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O Livro de Eli
The Book of Eli (EUA/2010)
crítica por Gustavo Catão
Em “O Livro de Eli”, Denzel Washington é um andarilho de posse de um misterioso livro em uma terra devastada pela guerra. Até aí, nada muito diferente das batidas tramas sobre futuros apocalípticos que povoam o cinema hollywoodiano, a maioria delas, inclusive, muito ruins. Mas “O Livro de Eli” reúne elementos que o colocam acima de uma ficção científica descartável, destacando-se principalmente pela boa atuação de Denzel e de Mila Kunis, boa fotografia e pelos pequenos detalhes que ajudam a dar profundidade ao mundo destruído do filme.
A proposta de uma ficção dirigida pelos irmãos Hughes pode causar certa aversão a muito cinéfilos, desde sua péssima adaptação para os cinemas da mini-série em quadrinhos “Do Inferno”, excelente trabalho de Alan Moore que foi massacrada nas telas no filme estrelado por Johnny Depp. Mas parece que, desta vez, os gêmeos Allen Hughes e Albert Hughes acertaram nas referências ficcionais. “O Livro de Eli”, escrito pelo roteirista estreante Gary Whitta, está repleto de preciosidades do gênero, complementadas por uma direção de arte muito cuidadosa e detalhista.
A história do filme é bastante simples: Em um mundo do futuro, devastado por uma guerra nuclear, os poucos sobreviventes brigam por comida entre as ruínas da civilização. Eli é um andarilho rumando para o oeste, de posse de um misterioso livro. Ao passar pelas ruínas de uma pequena cidade, Eli encontra Carnegie (Gary Oldman), o líder dos bandidos locais que está em busca de um livro poderoso, capaz de lhe dar grande poder. Não é preciso muito esforço para compreender o que acontece depois. Mas a história essencialmente simplória de “O Livro de Eli” traz a sutileza de nunca relevar que “raio” de livro é aquele que todos estão atrás. Afinal, um livro “poderoso”, como o personagem de Gary Oldman insiste em lembrar, dá pistas de algo mágico, o que não parece encaixar muito bem no espaço ficcional do filme.
Além da já citada excelente direção de arte, acompanhada de uma fotografia essencialmente amarela e muito desbotada, “O Livro de Eli” se torna uma coleção de referências à literatura e ao cinema de ficção. O filme dos irmãos Hughes vai longe ao buscar suas raízes no gênero, trazendo referências de vários filmes, como o pouco conhecido “A Boy and his Dog” (1975), inclusive com um cartaz deste em uma das cenas. O futuro sem livros (e outros detalhes da trama), por sua vez, vê suas origens provavelmente no romance “Um Cântico para Leibowitz”, mais famosa obra de Walter M. Miller Jr.. Até um pouco de Zatoich, o espadachim japonês, aparece no longa. E por que não incluir na lista de referências a trilogia de jogos “Fallout”? Pode parecer exagero, mas teria tudo a ver com Gary Whitta. Sua profissão antes de estrear como roteirista? Editor da revista PC Gamer.
crítica por Silvano Vianna
Cinema é um coisa intrigante. Quando fui assistir ao filme O Livro de Eli que ao que tudo indicava não seria uma boa película e por morar ao lado de um dos shoppings de minha cidade optei por ir na seção da madrugada 23:50, detalhe é que fui e com sono e já prevendo dormir caso o filme não se desenrolasse bem. Mas de forma surpreendente o filme me cativou, não é nem será o último filme que fala de um mundo pós apocalíptico e que prega um misto de fé e esperança para sobreviver em um ambiente extremamente hostil e sangrento.
A história gira em torno de Eli um viajante que segue rumo a oeste em busca de terras melhores, ao longo do sua trilha ele vai enfrentando desafios e provações para tentar sobreviver nesse mundo devastado. O roteiro não é muito original, mas a atuação de Denzel Washington mesmo em um papel que não exija tanto, faz com que o espectador se sinta cativado com o personagem e sua missão, no meio do caminho surge um vilão com motivações duvidosas na pele de Gary Oldman que não consegue convencer as suas motivações e uma mocinha vivida por Mila Kunis mais conhecida pelo seriado That ´70s Show, que também não anima muito a história.
O filme de um modo geral não é bom, não tem boas atuações a história é bem batida também, mas alguma coisa entre Eli e Denzel me cativaram de tal maneira que saí gostando do que assisti, óbvio que poderia ser melhor, mas não é desperdício do seu dinheiro, caso queria assistir também. Ah o início é muito bom, com ótimas cenas de ação, com destaque para os primeiros 5 minutos do filme que trazem uma cena de luta sob um viaduto muito boa, fora a cena de abertura que também é de arrepiar é uma pena que o ritmo caiu um pouco depois.
Recomendo para todos aqueles de boa fé que estejam de bom humor e que não exijam muito de um filme, fãs de Denzel Washington também não deverão se decepcionar.
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