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A Viagem de Chihiro
Sen to Chihiro no kamikakushi (Japão/2001)
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Em meio às estréias de peso do ano (oriundas do início do verão americano, a época de maior concorrência nas bilheterias), chega às telas o ganhador do Oscar de Melhor Animação de 2003: “A Viagem de Chihiro”. Mas não foi porque “A Viagem de Chiriro” ganhou o Oscar que resolvi falar sobre este filme. Foi pela sua beleza. Esta é uma história como há muitos anos Hollywood (cada vez mais rápida e barulhenta) não sabe mais fazer. Como um clássico conto de fadas (e aqui eu espero que vocês entendam que eu me refiro a “Pinóquio” e “Alice no País das Maravilhas”, e não à “O Rei Leão” e Cia.) este belo desenho japonês leva o espectador a uma maravilhosa viagem pelo mundo da fantasia. Observação: É claro que elogios como esses são sempre acompanhados de um porém. Esse não é um desenho infantil, apesar de haver apenas cópias dubladas em quase todo o circuito (eu mesmo não achei nehuma legendada). O desenho tem trechos confusos e momentos de reflexão que, mesmo sendo muito interessantes para o público adulto, só conseguiriam entediar a molecada. Então não aproveite as férias escolares para arrastar uma creche para dentro da sala de cinema. Pode ser desastroso para você e principalmente para os outros espectadores. Colocando em poucas palavras, “A Viagem de Chiriro” conta a história de uma garota, Chiriro, que vai com os pais a um estranho lugar. Lá eles são enfeitiçados e transformados em porcos, e Chiriro precisa trabalhar para a bruxa dona de lá enquanto acha uma maneira de salvar os pais e voltar para seu próprio mundo. O lugar é uma casa de banhos para deuses (sim, é isso mesmo), e lá Chiriro conhece Haku, um garoto que é aprendiz da bruxa, e que ajuda a menina a se acostumar com sua estranha nova realidade. Porém uma sinopse como essa não consegue e nem tem a pretensão de explicar todas as sutilezas da história. O filme é de uma leveza fantástica, capaz de emocionar adultos e crianças. Hayao Miyazaki, diretor e roteirista do filme, dá a “A Viagem de Chihiro” um ritmo que nos lembra muito os seriados “anime” japoneses e que é muito diferente da maneira como os ocidentais contam uma história. Hayao é um diretor e animador, além de desenhar mangas (lê-se mangás, quadrinhos japoneses), de muito prestígio no Japão. Lá seu último desenho, “Mononoke-hime”, bateu recordes de bilheteria e recebeu o “Oscar” japonês de melhor filme. Mas pouco da produção japonesa chega às telas brasileiras e foi graças à participação da Walt Disney na produção do filme que este chegou à Academia Americana, e depois ao público sul-americano, que nunca teria tido chance de vê-lo na telona se não fosse por sua premiação no Oscar. Outro destaque em “A Viagem de Chihiro” é a qualidade visual. Os personagens são muito detalhados, no melhor estilo japonês (e que, surpreendentemente não tem olhos esbugalhados que ocupam metade do rosto), e os cenários são maravilhosos. As paisagens são realmente lindas, e eu tive vontade de pegar algumas delas e emoldurá-las (ao assistir preste atenção à sequência da viagem de trem, a mais bela do filme). Este é um desenho que serve como boa alternativa para quem quer sair um pouco do “esquema” do cinema hollywoodiano. Com sua história e animação bonitos e agradáveis, “A Viagem de Chihiro” traz um pouco de paz e tranqüilidade ao espectador.
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Gustavo Catão
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Esse é o filme que eu mais gosto, cada vez que assisto de novo descubro mais coisas sobre o filme e gosto mais ainda! Esse filme e uma mistura de: Ficção, comedia, aventura, etc... "
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visitante do CinemaCAFRI
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"Adorei este filme mas a unica coisa que não gosto e que não consigo compra para a minha filha e nem abaixar pela internet."
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visitante Katia Gomes Da Silva
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