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"A quinta parte de jogos mortais traz consigo a manutenção do alto nível. O longa consegue mais uma vez, prender-nos em sua teia. Saw 5 trabalha no comprometimento de esclarecer o envolvimento de Hoffman(Costas Mandylor)com Jigsaw(Tobin Bell). O roteiro é projetado para nos fazer entender a razão que levaria Hoffman, um detetive de polícia, a compactuar e unir-se a Jigsaw no seu propósito de fazer com que as pessoas se arrependam de seus erros e retornem a viver de um modo melhor, porque na sua mente doentia, é esta sua intenção. Paralelo a isso, Hoffman controla um novo jogete, onde cinco pessoas estão aprisionadas e são forçadas a eliminar os obstáculos para tentarem escapar da morte. O desenrolar dessas atitudes, nos impossibilita enxergar, mesmo com o aviso prévio de Jigsaw, que se tomadas de forma diferente, as cinco pessoas poderiam ter saído vivas, o que não acontece. A trama vai preenchendo os espaços de maneira sincronizada, tanto para este longa, quanto para os anteriores, dando respostas a espaços vazios. A violência nas mortes continua, mas a quantidade de carneficina é reduzida, não se sabe devido ao estilo do novo diretor, ou se isto era preocupação secundária para esta quinta parte. Em geral, a trama é muito bem conduzida, a trilha sonora continua excelente, e o elenco transmitindo boa atuação. Talvez Costas Mandylor possa melhorar um pouco, já que provavelmente conduzirá o sexto filme, mas a presença de Tobin Bell, ainda que morto, através de flash backs, infinitamente abordados na franquia, mantém o foco em cima de Jigsaw, sem a presença dele a atração do público ficaria diminuta. Infelizmente, o diretor estreante David Hackl cometeu um erro gigantesco. O desfecho do longa é muito bem bolado, assim como nos outros quatro filmes, mas não nos surpreende. Diferentemente dos filmes anteriores, quando saímos boquiabertos, impressionados, alguns até com a sensação de paralisia, tamanha seria a surpresa com o fim, Saw v, no seu final, nos decepciona. Esperávamos ser enganados, ludibriados por uma manobra espalhando inteligência e criatividade, no entando, ao invés disso, nos foi ofertado um fim previsível. O desfecho continua inteligente, mas como o grau de criatividade dos demais era muito grande, ficamos com a sensação de que foi um fracasso, entretando, com certeza não chegou a esse nível, embora a tradição de estuperfação tenha sido quebrada, e Hackl deverá se preocupar muito com este ponto na composição do sexto longa, que será o último da série. Mas, independente disto, nem de longe, Jogos Mortais perdeu sua magia. É intrigante imaginar que Saw, filmado em apenas dezoito dias e construído para ir direto para o vídeo(foi decidido levá-lo as telas após um boa aceitação em um festival de cinema norte-americano), tenha se definido como obra-prima e posteriomente gerado outras quatro sequências, isso sem contar no sexto filme, que chegará as telas em 2009. Só tenho a agradecer aqueles que idealizaram esta franquia, pois foi por meio deles que nós cinéfilos podemos novamente nos encantar com o gênero, ultimamente marginalizado por conteúdos fracos, ausência de criatividade e gritos e berros desnecessários. Espero com ansiedade pela chegada do sexto, que finalizará a história, e acho, que se possível, David Hackl deveria trabalhar em conjunto com Daren Lynn Bousman e Leight Whannell, para tentarem fechar com chave de ouro. "
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