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O Senhor dos Anéis O Retorno do Rei
Lord of the Rings The Return of the King (EUA/2003)
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Direção:
Peter Jackson
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Roteiro:
Peter Jackson
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Baseado na Obra de:
J.R.R. Tolkien (O Senhor dos Anéis)
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Elenco:
Elijah Wood (Frodo Bolseiro), Sean Astin (Samwise Gamgi), Andy Serkis (Gollum/Sméagol), Viggo Mortensen (Aragorn), Ian Mckellen (Gandalf), Orlando Bloom (Legolas), John Rhys-Davies (Gimli), Dominic Monaghan (Meriadoc Brandebuque), Billy Boyd (Peregrin Tûk), Miranda Otto (Éowyn), Bernard Hill (Theóden), John Noble (Denethor), David Wenham (Faramir), Hugo Weaving (Elrond), Liv Tyler (Arwén), Cate Blanchett (Galadriel)
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[Veja os participantes de "O Senhor dos Anéis O Retorno do Rei"]
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Duração: 201 min.
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Gênero: Fantasia/Aventura
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Cafômetro:
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Nota:
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Nota dos visitantes:
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"A jornada chega ao fim"
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O ano de 2003 chega ao fim e com ele o fim do que já é uma das maiores sagas já realizadas no cinema. “O Retorno do Rei” fecha com chave de ouro a trilogia de “O Senhor dos Anéis”, a versão cinematográfica do épico de JRR Tolkien, trazida às telas pelo diretor Peter Jackson. Por onde começar? Bom... Comecemos por onde se deve começar: pelo começo (a não ser que se trate de um filme cult... ah, deixa pra lá). O filme retoma a jornada dos dois pequenos hobbits, Frodo e Sam (Elijah Wood e Sean Astin, respectivamente), que caminham em direção ao temível reino de Mordor, onde devem destruir o Anel do Poder, impedindo que este caia nas mãos de Sauron. Eles agora se dirigem para Minas Morgul, por onde acreditam poder entrar nas terras de Mordor. Porém este é o lar do rei dos Nâzgul, os espectros que buscam o Anel, e também de um ser faminto por carne de hobbits. Os dois companheiros não sabem para onde estão indo, e seu guia, Góllum, não vai lhes contar nada até que seja tarde demais. Góllum um dia já possuiu o Anel, e agora busca recuperá-lo a qualquer custo. Do outro lado do rio, à leste dali, o reino de Gondor, regido pelo insano Denethor, prepara-se para o ataque das forças de Sauron, que quer destruir o reino dos homens antes que estes possam reunir suas forças. Cabe então a Aragorn (filho de Arathorn, herdeiro de Isildur, etc, etc) reclamar seu direito ao trono de Gondor e reunir o maior número de aliados para ir ao auxílio do reino. O rei Théoden e os cavaleiros de Rohan estão prontos para partir, mas Aragorn precisará reunir ainda mais forças para vencer o exército de Mordor. Como diria Gandalf: “o tabuleiro está montado”, e a partir daí a grande batalha pela Terra Média tem início. Assim como nas críticas de “O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel” e “O Senhor dos Anéis As Duas Torres” (que estão disponível aqui no CAFRI), não vou estragar o filme contando detalhes da história. Posso adiantar que o filme é grande. Muito grande. Com mais de três horas de duração, é melhor acomodar-se na poltrona. Mas não se preocupe, você não vai se entediar. O filme é excelente, as batalhas são excepcionais, e o máximo do livro tentou ser contado sem grandes modificações (alguma coisa sempre é mudada, afinal o livro é bem extenso). O principal destaque está novamente nas locações, que são de tirar o fôlego. A cidade de Minas Tirith e a torre de Minas Morgul apresentam um nível de detalhamento que faz com que elas pareçam reais, e você fica com vontade de estar lá (talvez não em Minas Morgul, pode ser perigoso). As criaturas que povoam este terceiro filme são outra maravilha. Góllum continua cada vez mais ganhando ares de personagem real, dada a perfeição de movimentos e expressões (palmas para Andy Serkis e a equipe de efeitos especiais). Além dele há olifantes, Nâzgul, ents, águias gigantes, trolls, orcs, espíritos e aquele grande e maligno Olho, que tudo vê. Não se pode dizer de grandes e dramáticas performances em “O Senhor dos Anéis”. Mas este é o mais grandioso dos três filmes, e os diálogos cresceram com ele. Em uma história de reis e batalhas épicas, nada é dito que não seja grandioso, até mesmo profético. E nada melhor que bons atores para te passar esse sentimento de... Grandiosidade (essa palavra existe, ela é guardada para situações muito grandiosas, como agora). Viggo Mortensen, que saiu da trilogia como o novo galã adolescente, segura as pontas e convence como “rei que veio reclamar o trono”. Orlando Bloom só não vai ficar marcado como o elfo de “O Senhor dos Anéis” pois já está procurando outros papéis como em “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra” e no épico “Tróia”. Já o mesmo não pode ser dito de John Rhys-Davies (o anão Gimli). Eu poderia continuar citando cada personagem e fazer da leitura desta crítica algo tão longo quanto o filme (só que não seria divertido), então considerem que todos mereceram elogios por interpretarem seus personagens muito bem. Apenas um comentário a mais sobre Elijah Wood e Sean Astin: os dois são responsáveis por boa parte dos diálogos do filme e conseguem transmitir a confiança e a amizade entre os hobbits. Mas toda história chega a um fim (até “História Sem Fim”), e “O Senhor dos Anéis” encerra seu último capítulo deixando um gostinho de quero mais. O CAFRI saúda Peter Jackson pelo seu excelente trabalho, dando vida à obra de Tolkien, e criando uma saga que para sempre ficará na história do cinema.
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Gustavo Catão
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"O capítulo final da saga o Senhor dos Anéis é o melhor da trilogia e eleva a série à condição de obra-prima do cinema contemporâneo. Ao lado de o Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, a saga trazida ao cinema por Peter Jackson é a maior trilogia da história do cinema. E mostrou a todos que torciam o nariz duas coisas fundamentais: O grande potencial do gênero fantasia, quebrando preconceitos, e os incríveis brilhantismo e competência do cineasta Peter Jackson.
O filme mereceu os 11 Oscars que levou, e por várias razões. O terceiro filme da trilogia é grandioso e perfeito tecnicamente, com efeitos visuais e sonoros perfeitos. Aliás, é importante mencionar, o Retorno do Rei possui as mais belas e grandiosas batalhas campais que já lotaram uma tela de cinema, superiores às cenas de As Duas Torres. E também é belíssimo esteticamente. Sim, Peter Jackson também mostrou grandes preocupações estéticas. A fotografia de toda a série é esplêndida, ajudada pelos maravilhosos cenários da Nova Zelândia, onde a trilogia foi rodada. Algumas cenas são carregadas de metáforas e de uma beleza poética que beira ao sublime. É essa qualidade estética que diferencia o Senhor dos Anéis de blockbusters medíocres e o torna uma obra-prima cinematográfica.
Outro dos trunfos de o Retorno do Rei é o equilíbrio narrativo. Peter Jackson soube como conduzir com perfeição todas as tramas dos filmes, sem dar mais visibilidade a um ou outro personagem principal – e respeitando os personagens secundários -, e tampouco prejudicar o fio narrativo. Aqui, Frodo, Sam, Aragorn e Gandalf possuem uma importância equiparável. Aliás, este filme mostra a superioridade narrativa em relação ao primeiro longa, a Sociedade do Anel, onde algumas delongas e quebras do fio narrativo eram perceptíveis. Outro aspecto fundamental deste filme são as reviravoltas em relação aos anteriores, como a aterrorizante batalha de Frodo e Sam com a aranha gigante Laracna, e a reunião “de última hora” com um exército de espíritos amaldiçoados, comandados por Aragorn, que o ajudam a vencer a batalha nos campos de Pellenor. Como também se vê, esse é o mais sombrio de todos os filmes, com cenas, segundo a crítica da revista SET, “de gelar o sangue”.
Mas um dos personagens que merece um destaque especial é o Gollum, feito através da captura de movimentos do ator Andy Serkis transferida para o ser digital, um casamento perfeito entre realidade e computação gráfica. O início do longa já exibe o hobbit Smeágol assassinando seu primo por causa do Um Anel, e sua gradual transformação no repulsivo e perturbado Gollum. E é incrível como ele consegue dar um show de interpretação e ser tão humano! A barreira entre digital e real aparentemente já não mais existe...
Porém o filme exibe uma visão maniqueísta, onde o Bem e o Mal estão acima do homem, além de defender uma tese belicista libertadora e do bem, em que povos do bem se unem contra o mal, a “civilização contra a barbárie”. Uma tese visivelmente influenciada pela religião; Algo que só funciona na fantasia, pois não corresponde às guerras da realidade. Mas esse aspecto não chega a ser um defeito, pois é uma idéia preexistente na obra literária. Resumindo, o Senhor dos Anéis – o Retorno do Rei fecha a série com chave de ouro e é um filme perfeito. Ou quase perfeito.
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visitante Jorge Leberg
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