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Minority Report A Nova Lei


Minority Report (EUA/2002)

 



Direção: Steven Spielberg

Roteiro: Scott Frank

Baseado na Obra de: Philip K. Dick (Minority Report)

Elenco: Tom Cruise (John Anderton), Colin Farrell (Danny Witwer), Max Von Sydow (Lamar Burgess), Samantha Morton (Agatha), Kathryn Morris (Lara Anderton), Tim Blake Nelson (Gideon), Neal McDonough (Gordon Fletcher)

 

Duração: 145 min | Gênero: Ficção Científica, Ação

 

crítica por Gustavo Catão

“Minority Report A Nova Lei” é a grande aposta de Steven Spielberg para o verão americano de 2002. E parece que, se aposta era que ele ia fazer um ótimo filme, ele ganhou. Após “AI Inteligência Artificial”, que gerou reações adversas por parte de público e crítica, Spielberg resolveu repetir a tentativa de levar às telas uma história tirada dos livros de ficção científica. Dessa vez é de Philip K. Dick, autor da década de 50 que já havia tido algumas de suas histórias imortalizadas, entre elas “Blade Runner O Caçador de Andróides” (de Ridley Scott), que surge a inspiração para o filme de Spielberg.
Em um mundo do futuro (2054, para ser mais exato), a cidade de Washington comemora um recorde de 6 anos sem nenhum assassinato. Isso porquê há seis anos foi iniciado o programa de pré-crime. Baseados nas premonições de três jovens “especiais”, a unidade de pré-crime pode “ver” os assassinatos antes mesmo de acontecerem, prendendo os criminosos antes dos crimes. Apesar das diversas questões geradas pelo sistema (afinal de contas, as pessoas estavam sendo presas por algo que não chegavam a fazer), John Anderton (Tom Cruise) confia plenamente nele. Ele é o líder dessa equipe de policiais, e dedica-se integralmente ao trabalho, desde que seu filho foi assassinado e o assassino nunca encontrado. Depois que seu filho morreu, John começou a se drogar, afundando no pensamento de que, se aquele programa já existisse, seu filho teria sido poupado (Por quê todo anti-herói tem de ser atormentado por dramas psicológicos, que, invariavelmente, envolvem a morte de sua família ou de alguém que amam?). O programa tem feito tanto sucesso que está sendo votado para que seja ampliado para todo os Estados Unidos. O Tribunal de Justiça então manda Danny Witwer (Colin Farrell de “A Guerra de Hart”), para procurar por possíveis falhas no sistema. John não acredita que possam haver falhas, mas isso muda quando os precognitivos (os jovens que fazem as premonições) acusam-no do futuro assassinato de alguém que ele não conhece. E ele então resolve fazer a única coisa sensata... fugir, e tentar provar sua inocência de um crime que ele ainda não cometeu (filosófico, não?).
”Minority Report” é um lobo em pele de carneiro, traduzindo, um “blockbuster” disfarçado com uma trama que tenta ser um pouco mais profunda que os filmes de ação usuais. Mas as discussões filosóficas acabam dando lugar as sequências de ação e perseguições (algumas tão exageradas que uma comparação com “Missão Impossível 2” chega a ser cogitada), afinal, esse ainda é um filme de Steven Spielberg. Os efeitos especiais são ótimos, e a caracterização do futuro, extremamente realista. A atenção aos detalhes sobre cada aspecto da vida no futuro (característica dos livros de Philip K. Dick) são talvez a melhor parte do filme, e dão-lhe uma riqueza muito grande, nos fazendo pensar se não estamos mais próximos dessa realidade que imaginamos. A trama é bem estruturada e tem alguns ápices antes do dramático final, e Tom Cruise está muito bem no papel principal, mesmo não sendo dos mais exigentes de sua carreira.
Para quem quer diversão garantida, esqueça o que os críticos andam dizendo (menos a Confraria é claro!), esse filme é uma ótima pedida. E não se esqueça da pipoca.

 

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

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