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Advogado do Diabo
The Devil's Advocate (EUA/1997)
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"Você trabalha sob pressão?"
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Um advogado vai trabalhar em uma poderosa firma e aos poucos descobre um esquema sujo de corrupção. Não, não estamos falando de "A Firma", sucesso de 1995 com Tom Cruise no elenco. Tampouco de qualquer outro filme baseado em livros de Jonh Grisham, que sempre trazem advogados como personagens principais. Estamos falando de "Advogado do Diabo", filme injustamente ignorado pela crítica que caiu nas graças do público brasileiro. Na opinião de muita gente, "Advogado do Diabo" é exemplo de bom filme. É tenso, é grandioso, é assustador. Mais que isso, é reflexivo. E muito. Evoca discussões antigas do caráter do ser humano como livre arbítrio, vaidade, cobiça e desonestidade. É um filme que choca, faz o espectador parar para pensar no que acabou de ver. Faz o espectador ter uma reação, podendo esta ser positiva ou negativa. O público, em geral, não gosta disso. Vai ao cinema não para pensar, mas para descansar dos problemas que a vida cotidiana traz e que são sempre estressantes. Gosta de ir ao cinema com a família e com os amigos, rir, comer, engasgar e logo esquecer do que se trata. Talvez isso explique o sucesso de filmes como os de Arnold Scharwzenegger e Sylvester Stallone. E talvez explique a gélida recepção nas bilheterias de "Advogado do Diabo".
O filme foi lançado no final do ano de 97, época em que os filmes são praticamente despejados nos cinemas em busca de uma indicação ao Oscar e de uma fatia gorda da bilheteria. O drama de Taylor Hackford não conseguiu uma coisa nem outra. Injustiça. É um dos melhores filmes da época. E apesar de não ser uma obra prima e ter alguns defeitos, é uma obra de grande qualidade.
Kevin Lomax (Keanu Reeves) é um promissor advogado de uma cidade americana que está no ponto mais alto de sua carreira. Sempre ganha os casos, sem se importar com a veracidade das provas. É querido pelos amigos e amado pela esposa Mary Ann (a bela sul-africana Charlize Theron). Tem uma vida considerada perfeita pelo famoso American Way of Life. É quando, durante uma festa, ele recebe um convite para trabalhar em Nova York na empresa de Jonh Milton (Al Pacino) um poderoso advogado da metrópole. De mala e cuia, Kevin parte para a big apple junto com a esposa e entra num mundo de riqueza e glamour. Mora em um apartamento espaçoso e confortável, é convidado para festas da sociedade nova iorquina e tem os mais ricos clientes, grandes empresários de Manhattan. É claro que não podia ser tudo perfeito e logo ele descobre que está defendendo a pior escória da humanidade e que seu chefe é mais diabólico do que parece. Tudo isso enquanto um grande caso de assassinato, aparentemente sem solução, é passado para as mãos de Kevin, deixando-o sem tempo algum para cuidar de sua vida particular e de sua mulher, que começa a ser envolvida no mundo de falsidades da empresa e que parece estar enlouquecendo. Quer mais? Sua mãe, uma protestante fervorosa, parte para a cidade e desconfia que as coisas não estão nada bem. Tudo isso põe o advogado em uma situação onde é até difícil de respirar.
"Você trabalha sob pressão?" pergunta Jonh Milton a seu novo funcionário logo na primeira entrevista. Esta parece ser a pergunta que resume boa parte do clima do filme, que começa leve e aos poucos vai se fechando e criando uma tensão inigualável onde até o espectador parece não agüentar. Boa parte desta sensação angustiante se deve é claro, ao roteiro. Mas se não fosse pelo ótimo elenco, o filme realmente não funcionaria tão bem. Keanu Reeves é o mesmo de sempre, com uma atuação correta que não prejudica o andamento do filme. Já Al Pacino está de tirar o chapéu com um personagem extremamente divertido e canastrão. Mas quem tem o diabo no corpo é mesmo Charlize Theron, uma das grandes descobertas de Hollywood. Ela não é só bonita e deslumbrante, mas também talentosa. Com sua personagem, que vai perdendo a sanidade ao longo do filme, ela representa o espectador: aquele que vê o que esta acontecendo mas não pode fazer nada para impedir. Um personagem crucial que tem boa parte das melhores cenas do filme, inclusive uma, lá pro final, dentro da New York Cathedral, que é de cair o queixo.
Com essas qualidades, "Advogado do Diabo" vale o preço da locação. Quando o filme chegar no seu final (excelente, diga-se de passagem) o espectador terá a impressão que presenciou uma aula sobre a natureza humana. E perceberá que realmente é impossível ficar indiferente ao filme. E isso já é, com certeza, um bom motivo para assistí-lo.
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Plínio Meirelles
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| Imagens de "Advogado do Diabo" |
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"É um filme deslumbrante, que faz a gente refletir sobre como é fácil, nós seres humanos, cair na sedução do diabo, pois o filme diz tudo sobre isso, até pq evolve de forma genérica valores religosos, vaidades, interesse financeiro, fama, etc... É importante observar também o lado negativo do filme, pois o diabo se apresenta de forma bem sedutora e elegante, mas é um deslumbramento perigoso, pois como já foi abservado, nos põe p/ refletir, quem assisti-lo sem um certo preparo pode ficar confuso e se perder. Mas esse foi o melhor filme que eu já assisti por mais de uma vez e não podemos esquecer que o Al Pacno foi brilhante como sempre... Meus parabéns. Só gostaria que esse filme tivesse parte II mas a minha esperança continua. "
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visitante Fábio Dos Santos Gonçalves
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"Gostei muito do filme, também o livro é agradável.... Achei tão importante, que até falei com minha professora para lê-lo na aula da Universidade ainda tendo conhecemento que só pomos lêr livros de escritores Brasileiros, e isso aconteceu,... Para o examen final falamos do livro! Os personagens são importantes, a atuação também, tomara a gente tenha oportunidade de ver o filme.... E talvez no futuro há oportunidade de ver o Advogado do Diabo 2."
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visitante Jorge Héctor
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