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Jogo de Espiões
Spy Game (EUA/2002)
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"Não é como você joga. É como jogam com você."
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Desde seu início no cinema Brad Pitt sempre foi considerado um novo Robert Redford, mas esta é a primeira vez que podemos ver os dois juntos em ação. E este encontro, que funciona muito bem, é fruto de uma admiração mútua, Pitt disse que ao saber que iria contracenar com Redford nem leu o roteiro, já este último disse que já gostava de Pitt desde o início de sua carreira. O filme gira em torno de Nathan Muir (Robert Redford), um agente da CIA prestes a se aposentar. E justo em seu último dia no trabalho, Nathan descobre que seu amigo e discípulo, Bishop (Brad Pitt), foi capturado na China e será executado em poucas horas. Acontece é que seus superiores não estão dispostos a colocar em risco um acordo diplomático com a China para salvar um simples agente, e é ai que Nathan entra. Ao perceber um certo descaso dos outros agentes ele irá agir de forma oculta para libertar Bishop. Mas o filme não é só isso. Em alguns momentos do filme acontecem “flashbacks” que mostram a entrada de Bishop na CIA e a relação de amizade entre ele e Nathan. Escrito por Michael Frost Beckner e David Arata, o filme é dirigido por Tony Scott e faz lembrar bastante “Inimigo do Estado” (também de Scott), mas é muito mais inteligente e divertido. A diversão, aliás, é a grande jogada do filme, que não se preocupa em analisar as condições psicológicas dos personagens, e sim deseja mostrar o quão legal deve ser um espião. Infelizmente, ou melhor, injustamente o filme não esteve bem nas bilheterias e acabou tendo um grande prejuízo, foram gastos US$ 90 milhões e arrecadou-se, apenas, cerca de US$ 67 milhões nos cinemas americanos. Com um elenco excelente, um bom diretor e um roteiro que flui muito bem, “Jogo de Espiões” é um filme bem legal e é a pedida perfeita para quem quer ver um filme despretensioso, mas inteligente.
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Lucas Salgado
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