazaré, fazendo com que cada açoite que levava ou cada queda que sofria fosse sentida pelo espectador; a judia Maia Morgenstern é sem sobra de dúvida a melhor coisa do longa, com um expressionismo quase que inexistente de tão minimalista, sua atuação como Maria nos agoniza durante todo longa; quem também está bem é Monica Bellucci (“Matrix Reloaded”), no papel da outra Maria, a Madalena.
Curiosidade: enquanto rodava uma das cenas de Jesus na cruz, o ator Jim Caviezel foi atingido por um raio. Apesar de muitos acreditarem que era um motivo, ou melhor, um sinal para suspenderem as gravações, Jim interpretou como aviso divino de que deveria atuar melhor.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Este foi o melhor filme que eu já vi sobre a vida de Jesus Cristo, eu sou catolica é já vi muitos filmes sobre a vida de Jesus Cristo, mas este foi o que mais me tocou, mostra como foi a vida dele, mas parece ser mais real que os outros, já vi muitas vezes, mas toda semana santa alugo para velo novamente, pois ele e muito emocionante, faz a jente para e refletir sobre nossos atos, como estamos levando nossa vida, se estamos seguindo o que ele queria que nos seguisemos, se estamos respeitando nosso proximo como gostariamos que nos respeitasemos, e colocamos nossa fé em prova, entre outras coisas, achei esse filme simplismente maravilhoso. "
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visitante Anne
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"Esse filme foi o que mais bem representou o sofrimento de Jesus. Criado por um homem q sabia oq estava fazendo pois também era cristão. Não é apenas um filme, é também um relato de um sofrimento tão grande e brutal ocorreu para pagar por nossos pecados. "
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visitante Marcos Vinícius De Freitas Rodrigues
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"Esse é o melhor filme que ele fez.
O melhor filme já feito sobre Jesus que já foi criado. Muito realista, o que torna-o omelhor filme que já foi feito no mundo. "
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visitante Midian
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