[Escolha sua cidade] Brasil, 8 de janeiro de 2009
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Guerra nas Estrelas Episódio III A Vingança dos Sith
Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith (EUA/2005)

Direção: George Lucas

Roteiro: George Lucas

Elenco: Hayden Christensen (Anakin Skywalker/Darth Vader), Ewan McGregor (Obi-Wan Kenobi), Natalie Portman (Senadora Padmé Amidala), Samuel L. Jackson (Mace Windu), Frank Oz (voz de Yoda), Christopher Lee (Conde Dookan), Ian McDiarmid (Chanceler Palpatine/Darth Sidious), Anthony Daniels (C-3PO), Kenny Baker (R2-D2), James Earl Jones (voz de Darth Vader), Keisha Castle-Hughes (Rainha de Naboo), Peter Mayhew (Chewbacca), Joel Edgerton (Owen Lars), Ahmed Best (voz de Jar Jar Binks), Matthew Wood (voz do General Grievous)

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Duração: 140 min.

Gênero: Aventura/Ficção Científica

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"A saga está completa"
O ano é 2005. A maior saga da história do cinema chega ao final. Há 28 anos, a 20th Century Fox apostou suas fichas em um desconhecido George Lucas e sua trama sobre um jovem que surge para desafiar o maligno Império Galáctico. Hoje, os filmes do então jovem cineasta são clássicos inesquecíveis, que reúnem uma legião de fãs tão grande que só acrescenta à mística envolvendo “Guerra nas Estrelas”. E para celebrar o último capítulo desta história vale tudo, de se vestir de Darth Vader a citar todos os diálogos da antiga trilogia, além de, é claro, assistir muitas, mas muitas vezes.
Para agradar os fãs de “Guerra nas Estrelas”, a tarefa de George Lucas não foi fácil. Além de tecnicamente impecável, “A Vingança dos Sith” teria de ser coerente aos outros cinco filmes e todos os aspectos cronológicos e tecnológicos do universo Star Wars nos mínimos detalhes (e quando digo mínimos, penso na já citada legião de fãs, que não aceitaria uma ruga a menos no rosto do Imperador). Tudo isso filmando em frente a uma tela azul, já que cenários, coadjuvantes e até parte dos protagonistas só existiam na cabeça do criador até “tomarem vida” graças à computação gráfica. Mesmo assim, George Lucas conquistou sua imortalidade no cinema fechando sua saga com um filme espetacular, inesquecível e fadado a se tornar mais um clássico do cinema.
“A Vingança dos Sith” gira em torno do final das Guerras Clônicas, que tiveram início em “Guerra nas Estrelas Episódio II Ataque dos Clones”. A República, tendo entregado plenos poderes ao Senador Palpatine, agora procura desesperadamente terminar a guerra, esperando que o exército separatista renda-se com a morte de seu líder, o General Grievous. Para o Senador Palpatine, cabe a Anakin Skywalker, agora um cavaleiro Jedi, realizar essa missão. O quê levanta suspeitas no Conselho Jedi, que desconfia de Palpatine e sua amizade com o jovem Skywalker, duvidando que o Senador vá entregar seus poderes sobre a República ao final da Guerra. Anakin, escondendo seu amor por Amidala, que está grávida, e encorajado pelo Senador, desafia constantemente o Conselho, duvidando da falta de confiança que os outros mestres Jedi têm nele. Enquanto os Jedi se espalham pela galáxia à frente do exército da República, o controle de Palpatine sobre Anakin aumenta, à medida que ele o convence a questionar e contestar os motivos dos mestres do Conselho.
Hayden Christensen finalmente convence no papel de Anakin Skywalker. Confuso entre as influências do maquiavélico Senador, os conselhos do mestre Obi-Wan e o amor de Amidala, a tensão sobre Anakin aumenta a cada momento do filme, e Christensen corresponde às exigências do personagem sofrendo e até mesmo chorando sem demonstrar fraqueza. O quê se reflete na relação entre ele e seu mestre, passando do moleque mimado e rebelde do segundo filme para um Jedi que tem grande amizade e respeito por Obi-Wan Kenobi. Ewan McGregor, que faz Obi-Wan Kenobi, também interpreta um personagem mais maduro, dando crédito às habilidades de Anakin e também demonstrando suas próprias habilidades com a Força (afinal, ele não faz parte do Conselho Jedi à toa). O terceiro personagem de destaque no filme e o meu preferido é o Senador Palpatine. Para dizer a verdade, duelos de sabres de luz à parte, Ian McDiarmid rouba a cena em “A Vingança dos Sith”, com um vilão tão inteligente e malvado como há muito não se via no cinema. Cada diálogo do Senador Palpatine é carregado de tanta malícia e escárnio, que você se pergunta porque todo a galáxia ainda não se curvou e disse “Mestre!”.
Mas não é por atuações memoráveis que ”A Vingança dos Sith” recebe seus principais elogios. Estes vêm dos efeitos especiais. Como disse anteriormente, este é um filme quase todo filmado em frente a uma tela azul. Dessa forma, é surpreendente que todos os cenários sejam feitos com tamanho nível de detalhamento (luzes, reflexos, texturas), que não é preciso atordoar o espectador com alguma rápida perseguição rodeada de explosões para impedi-lo de ver os detalhes. Ao contrário, em seqüências como o pôr-do-sol em Coruscant, o espectador é convidado a observar essa paisagem digital em todos os detalhes, sentindo todo o drama da cena e o peso da música de John Williams (calma, eu ainda chego na trilha sonora!). É claro que também há incontáveis cenas de ação, com sabres de luz zunindo pela tela, dróides, naves e explosões. O filme bate o recorde de duelos de toda a saga, com vários membros do Conselho Jedi tendo direito de enfrentar algum vilão no “mano a mano”. Finalmente chegando à trilha sonora, esta não poderia ser de outra pessoa senão John Williams, que optou por uma trilha rápida e empolgante, com muitos instrumentos, para a maior parte do filme, contrastada por trechos mais sóbrios, em que quase só há a voz do coral. E é claro que a Marcha Imperial está presente, principalmente quando o final do filme se aproxima (porque será?).
”A Vingança dos Sith” fecha com chave de ouro a grande saga de “Guerra nas Estrelas”, mas tem um grande defeito: é o fim. Afinal, o que mais esperar do cinema, quando as luzes se acendem e o último capítulo finalmente se encerra?
Gustavo Catão
Imagens de "Guerra nas Estrelas Episódio III A Vingança dos Sith"
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