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Atirador
Shooter (EUA/2007)
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O gênero dominante do cinema é o drama. Mas para a alegria de nós, neandertais comedores de carne, filmes de ação bastante exagerados ainda estão por aí. Este é o caso de “Atirador”. Com um Mark Wahlberg mal encarado vivendo um soldado afastado do exército, o filme tem tudo para se tornar uma boa referência entre os poucos filmes que, em pleno século XXI, mantém a visão clichê de justiça com as próprias mãos que tanto apreciamos em clássicos como “Comando para Matar” ou “Bradock”. O soldado Bob Lee Swagger é um dos melhores atiradores do exército americano, mas após a morte de seu parceiro e observador, ele se desliga das forças armadas para viver recluso em uma cabana de montanha. Lá ele é procurado por um furtivo Coronel (Danny Glover), que lhe oferece uma única missão: planejar o assassinato do presidente, para que juntos eles possam descobrir como um assassinato real poderia acontecer e assim evitá-lo à tempo. Convencido por ideais de patriotismo e liberdade, Swagger acompanha a equipe do Coronel até a Filadélfia, onde o presidente americano fará um discurso. Claro que isto é uma grande armadilha que colocará o atirador fugindo pelos Estados Unidos acusado da tentativa de assassinato do presidente (não estou entregando nada, já que é óbvio que é isto que vai acontecer). Ferido e sem ter onde se esconder, Bob Lee procura a noiva do falecido parceiro (Kate Mara) em busca de um esconderijo seguro, dando-lhe tempo para planejar seu próximo movimento: vingança. Este é o filme de ação por excelência. A trama é clichê em sua apresentação de vilões e mocinhos, mas sem furos que atrapalhem sua continuidade. Os moralismos tão comuns nas ações da atualidade (na verdade em todo o cinema) também estão de fora, retornando ao “preto no branco” dos faroestes, em que os bandidos devem morrer... e ponto. Outro elemento forte na história e que não era visto tão fortemente desde a década de “Duro de Matar” é a idéia da justiça com as próprias mãos. O filme também é recheado de boas referências, intencionais ou não. Um super soldado vivendo isolado em sua cabana nas montanhas e procurado por um Coronel é exatamente como começa o clássico da testosterona “Comando para Matar”. O nome do herói é Bob Lee Swagger, lembrando a teoria da conspiração tão aludida em diversos filmes que os assassinos de presidente sempre têm três nomes. Outra cena que lembra várias ações dos anos 80 é quando Swagger vai às compras para preparar sua pequena guerra, fazendo armas com materias comprados no supermercado. O diretor Antoine Fuqua se redime de seu trabalho anterior com este “Atirador”. Depois do hediondo “Rei Arthur”, cuja versão “Corte do Diretor” conseguiu a proeza de ser ainda pior que o filme original, ele faz um filme coerente que vai agradar (e muito) os fãs dos tiros e explosões da telona. Além de lançar a possibilidade de Mark Wahlberg como novo herói de ação, coisa que está em falta no cinema hollywoodiano. Visto que o filme de Fuqua anterior a “Rei Arthur” foi o bom “Dia de Treinamento”, o medo agora é o diretor alternar entre boas e más produções. O próximo filme do diretor, a propósito, é “Under and Alone”, sobre um agente do governo infiltrado em uma gangue de motoqueiros. Enquanto esperamos nos divertimos com a precisão sobre humana de Wahlberg, o “Atirador”.
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Gustavo Catão
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Para mim Atirador é um bom filme recheado de ação. As atuações em geral, são boas. Porém, o filme nos apresenta vários clichês: Parceiro morto no início do filme, profissional aposentado, atentado ao presidente dos eua (e dalhe patriotismo! ), Desejo de vingança e por aí vai. Mas apesar de tudo, é um filme bom para assistir, contém muitas cenas de ação boas. O que eu achei interessante nesse filme é que ele nos apresenta o mundo dos atiradores, que vários fatores colaboram para acertar um alvo, não é só colocar o alvo no centro da mira... Resumindo eu daria nota 7 para esse filme. "
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visitante Alan Dellagiustina Dos Santos
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"Melhor filme que eu vi esse ano! "
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visitante da Confraria
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