[Escolha sua cidade] Brasil, 3 de setembro de 2010
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Seven Os Sete Crimes Capitais
Seven (EUA/1995)

Direção: David Fincher

Roteiro: Andrew Kevin Walker

Elenco: Brad Pitt (Detetive David Mills), Morgan Freeman (Detetive William Somerset), Kevin Spacey (John Doe), Gwyneth Paltrow (Tracy Mills), John C. McGinley (California), Michael Massee (Mensageiro)

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Duração: 125 min.

Gênero: Suspense

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"Que aquele que não tenha pecado tente sobreviver"
Diferente dos filmes de psicopatas adolescentes que matam casais de namorados por ordem de cachê, “Seven” segue a outra linha de enredos de serial killers hollywoodianos. Estou falando daquela categoria igualmente clichê de filmes policiais onde o grande detetive tem de desvendar pistas obscuras para capturar o assassino antes que este faça outra vítima. Mas “Seven” se destaca entre seus “companheiros” de enredo com seu bom, sólido e, principalmente, perturbador roteiro. Fugindo à regra de que todo grande policial precisa dar grandes “sacadas” para seguir a trilha do bandido (como nos repetitivos “O Colecionador de Ossos”, “Ressurreição Retalhos de Um Crime”, “Beijos que Matam” e a lista não acaba mais), vemos em “Seven” policiais que, apesar de darem suas “sacadas”, realmente ficam perdidos e desorientados ao enfrentar um assassino metódico e muito, muito cruel.
A história se passa numa chuvosa e cinzenta Los Angeles. O detetive Somerset (interpretado pelo veterano Morgan Freeman, de “Crimes em Primeiro Grau”) está a uma semana de se aposentar e, em sua última investigação, ajuda o detetive Mills (Brad Pitt), novato na cidade, a se familiarizar. Mills acabou de chegar com sua mulher (interpretada pela bela Gwyneth Paltrow) à Los Angeles, após trabalhar alguns anos no interior. Juntos, Mills e Somerset vão investigar uma desagradável cena de crime onde um homem imensamente gordo foi amarrado e, aparentemente, obrigado a comer até a morte. Atrás da geladeira eles encontram, escrita em gordura, a palavra “GULA”. Pouco tempo depois um famoso advogado da cidade é violentamente assassinado, e a palavra “COBIÇA” está pintada na parede, com seu próprio sangue. Somerset, após anos de experiência, percebe que se trata de um assassino serial que estaria matando pessoas de acordo com os sete pecados capitais: gula, cobiça, preguiça, luxúria, vaidade, inveja e ira. A perseguição então se torna uma “visita” a mente de um psicopata e aos mais profundos esconderijos da maldade humana, em uma seqüência de crimes extremamente perturbadora e chocante, que deixou muita gente sem dormir depois do filme. O toque final nessa obra de arte é por conta de Kevin Spacey, que nos dá uma aula de interpretação fazendo o papel do assassino, John Doe (curiosidade: John Doe é um nome usado no jargão policial para identificar um desconhecido, um “Zé Ninguém”).
Brad Pitt está em ótima forma no filme. Seu papel é exigente e ele o faz muito bem, mostrando que tem talento para papéis sérios e psicológicos. Morgan Freeman também faz uma ótima atuação encarnando o policial experiente que já está cansado daquele trabalho, apesar do ator já ter repetido esse papel vezes demais (prestem atenção à cena de Freeman na biblioteca, talvez uma das mais reflexivas do filme). E, como já dissemos, temos um pouco de Kevin Spacey, na sua melhor forma, lá pelo final da fita. A cara de indiferença do ator caiu como uma luva no papel do frio psicopata.
”Seven” é com certeza um filme de peso. Ele é bem reflexivo e angustiante. Toca em assuntos pesados, faz o espectador pensar em coisas que, só de lembrar, deixam-no arrepiado (quem mandou escrever essa crítica à noite?). O enfoque psicológico do filme foi feito sob medida para deixar todo mundo deprimido, achando que o mundo é um lugar horrível de se viver. Tudo isso é graças à David Fincher, diretor dos também bem sucedidos “Clube da Luta” e “O Quarto do Pânico”, que sabe como criar um filme pesado, um cenário deprimente e sujo, enfim, tudo que se precisa quando se quer falar do bestialismo da natureza humana.
Gustavo Catão
Imagens de "Seven Os Sete Crimes Capitais"
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"Gostaria de acrescentar uma curiosidade a este fascinante filme, já tão cheio delas, que talvez tenha passado despercebido aos que assistiram. Quando os detetives encontram e consequentemente investigam o quarto de John Doe, W. Summerset (Morgan Freeman) fala para David (Brad Pitt) que ali existem 2000 cadernos (o diário do assassino) com 250 páginas cada. Isto dá exatamente a quantia impressionante de 500.000 páginas escritos pelo serial killer! Digamos que uma pessoa (normal?) escreva 30 páginas por dia, religiosamente, ela gastaria 45,66 anos para escrever toda esta quantia! Apimentando mais a curiosidade, digamos que ele descance 1 dia por semana (afinal ele era bem ocupado!), a quantia subiria para 52,5 anos! Teria a equipe do filme também passado despercebido, ou seria apenas mais uma prova (propositalmente implantada) da tenacidade de John Doe? "

visitante Almir Martins Lopes

"Gostaria de destacar o cunho psicológico de Seven, quanto a teoria do Behaviorismo. Se você não souber o que é, mas se der ao trabalho de ler, ainda que só uma leitura preguiçosa numa enciclopédia online qualquer, vai entender que a masterpiece do vilão é uma comprovação dessa teoria psicológica. Destaco pontos dela que dizem que o homem conforme adquire experiência também adquire liberdade, isto é, liberdade de decisões sobre coisas exteriores a si. Inclusive decisões em situação de pressão. Segundo o behaviorismo você tem como prever possíveis ações de uma pessoa desde que você a conheça e saiba o que esperar dela. Assim John Doe imagina que pode deixar em outras mãos a conclusão de sua obra-prima. "

visitante Daniel De Mesquita Da Silva

"O vocalista da Banda R.E.M, Michael Stipe, foi cotado para viver o personagem John Doe, qua acabou ficando com Kevin Spacey. No filme o personagem John Doe não é visto cometendo nenhum dos crimes. "

visitante Monicledson Carneiro

" Gostaria de destacar o cunho psicológico de Seven, quanto a teoria do Behaviorismo. Se você não souber o que é, mas se der ao trabalho de ler, ainda que só uma leitura preguiçosa numa enciclopédia online qualquer, vai entender que a masterpiece do vilão é uma comprovação dessa teoria psicológica. Destaco pontos dela que dizem que o homem conforme adquire experiência também adquire liberdade, isto é, liberdade de decisões sobre coisas exteriores a si. Inclusive decisões em situação de pressão. Segundo o behaviorismo você tem como prever possíveis ações de uma pessoa desde que você a conheça e saiba o que esperar dela. Assim John Doe imagina que pode deixar em outras mãos a conclusão de sua obra-prima. Que o gênero desse filme pudi ser outro. "

visitante Romulo Cezar Pereira Calvanti
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