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Pearl Harbor
Pearl Harbor (EUA/2001)
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"7 de Dezembro, 1941 - Era uma manhã de domingo..."
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“Pearl Harbor” vem para confirmar a capacidade de Michael Bay e sua equipe de criarem maravilhosas cenas de ação. Foi ele que dirigiu, por exemplo, o bombástico “Armageddon”, que se destaca com a cena dos meteoros caindo em Nova York. As cenas de guerra no filme não deixam à desejar em relação a nenhum outro. Mas um dos grandes problemas do filme são suas longas e cansativas 3 horas de duração, onde 2 horas já seriam o suficiente. Em relação a duração do filme se destaca mais uma vez o talento de Michael Bay que, com um golpe de mestre, deixa o melhor (as cenas de guerra) para o final, e como na maioria das vezes a última impressão é a que fica, o público fica com uma ótima impressão do filme. É impossível negar que o diretor foi bem-sucedido, já que “Pearl Harbor” é realmente um filme que diverte; por outro lado, é uma pena pensar que "diversão" foi o máximo que ele conseguiu extrair de um fato tão marcante na história mundial.
“Pearl Harbor” pode ser categorizado no mesmo estilo de filme que consagrou “Titanic”, de James Cameron, onde se pega um fato histórico e se joga um romance no meio. Acontece que este não chega nem aos pés da produção vencedora de 11 Oscars. “Titanic” contava com bons protagonistas, excelentes coadjuvantes, um excepcional diretor e uma beleza técnica não existente neste.
Um outro problema do filme é o sempre idolatrado nacionalismo norte-americano, que vem se destacar principalmente em filmes de guerra, e a tentativa de alienação, clássica em Hollywood, da sociedade. É claro que se você não se lembra das aulas de história vai achar, depois do filme, que o Japão só realizou o ataque porque os Estados Unidos cortaram o fornecimento de petróleo deste país. É verdade que nem tudo se sabe sobre Pearl Harbor. Um documentário feito pela National Geographic levanta a questão, por exemplo, de que horas antes de os aviões japoneses atacarem Pearl Harbor, um navio norte-americano atacou um submarino japonês. Foram os americanos, então, que começaram tudo? Existe também boatos de que o ataque teria sido uma forma de auto-agressão norte-americana como desculpa para entrar na Segunda Guerra Mundial. É um capítulo ainda não decifrado na história mundial.
Voltando ao filme... Rafe McCawley (Ben Affleck) e Danny Walker (Josh Hartnett), personagens principais, são amigos inseparáveis desde pequenos e juntos entraram para as forças armadas (no caso, no esquadrão de aviadores). A guerra era iminente e, claro, hospitais foram preparados e várias enfermeiras convocadas. E como não poderia ser diferente, todas jovens, belas e solteiras. Tudo, portanto, estava altamente propício a histórias de amor. Ocorre que Rafe e Danny acabam se apaixonando pela mesma garota, a enfermeira Evelyn Johnson (Kate Beckinsale). A história que gira em torno deste triângulo amoroso é totalmente óbvia, onde o espectador praticamente não se envolve. Aliás pode se dizer que o este "triângulo amoroso" não poderia importar menos, já que provoca apenas indiferença na platéia. O filme prefere se concentrar na rivalidade entre os amigos Rafe e Danny pelo amor de Evelyn (que fica, a propósito, simplesmente esquecida na conclusão da trama).
Rafe, um jovem ambicioso e determinado, certo de suas habilidades como piloto, vai para a Inglaterra unir-se aos britânicos na guerra contra os alemães, deixando sua amada Evelyn, e lá sofre um acidente. Logo é dado como morto, e seus amigos e namorada sofrem com a perda do honrado companheiro. Evelyn só tem agora a companhia do melhor amigo de Rafe, Danny. Três meses bastam para que ele se apaixone pela garota. Evelyn acaba se entregando mais pelo fato de não querer ficar sozinha do que pelos encantos do rapaz, e não o ama. De repente, para vir a comprovar a obviedade do filme, Rafe volta à cena. Sente-se traído pela namorada e mais ainda por Danny, aquele que considerava seu irmão.
No filme de Michael Bay, a sequência de guerra leva aproximadamente 40 minutos. É com certeza o grande momento do filme, em que Hollywood prova possuir a melhor de todas as técnicas na criação de seqüências grandiosas. Os computadores da Industrial Light & Magic se encarregaram dos efeitos especiais maravilhosos, das explosões tão reais, dos vôos rasantes dos aviões japoneses. Quando, no já citado “Titanic” nos surpreendemos com um enorme navio afundando, em “Pearl Harbor” você fica impressionado ao assistir à uma frota inteira naufragando. São imagens tão perfeitas e dolorosas que é fácil se emocionar.
''Pearl Harbor'', enfim, é o modelo de filme que Hollywood sabe, e muito bem, produzir. Mesmo com uma história de amor mal elaborada, onde se destacam os péssimos diálogos, as pessoas se comovem.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Não deveria ter uma bomba atômica no final do filme? Os americanos e seu lado parcial. Sempre querendo ser os bonzinhos. Os japoneses atacam militares, os americanos atacam civis, pessoas indefesas, com bomba atômica, mas isso não aparece, é claro... Filme é terrível. "
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visitante Lisandro Amaral
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