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A Profecia
The Omen (EUA/2006)
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"No 6º dia, do 6º mês, do ano de 2006, uma criança inocente vai marcar o começo do fim"
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Antes de começar a falar mal do filme, devo destacar a sensacional jogada de marketing da Fox ao lançar mundialmente “A Profecia” justamente no “Dia da Besta”, 06/06/06, talvez este tenha sido o único motivo para a existência do longa. Outro gol dos “marqueteiros” do estúdio foi dar destaque a Mia Farrow nas campanhas publicitárias. Ao invés dos protagonistas Liev Schrieber e Julia Stiles, foi a veterana Mia responsável por participar da grande maioria das entrevistas organizadas para divulgar a fita, tornando inevitável a referência a outro filme sobre o filho do Demo, “O Bebê de Rosemary”, de Roman Polanski.
Agora cessaram os elogios... Nos anos 90, Gus van Sant teve a péssima idéia de refilmar “Psicose”, clássico de Alfred Hitchcock, e foi tão fiel, mas tão fiel ao original, que ficou pior até que a simples idéia do remake. Eis que a história acontece novamente. Em 1976, Richard Donner criou um longa que fugia dos moldes do terror convencional, sendo mais um suspense psicológico. Agora, John Moore resolve refilmar “A Profecia” apenas atualizando alguns fatos, sem mudar nada do roteiro. Com isso, ficam para este longa as mesmas perguntas que fazem até hoje para van Sant: “Por quê refilmar? Se for para copiar é melhor deixar o clássico quieto, não?”
Robert Thorn (Schrieber) é um diplomata americano, cujo filho morre logo após o parto. Com a ajuda de um padre e sem que sua esposa soubesse, Robert adota um bebê, nascido no mesmo dia, para colocá-lo no lugar do filho. Cinco anos depois, Damien (o sinistro Seamus Davey-Fitzpatrick), filho de Robert e Katherine, começa a dar sinais de que não é um simples menino.
“The Omen” (no original) é bem fraco. Conta com uma trilha sonora exagerada, cuja única função é tentar assustar, e um elenco deslocado. Stiles não consegue se firmar como atriz, Schrieber está muito, mas muito longe de Gregory Peck (protagonista do original), e até Mia Farrow se sai mal. Até porque acaba tendo sua performance comparada com a do clássico de Polanski. Se gosta de tramas envolvendo o filho do Diabo, a recomendação é: vá à locadora e alugue “A Profecia - 1976” e “O Bebê de Rosemary”. Assistir o novo “A Profecia” é perda de tempo.
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Lucas Salgado
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| Teaser de A Profecia |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
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