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O Dia Depois de Amanhã
The Day After Tomorrow (EUA/2004)
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"Onde você vai estar?"
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Inicialmente passado para nós como mais um entre os inúmeros filmes-catástrofe que chegaram aos cinemas nos últimos anos, este “O Dia Depois de Amanhã” acaba superando as expectativas. Tudo bem que todos os clichês do gênero continuam lá (romance bobinho, pai e filho que passam a se dar bem com a iminência do fim do mundo etc), mas o longa acaba se destacando por duas razões: é mais verdadeiro, ou melhor, menos absurdo, a desculpa do aquecimento global provocar devastadores fenômenos naturais é muito melhor e mais elaborada do que a de um meteoro gigantesco cair na terra; a outra razão é que o filme é muito menos americano que os outros do gênero, não possui todo aquele nacionalismo barato onde o Presidente salva o mundo com as próprias mãos, muito pelo contrário, o longa chega até a fazer uma série de críticas à política dos Estados Unidos.
Jack Hall (Dennis Quaid, de “Longe do Paraíso”) é um climatologista do governo norte-americano cujas pesquisas indicam que o aquecimento global pode gerar uma catastrófica mudança no clima do planeta. Tentando evitar que isso aconteça, Jack comparece à um congresso na Índia para pedir às nações que procurem trabalhar contra isso. Como acontece na realidade, os avisos do climatologista são contestados justamente pelo governo dos EUA, na figura do vice-presidente que se recusa a alterar sua política econômica. Ainda na Índia, Hall conheceu o colega de profissão Terry Rapson (Ian Holm, o Bilbo de “O Senhor dos Anéis”), e com a ajuda deste vê que o que temia poderá acontecer antes do que esperava. Rapson percebe que o derretimento das calotas polares lança nos oceanos uma grande quantidade de água doce, rompendo o equilíbrio das correntes que estabilizam nossos sistemas climáticos, o que poderá levar o planeta a uma nova Era Glacial (!!!!!).
Enquanto isso, o filho de Jack, Sam (Jake Gyllenhaal), chega à Nova York, que em poucos dias se torna o foco de tempestades, ondas gigantes e neve, muita neve. Utilizando-se como lhe cabe do papel de protagonista, Jack contraria todas as suas recomendações e parte para a devastada “Big Apple” para salvar o filho.
Dirigido por Roland Emmerich, que já havia atacado o mundo em/com “Godzilla” e “Independence Day”, “O Dia Depois de Amanhã” desponta como o melhor filme do cineasta, que também assina o roteiro. O filme, que ainda conta com a participação da bela Emmy Rossum (“Sobre Meninos e Lobos”), tem como principal problema sua longa duração. 124 são minutos demais para um filme-catástrofe.
Veja “O Dia Depois de Amanhã” como um grande espetáculo visual, deixe seu lado crítico em casa e não esqueça a pipoca.
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Lucas Salgado
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