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O Código Da Vinci
The Da Vinci Code (EUA/2006)
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"Resolva o mistério. Decifre o código. Busque a verdade."
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É interessante escrever sobre um filme como “O Código Da Vinci”. Não há a mínima possibilidade de algo que estiver disposto nesta resenha venha a convencer as pessoas a não conferirem o filme, é um filme à prova de crítica. Se dissesse que o filme é ruim, você deixaria de assistir? Acho difícil (eu mesmo li críticas negativas e fui correndo conferir)! Felizmente, o filme é bom, muito bom, então o que venho a escrever aqui não será de todo ignorado.
Escolhido para abrir o Festival de Cannes 2006, o longa passou certo constrangimento na Riviera francesa ao receber diversas críticas negativas e até algumas vaias. Mas por que isso tudo? Resposta: o filme gerou uma expectativa além da que era capaz de suportar. O livro de Dan Brown, que conta com uma trama que diz revelar a maior farsa da história da humanidade, envolvendo Jesus Cristo, Maria Madalena, Leonardo Da Vinci e muitos outros, nunca passou de uma excelente obra de ficção, que por ser extremamente mal interpretada acabou gerando muita polêmica. Como atualmente polêmica gera dinheiro e publicidade, Brown nunca veio a público dizer que o que escreveu era ficção, figurando por três anos no topo da lista dos mais vendidos no mundo, o que gerou a fúria da Igreja Católica. Aí, a Igreja ao invés de ficar calada, começou o bombardeio em cima do livro, e posteriormente do filme. No Brasil, tivemos diversas entidades voltadas à Igreja tentando impedir a estréia do filme. Não adiantou, o filme estreou, mas a Igreja nem deveria ficar tão triste assim. Pois uma produção cinematográfica só deixa a história com mais ar de ficção.
Robert Langdon (Tom Hanks) é um famoso simbologista, que está em Paris para uma palestra e acaba convocado a comparecer no Louvre após o assassinato do curador Jacques Sauniere (Jean-Pierre Marielle), que foi baleado. Antes de morrer, Sauniere deixou uma série de pistas e símbolos, os quais apenas Langdon pode decifrar. Para fazê-lo, ele conta com a ajuda de Sophie Neveu (Audrey Tautou), criptógrafa da polícia e neta do curador. O que Langdon não esperava era descobrir uma série de mensagens ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci, que indicam a existência de uma sociedade secreta, que até então pensava tratar de um mito. Tal sociedade tinha como responsabilidade guardar algo muito importante que envolve Jesus Cristo, Maria Madalena, Isaac Newton, Da Vinci etc, e que pessoas ligadas à Igreja Católica e sua seita Opus Dei querem destruir.
Apesar de debaixo de um cabelo risível, Hanks mostra todo seu talento no filme, principalmente nos momentos derradeiros. Já o mesmo não se pode dizer de Audrey “Amelie” Tautou. Além de não possuir a menor química com o protagonista, a atriz escorrega feio nos momentos que lhe exigem certo talento dramático. Quem rouba a cena mesmo é Sir. Ian McKellen que interpreta com maestria o amigo de Langdon, Sir. Leigh Teabing. Completam o elenco com atuações discretas, mas competentes: Alfred Molina, que vive o Bispo Aringarosa; Jean Reno, que vive o policial Bezu Fache, que segundo Dan Brown foi inspirado no próprio ator; e Paul Bettany, que interpreta o assassino/anjo (depende do ponto de vista) Silas.
“The Da Vinci Code” (no original) conta com uma competente direção de Ron Howard, que tem como um dos principais pontos positivos o fato de ter conseguido rodar nos locais citados no livros. O único local em que a produção não conseguiu filmar foi na Abadia de Westminster, palco das cerimônias oficiais da Família Real britânica, pois a administração da mesma desaprova o livro. Mas se a Abadia ficou de fora, o mesmo não se pode dizer do Louvre, que pela primeira vez abriu as portas para uma superprodução estrangeira. Para conseguir tal feito, a produção do longa entrou em contato direto com o Presidente da França, Jacques Chirac. Nesta negociação reside outra curiosidade do filme. Chirac teria pedido para Howard escalar uma amiga de sua filha para o papel de Sophie Neveu, além de que teria pedido que aumentassem o salário de Jean Reno. Sobre o primeiro pedido ninguém nunca confirmou, mas sobre o segundo o próprio diretor do filme falou que aconteceu mesmo, mas em tom de brincadeira, por ser o Presidente grande amigo de Reno.
Uma coisa que pode desagradar bastante os fãs do livro são os diversos flashbacks presentes no filme, mas eles funcionam para dar uma base àqueles que não leram a obra de Brown, ponto para o roteirista Akiva Goldsman (“A Luta pela Esperança”).
Ver “O Código Da Vinci” como algo sério é uma grande besteira, trata-se de um mega-blockbuster, um ótimo filme CAFRI, que deve ser conferido de preferência com muita pipoca!
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Lucas Salgado
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| Trailer de O Código Da Vinci (Trailer 2) |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Eu achei o filme maravilhoso ele com certeza vai ficar guardado na memoria de todos que assistiram ao filme é um filme inesquecivel.
Parabéns aos atores e diretores do filme ele é espetacular. "
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visitante Gislania
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