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Homens de Preto II
Men In Black II (EUA/2002)
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"Mesmo planeta. Nova escória."
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A grande aposta para o verão americano de 2002 (tanto é que estreou por lá no 4 de julho, dia da independência dos EUA), “Homens de Preto 2” repete a mesma fórmula de sucesso de seu predecessor. Desta vez Jay, o agente interpretado por Will Smith, investiga o assassinato de um dono de restaurante alienígena (o dono, não o restaurante) que foi morto por ter informações sobre a “Luz de Zartha”, algo que estaria escondido na Terra e teria o poder de destruir toda uma raça extraterrestre. O problema é que a única pessoa que sabe onde estaria essa “luz” é Kay (Tommy Lee Jones), o parceiro de Jay que foi “aposentado” no final do primeiro, e que por isso teve sua memória apagada. Para piorar as coisas Serleena, a extraterrestre que quer encontrar a tal luz, captura o centro de operações dos Homens de Preto, antes que Jay pudesse utilizar o “desapagador” de memória em seu antigo parceiro. Assim Jay e Kay saem a procura das pistas que o próprio Kay deixou no caso de precisar se lembrar do paradeiro da “luz”, ao mesmo tempo que eles tentam se proteger dos extraterrestres soltos por Serleena para pegá-los. Mas é claro que a trama não estaria completa se não houvesse uma mocinha na história (a testemunha do assassinato), por quem Jay se apaixona. Ah, eu já ia esquecendo: caso eles não encontrassem a tal luz, o mundo ia acabar (Novidade!). ”Homens de Preto 2” é grande blockbuster. Ele traz figurões das telas americanas como protagonistas, perseguições, tiroteios, efeitos especiais, alienígenas, um roteiro cheio de clichês, um plano para destruir o mundo, etc. E é isso que o faz ser tão bom. Tudo bem que de vez em quando uma grande atuação dramática de fazer a gente sair do cinema com os olhos inchados faz bem, mas na maioria das vezes o que queremos é uma boa diversão despretensiosa. Além do ambiente de aventura o filme é muito engraçado, com detalhes da trama que fazem o público rolar de rir (por exemplo: Michael Jackson faz uma ponta como um ET, daí deixo para a sua imaginação), personagens esdrúxulos e hilários, e é claro, as ótimas piadinhas de Will Smith. No elenco, além dos já citados Jay e Kay (os ótimos Will Smith e Tommy Lee Jones), a bela Lara Flynn Boyle faz o papel da malvada extraterrestre Serleena, e Tim Blaney faz a voz do ótimo cachorro Frank, um dos personagens mais engraçados do filme. Esse foi o filme que mais sofreu modificações por causa dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, pois boa parte do filme (inclusive a cena final) aconteciam no alto do World Trade Center. Assim os produtores (que não acharam uma boa idéia cutucarem a ainda aberta ferida no orgulho americano) mudaram as cenas, os trailers, ou seja, tudo que pudesse fazer referência ao ocorrido. O resultado final é o mesmo que se nada tivesse mudado, ou seja, ninguém tem uma sensação de que há alguma coisa faltando no final, de forma que muitos nem ficaram sabendo dessas mudanças. Para concluir esse é um filme engraçado, despretensioso, muito bem feito e produzido, e que está perfeito para alcançar seus objetivos: divertir e render muito, mas muito dinheiro!
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Gustavo Catão
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