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O Mercador de Veneza
The Merchant of Venice (EUA/2004)
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Isso sim é um filme digno da figura de William Shakespeare! Ao assistir a este longa você pode ver o quão medíocre é “Shakespeare Apaixonado”. O longa que ninguém sabe como foi ganhar sete Oscars, entre estes o de melhor filme, é muito ruim. E aqui está a prova de que a culpa é do diretor John Madden e seus roteiristas, pois Shakespeare é uma figura a ser respeitada. Um gênio capaz de criar obras como “O Mercador de Veneza” e “Romeu & Julieta”, sua história mais adaptada, não merece ser mostrado como no filme de 1998, em que era vivido por Joseph Fiennes (que continua sem convencer até hoje, inclusive nesta adaptação de “O Mercador”).
Exibido nos festivais de Veneza e do Rio, “O Mercador de Veneza” é uma obra com cara de Oscar. Mas neste caso se pintar algum será merecidíssimo, principalmente se este for para Al Pacino. O ator está magnífico, colocando em segundo plano o talentoso Jeremy Irons, além do já citado Fiennes. Pacino é o coração do filme, vivendo o tal mercador do título, personagem que rouba para si o foco do filme (o romance).
O longa conta a história de Bassanio (Fiennes), um jovem que pede a Antonio (Irons) o empréstimo de três mil ducados para que possa cortejar Portia (Lynn Collins, de “De Repente 30”). Antonio é rico, mas não possui no momento o dinheiro para emprestar à Bassanio. Para conseguir o dinheiro para o amigo, Antonio recorre ao judeu Shylock (Pacino), que empresta a quantia, com a seguinte condição: se o empréstimo não for pago em três meses, Antonio dará um pedaço de sua própria pele a Shylock. Com o decorrer da projeção é interessante perceber que foi desta peça de Shakespeare que o paraibano Ariano Suassuna tirou idéias para escrever “O Auto da Compadecida”, que foi adaptado para o cinema por Guel Arraes.
Indicado ao Oscar de melhor diretor em 1994 por “O Carteiro e o Poeta”, Michael Radford prova mais uma vez seu talento neste excelente filme. “O Mercador de Veneza” ainda conta com as participações de Allan Corduner (“De-Lovely - Vida e Amores de Cole Porter”), Kris Marshall e Gregor Fisher (sendo que os dois últimos trabalharam em “Simplesmente Amor”).
Se você é fã das peças de William Shakespeare não perca “O Mercador de Veneza”, a única adaptação realmente boa do autor nos últimos anos. Sem contar que você poderá conferir mais uma performance memorável de Al Pacino, que finalmente consegue se reabilitar após os fracos “Simone”, “O Novato” e o pavoroso “Contato de Risco” (ainda não sei o que ele fazia lá!).
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"No filme, Al Pacino empresta sua habilidade de ator para abrilhantar a peça de Shakespeare, pois, o judeu vivido por ele é centrado, tem dignidade, acredita na fé que tem, mas, como qualquer pessoa é capaz de ser intolerante quando passa a cobrar a divida. Muito boa interpretação. Mostra a capacidade de comover e de ser odiado no mesmo filme, ofuscando a participação do mercador. "
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visitante Jana
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