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LoveCracked! The Movie
LoveCracked! The Movie (EUA/2006)
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Direção:
Gillian MacGregor, Brian A. Bernhard , Elias
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Roteiro:
Gillian MacGregor, Brian A. Bernhard , Tom Wontner , Elias
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Elenco:
Gillian MacGregor (Rhiannon), Chad Bernhard (Repórter dos anos 70), Brian A. Bernhard (Nerd), Lloyd Kaufman (ele mesmo), Dan Payne (Mark), Tom Wontner (Tom), Nick Basile (H.P. Lovecraft), Elias (Repórter)
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[Veja os participantes de "LoveCracked! The Movie"]
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Duração: 87 min.
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Gênero: Terror/Comédia
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Cafômetro:
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Nota:
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Nota dos visitantes:
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Nem só de Hollywood vive o cinema. Essa é uma verdade da qual poucas pessoas duvidam, mas que também poucas pessoas visualizam em sua terrível realidade. Pois além das ruas escuras e estreitas do cinema europeu e das produções do circuito de arte, esconde-se também um mundo de filmes independentes como este “LoveCracked! The Movie”. Seguindo a linha investigativa do filme, vamos parar para pensar um pouco sobre a vertente representada por esta pequena obra da produtora Biff Juggernaut. Aqui temos um exemplo do cinema independente de mau gosto. Mau gosto no sentido mais gratuito da palavra, criado e sustentado por festivais obscuros e estranhos fãs de um gênero tão grotesco que a maior parte do público nem é capaz de imaginar. Um gênero que teve como principal ícone a Troma Productions, produtora responsável por pérolas do terror Trash que conseguiram sair de seu fechado círculo de fãs e pelo menos ter seus nomes pronunciados em meios cinematográficos mais tradicionais. Mas o quê há de tão bizarro no estilo de cinema imortalizado por filmes como “O Vingador Tóxico”? Uma mistura de baixo orçamento, efeitos especiais de fundo de quintal, roteiros incompletos, tramas absurdas e atuações ruins. Soa péssimo? Sim, esta é a idéia. Transformar terror em comédia e, principalmente, desmistificar o imaginário cinematográfico mostrando que o cinema pode também surgir de um bando de adolescentes com uma câmera na mão e nenhuma idéia na cabeça é o principal elemento que criou as pérolas da Troma e até filmes como “Fome Animal”, assinado pelo hoje aclamado Peter Jackson. Mas o problema é que “LoveCracked! The Movie” não é uma dessas pérolas. Filmado no tradicional estilo independente, o filme tenta, através de vários segmentos, acompanhar um repórter investigativo pelo estranho trabalho do escritor de ficção do começo do século XX, H.P. Lovecraft. Alternando entre seqüências com o repórter e curtas baseados vagamente em alguns dos contos do escritor, a idéia talvez fosse evidenciar a loucura do criador de “Nas Montanhas da Loucura”. Digo talvez porque o filme falha miseravelmente em suas duas linhas. O repórter, aqui representado pelo diretor do filme, Elias, se perde em tomadas repetitivas em que ele tenta entrevistar um homem estressado que diz não conhecer a obra do escritor. O que começa como pastelão fica rapidamente cansativo e muito tedioso, com exceção da tese sobre os pais alienígenas de Lovecraft, que é realmente engraçada. Os curtas, então, são um desastre à parte, errando na mistura de terror e pura zoação. Aqueles que tentam ser fiéis aos contos pegam apenas trechos minúsculos das histórias para que até quem as conheça tenha dificuldade em saber do que estão falando (digo isso como um leitor de Lovecraft). Os que são simplesmente avacalhados ainda se saem um pouco melhor, porque repetem a fórmula do “cinema baderna” de muitas produções de fundo de quintal. Para fechar com chave de ouro, uma participação da rainha do terror pornô, Joanna Angel, transforma o famoso conto “Re-animator” no tosco “Re-penetrator” que é, em poucas palavras, um filme pornô zumbi. Esta é uma produção da Biff Juggernaut, produtora conhecida apenas por quem freqüenta festivais de cinema underground. Tem obviamente uma qualidade técnica mínima e não parece como algo feito por garotos no intervalo da escola. Ainda sim, você sente vergonha quando assiste “LoveCracked! The Movie”. Vergonha e uma grande quantidade de espanto quando pensa que existem pessoas que realmente gostam desse tipo de cinema. Me desculpe se sua mente doente e pervertida acha isso legal, mas meu limite de bizarro ainda começa bem antes da área habitada por este filme.
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Gustavo Catão
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