[Escolha sua cidade] Brasil, 3 de setembro de 2010
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Fim dos Tempos
The Happening (EUA/2008)

Direção: M. Night Shyamalan

Roteiro: M. Night Shyamalan

Elenco: Mark Wahlberg (Elliot Moore), Zooey Deschanel (Alma Moore), John Leguizamo (Julian), Betty Buckley , Spencer Breslin , Edward James Hyland (Professor Wallace), Tony Devon (Simon), Ashlyn Sanchez (Jess), Victoria Clark , Susan Moses (Sally)

[Veja os participantes de "Fim dos Tempos"]

Duração: 91 min.

Gênero: Drama/Fantasia

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"Fomos alertados. Não demos atenção. Agora... não há como escapar."
Confesso que em alguns momentos de “Fim dos Tempos”, mais novo suspense do diretor M. Night Shyamalan, tive vontade de levantar e sair do cinema. Mas antes que o leitor também se levante, concluindo que o filme é uma bomba como foi “A Vila”, deixe-me explicar melhor. “Fim dos Tempos” é um ótimo filme, mas também é bastante perturbador. Sem sofrer com o excesso de explicações de seus filmes anteriores (explicações estas que, sinceramente, insultavam a inteligência do espectador), Shyamalan nos traz um de seus melhores trabalhos, mantendo o suspense em seu universo de realismo fantástico e criando um clima tenso que nos mantém interessados (e angustiados) por todo o filme.
Numa manhã como outra qualquer em Nova York, um estranho acontecimento no Central Park faz com que todas as pessoas ali se suicidem repentinamente. O caos gerado faz a população tentar abandonar a cidade, com alguns suspeitando de um ataque químico terrorista ou algo parecido. Mas o desespero só aumenta, quando outras cidades começam a ver acontecimentos similares, causando histeria cada vez maior. Elliot (Mark Wahlberg) é um professor de ciências que, como tantos outros, decide fugir para o interior. Ele e sua esposa Alma (Zooey Deschanel) estão passando por uma fase ruim em seu casamento, mas a gravidade da situação os leva a fugir juntos, acompanhados do amigo Julian (John Leguizamo) com sua filha de 8 anos. Sem informações sobre a causa do evento, eles pegam um trem para uma pequena cidade, onde pretendem encontrar a esposa de Julian. Sua viagem é interrompida quando outras cidades sofrem o mesmo misterioso ataque, começando uma desesperada fuga por suas vidas.
O motivo do meu quase abandono da sessão de cinema foi exatamente o perturbador acontecimento que põe em movimento a trama. Pessoas pulando de prédios ou tirando suas próprias vidas de alguma outra maneira sórdida não é uma coisa agradável de ver e mexe com o nosso mais profundo senso de auto preservação. Quando um filme nos mostra um maníaco com uma serra elétrica (a serra de “O Massacre da Serra Elétrica” não era elétrica, mas isso é outra história) é fácil enxergá-lo como uma ficção, uma fantasia sem reflexo na realidade. Mas quando pessoas comuns cortam os pulsos com cacos de vidro, isso nos afeta. Perturbados, angustiados, personagens e público se conectam. Nesse momento Elliot e Alma não são mais apenas mocinho e mocinha tentando escapar do terror. Eles são a consciência da platéia, a razão (Elliot) e a emoção (Alma) do espectador. Sem se perder em grandes explicações científicas, Mark Wahlberg representa a curiosidade natural de quem presencia o fantástico, conservando a honestidade de simplesmente não saber a resposta. E Zooey Deschanel (um pouco mais apagada que Wahlberg) sofre pelos dois protagonistas.
Apesar do excelente clima de tensão, ”Fim dos Tempos” ainda não é uma obra prima. Mesmo a boa interpretação de Wahlberg não apaga os erros de Shyamalan, que ainda escorrega no roteiro. As cenas de pessoas se suicidando beiram o grotesco, colocando o filme bem próximo do gênero trash. A Sra. Jones, interpretada por Betty Buckley, é o espelho de Tim Robbins em “Guerra dos Mundos”, no mesmo papel clichê e desnecessário de maluco misantropo. E o final também é longo demais, deixando uma leve sensação de anti-clímax.
Preciosismos de lado, “Fim dos Tempos” é bom entretenimento, prende a atenção e mantém o suspense, tudo que o diretor de “O Sexto Sentido” ainda sabe fazer de melhor.
Gustavo Catão
Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"Com todo o respeito a crítica anterior, classificar esse filme como um dos melhores de Shymalan é no mínimo uma incoêrencia, a narrativa é pobre a motivação (se é que isso existe) é um salve-se quem puder, os personagens são caricatos com subtramas absurdas que não acrescentam nada a narrativa, além disso, algumas sequencias como a do zoológico são de extremo mal gosto e outras ofendem a inteligência de qualquer um (vide os protagonistas tentando fugir do vento ou correndo e trancando a porta vedando com panos, fala sério, essa deve ser a toxina mais educada de que já se teve notícia ou em portas fechadas não entram toxinas), ainda bem que foram apenas 90 min, e se não fosse minha curiosidade ou talvez estupidez, teria saído da sessão antes do término. "

visitante Eric D. Dias

"Discordo da crítica quando esta coloca quatro estrelas, para mim o filme é fraco, e de fato, achei o climax péssimo, com aquela senhora bateno a cabeça no vidro, dificil saber se é para rir, ou para ficar com medo. O filme se perde entre o genero de terror, suspense e uma pitada de humor que acaba por quebrar o clima. Não gostei, apenas um entretermento que não agrega nada. 4 estrelas é muito... "

visitante Marco Matheus
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