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Capitão Sky e o Mundo de Amanhã
Sky Captain and the World of Tomorrow (EUA/2004)
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Uma palavra resume bem a essência de “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”: pipoca. O longa é cinemão de primeira qualidade, entretenimento certo. Dirigido pelo estreante Kerry Conran, o filme é um dos melhores de 2004. São 107 minutos ininterruptos de diversão e um estilo que promete marcar época em Hollywood.
“Capitão Sky” é quase 100% digital, somente os atores são reais. E até mesmo entre os atores temos um destaque tecnológico. Por mais irreal que possa parecer o filme conta com a presença de Sir Laurence Olivier (“Os Meninos do Brasil” e “Hamlet”), falecido em 1989 (!?!?!?!). Foram utilizadas imagens de arquivo cedidas pela família do ator para que este vivesse o vilão do filme. Mas não vá esperando muito, pois sua aparição é breve e só vale mesmo pela curiosidade.
O filme se passa na Nova York de 1939 - data que não é citada no longa, mas é fácil de se identificar pois nos cinemas da cidade estão passando “O Mágico de Oz” e “O Morro dos Ventos Uivantes” (sendo este último estrelado por Olivier). Nessa época a repórter Polly Perkins (Gwyneth Paltrow, de “Shakespeare Apaixonado”) descobre que os mais famosos cientistas do mundo estão desaparecendo. Durante sua investigação, a cidade é atacada por imensos robôs voadores (sim, estamos em 39!) e ela resolve pedir ajuda ao aventureiro, e ex-namorado, Joseph “Capitão Sky” Sullivan (Jude Law, de “Cold Mountain”) e seu fiel ajudante Dex (Giovanni Ribisi, de “Encontros e Desencontros”). No decorrer da investigação Polly e Sky descobrem que o responsável pelo desaparecimento dos cientistas é o mesmo que ordenou o ataque dos robôs em NY, um tal de Dr. Totenkopf (Olivier). Durante a busca à Totenkopf, Polly e Sky passam por alguns problemas, tendo inclusive de pedir ajuda à Franky (Angelina Jolie, de “Roubando Vidas”), um ex-caso do capitão. “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã” conta ainda com a presença do talentoso Michael Gambon, de “Assassinato em Gosford Park” e “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”.
O mais bacana em relação ao filme é seu visual futurístico, enquanto na verdade se passa no passado. Isso se deve a competência do diretor Kerry Conran. Formado pela CalArts, na Califórnia, o cineasta desenvolveu um programa de CGI (imagens geradas por computador) que permite criar um universo virtual em 3D e acrescentar atores posteriormente.
Não deixe da assistir (NOS CINEMAS!) “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, uma evolução, na verdade é mais uma reinvenção, imperdível do cinema-pipoca. Contando com uma excelente trilha sonora, o filme parece a certa altura uma mistura de vários dos melhores filmes de ação/ficção que o cinema foi capaz de fazer: “Indiana Jones”, “Guerra nas Estrelas”, “O Senhor dos Anéis”, “Parque do Dinossauros” etc. Mas não se preocupe, quando desligar o liquidificador e for apreciar o resultado você vai gostar com certeza.
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Lucas Salgado
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