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Sob o Domínio do Mal


The Manchurian Candidate (EUA/2004)

 



Direção: Jonathan Demme

Roteiro: Daniel Pyne, Dean Georgaris

Elenco: Denzel Washington (Major Benett Marco), Meryl Streep (Eleanor Prentiss Shaw), Kimberly Elise (Rosie), Liev Schreiber (Raymond Shaw), Ted Levine (Coronel Howard), Jon Voight (Thomas Jordan), Jeffrey Wright (Al Melvin), Miguel Ferrer (Coronel Garret), Bruno Ganz (Richard Delp), Pablo Schreiber (Eddie Ingram)

 

Duração: 129 min | Gênero: Ação, Suspense

 

crítica por Lucas Salgado

Refilmagem de filme homônimo de 1962, este novo “Sob o Domínio do Mal” conta com algumas diferenças em relação ao antecessor, como o fato desta nova edição ser protagonizada pelo negro Denzel Washington (vencedor do Oscar de Melhor Ator por “Dia de Treinamento”), enquanto Frank Sinatra assumia o posto no original. Mas melhor do que procurar diferenças é encontrar semelhanças. Ambos são thrillers políticos da melhor qualidade.
A trama, pouco alterada, conta a história de soldados que retornam da Guerra do Golfo (no primeiro era a da Coréia), mas não se lembram do que aconteceu por lá. Dentre os soldados, o sargento Raymond Shaw (Liev Schreiber) recebe uma medalha de herói por ter salvado todo o grupo. Anos mais tarde, Shaw ganha importância política e com o apoio da mãe senadora (Meryl Streep) entra na disputa presidencial como candidato a vice-presidente dos Estados Unidos. Acontece que o superior de Raymond na guerra, o major Marco (Washington), começa a ter terríveis pesadelos sobre os acontecimentos no Iraque e começa a investigar.
Com o decorrer da projeção o longa se revela ainda uma critica ferrenha do governo Bush. Só é pena que o filme tenha chegado aos cinemas brasileiros cerca de duas semanas após a reeleição do mesmo, deixando o sentimento de que é uma pena que todos os norte-americanos não pensem como o diretor Jonathan Demme. Apesar deste lado de crítica política o filme funciona também como ótimo entretenimento.
Além de boas atuações de Washington e Schreiber, “Sob o Domínio do Mal” conta com as presenças marcantes de Jon Voight, que nos poucos minutos em que aparece no filme nos deixa boquiabertos com sua interpretação (nos fazendo esquecer de crimes contra sua carreira como “Anaconda”), e Meryl Streep, que está absolutamente genial no papel da mãe que faz tudo pelo filho, dando indícios inclusive de um “complexo de Édipo” invertido. Meryl cresce a cada cena e no final do filme já é o foco.
O longa de Demme merece aplausos ainda por contar com imagens extremamente verossímeis, como as cenas de guerra e as da campanha eleitoral. As imagens da campanha eleitoral e das reuniões do partido no remetem as imagens da CNN nos meses anteriores à eleição nos EUA.
Veja “Sob o Domínio do Mal”, um filme com bastante ação e com uma boa dose de inteligência.

 

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

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