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Cotton Club
The Cotton Club (EUA/1984)
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"Anos 20, Nova York, Harlem, assassinatos, gângsteres, paixões, jazz."
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Depois de deixar a Paramount, onde realizou “O Bebê de Rosemary”, “Chinatown”, ambos de Roman Polanski, e “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola, o produtor Robert Evans teve dificuldades para prosseguir com sua carreira de sucessos. Ele fez uma série de filmes independentes sem sucesso e iniciou uma busca ferrenha, que viria a durar cerca de quatro anos, por aquele que considerasse o roteiro perfeito, que poderia lhe devolver o prestígio e o dinheiro perdido. Foi quando em 1979, ele encontra o livro “Cotton Club”, de Jim Haskins, e decide passá-lo para a telona. Para isso, Bob conta com a ajuda do milionário americano Adnar Khashoggi, que investe milhões de dólares para que o produtor pudesse comprar os direitos do livro e contratar Mario Puzo, autor do romance “O Poderoso Chefão”, para adaptar a história.
Com problemas em relação à escolha do elenco, que até então só contava com Richard Gere, Evans pede ajuda a Coppola, e este pede um tempo para ler o roteiro. Oito dias depois o premiado diretor diz que o roteiro não é utilizável e se propõe a escrever outro. Para ajudá-lo nesta empreitada, Francis chama William Kennedy, que apesar de nunca ter escrito um roteiro antes, havia escrito recentemente um romance, “Legs”, sobre gângsteres. Após se responsabilizar pelo roteiro, Francis Ford Coppola compra os direitos de Evans sobre o filme e, assim sendo, assumi também a direção e a produção deste.
Após toda esta confusão envolvendo o roteiro do longa, ainda resta o problema do elenco. Al Pacino recusa-se a trabalhar no filme, por achá-lo muito parecido com “O Poderoso Chefão” e Silvester Stallone e Richard Pryor pedem quatro milhões de dólares para fazê-lo. Para resolver estes problemas, Coppola recorre a parentes e amigos, e coloca no elenco Diane Lane, que havia trabalhado em seus dois últimos filmes, “Vidas Sem Rumo” e “Rumble Fish” e Laurence Fishburne, que trabalhou com ele em “Apocalypse Now”, além dos parentes, o sobrinho Nicolas Cage e a filha Sofia Coppola.
Na Nova York pré-crise de 29, Dixie Dwyer (Richard Gere), um músico, salva a vida do gângster Dutch Schultz (James Remar). Para demonstrar gratidão Dutch coloca Dixie trabalhando para ele. Desta maneira Dwyer conhece Vera Cicero (Diane Lane, bela como nunca), a jovem amante de Dutch, e os dois logo dão início a um jogo de amor e ódio, que terão de guardar em segredo. Paralelamente há uma outra história de amor acontecendo no Cotton Club, onde o sapateador Sandman Williams (Gregory Hines) se apaixona por Ula Rose Oliver (Lonete McKee), uma mestiça que se faz passar por branca. A trama é passada em uma época em que os gângsteres irlandeses e judeus lutam contra os italianos, sendo que diversas brigas deles foram públicas e tiveram o Cotton Club como cenário.
“Cotton Club”, como a maioria dos filmes de Coppola, é muito bom, teve duas indicações ao Oscar (Melhor Edição e Melhor Direção de Arte) e mais duas ao Globo de Ouro (Melhor Filme - Drama e Melhor Diretor). Uma curiosidade do longa é que o personagem de Laurence Fishburne, Bumpy Rhodes, foi baseado no gângster Bumpy Johnson, que realmente viveu durante o período mostrado no filme, e o próprio Fishburne retornou ao personagem 13 anos mais tarde, em “Homens Perigosos”. Outro fato interessante é saber que foi o próprio Richard Gere quem interpretou os solos de corneta e piano de seu personagem, vistos no filme.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Para os amantes do cinema, Cotton Club pode ser considerado um clássico. Ele recria a era dos gangsters de Chicago e acrescenta musicalidade com um jazz envolvente, de primeiríssima qualidade.
Quanto ao elenco, comentar a atuação de Richad Gere e Nicolas Cage, é tarefa fácil, pois são atores consagrados pelo público. Eles brilham do começo ao fim do filme. Assim como existe um leitura obrigatória de clássicos da Literatura, este é um filme que você não pode perder! "
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visitante Lucia De Castro Sacramento
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