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O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel
Lord of the Rings The Fellowship of the Ring (EUA/2001)
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Direção:
Peter Jackson
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Roteiro:
Peter Jackson
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Baseado na Obra de:
J.R.R. Tolkien (O Senhor dos Anéis)
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Elenco:
Ian Holm (Bilbo Bolseiro), Ian Mckellen (Gandalf), Elijah Wood (Frodo Bolseiro), Billy Boyd (Peregrin Tûk), Dominic Monaghan (Meriadoc Brandebuque), Sean Astin (Samwise Gamgi), Viggo Mortensen (Aragorn (Passolargo)), Sean Bean (Boromir), Orlando Bloom (Legolas), John Rhys-Davies (Gimli), Hugo Weaving (Elrond), Liv Tyler (Arwén), Cate Blanchett (Galadriel), Christopher Lee (Saruman)
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[Veja os participantes de "O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel"]
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Duração: 178 min.
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Gênero: Fantasia/Aventura
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Cafômetro:
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Nota:
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Nota dos visitantes:
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"Você vai encontrar aventura, ou a aventura te encontrará"
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De tempos em tempos, aparece algum diretor que se enche de coragem para pôr em imagens aquilo que já foi escrito em palavras. Muitas vezes é uma tarefa árdua, e que nem sempre funciona. Citando alguns exemplos: boa parte da obra de Stephen King já foi levada às telas, resultando tanto em grandes sucessos (como “O Iluminado”, dirigido pelo mestre Stanley Kubrick) quanto em enormes fracassos (acho que “Os Langoliers” é um ótimo, quer dizer, um péssimo, exemplo); “Blade Runner” foi eleito à cult e é reverenciado em todo o mundo por criar um mundo futurista baseado no conto de Philip K Dick, enquanto “A Reconquista” (do livro de L Ron Hubbard) só foi eleito a, no máximo, um merecido prêmio Framboesa de Ouro de Pior Filme. A grande surpresa foi quando Peter Jackson foi esse diretor corajoso, e o livro em questão era nada mais nada menos que “O Senhor dos Anéis”, de JRR Tolkien. Considerada por muitos como a mais importante obra de fantasia de todos os tempos. Essa trilogia de quase 1500 páginas escrita na década de 40 foi a base da criação do jogo RPG (Role Playing Game), inspirou toda uma geração de hippies e cabeludos em geral nos anos 60, e chegou até os dias de hoje, com novas edições e publicações acompanhando a “onda” criada pelo filme. Tolkien, um professor universitário inglês, criou em “O Senhor dos Anéis” um mundo fantástico povoado de criaturas místicas, povos lendários e muita magia, com uma riqueza de detalhes tão grande que até mesmo a língua dos elfos, os primogênitos da Terra Média (a terra criada por Tolkien), foi criada nos mínimos detalhes (Tolkien sempre foi conhecido pelo seu trabalho em linguística. Ele mesmo dizia que havia escrito suas histórias para criar alguém que falasse as línguas que ele inventava). O filme, assim como o livro original, foi dividido em três partes. “A Sociedade do Anel” é a primeira dessas partes. Não tenho a pretensão de ser um bom contador de histórias (afinal somos críticos de cinema) então farei o possível para explicar o enredo. Em uma pequena região da Terra Média, em uma terra de colinas verdejantes vivia um povo pequenino chamado de hobbits. Nela vivia Bilbo Bolseiro, e ele estava se preparando para dar sua festa de aniversário de 111 anos. Após a festa ele parte para poder terminar suas memórias e deixa todas as suas posses para seu sobrinho, Frodo Bolseiro. Entre suas posses havia um anel. Um estranho anel que fazia quem o usasse ficar invisível e exercia uma estranha fascinação sobre qualquer um que o possuísse. Vendo a dificuldade que Bilbo tinha em se separar do anel, Gandalf, um mago e amigo de muitos anos de Bilbo, parte para procurar mais informações sobre aquele poderoso artefato. Ele volta com péssimas notícias. O anel pertencia a Sauron, um antigo mal que assombrava a Terra Média. Frodo, então novo portador do anel, deveria então partir para um lugar mais seguro, onde os enviados de Sauron não o pudessem encontrar. Frodo então parte com seu amigo Sam para encontrar Gandalf na cidade de Bri. No caminho juntam-se a eles Merry e Pippin e a viagem se torna uma fuga, quando surgem os Nazgûl, cavaleiros negros enviados por Sauron, ao encalço dos pequenos hobbits. Em Bri eles conhecem Passolargo, um guardião que os leva até Valfenda, onde eles ficariam seguros. Em Valfenda, os hobbits se reencontram com Gandalf e Bilbo. Lá eles conhecem o elfo Elrond e sua filha Arwen, além de descobrirem mais sobre o poderoso anel e seu dono, Sauron. Gandalf os explica que esse anel foi criado para controlar outros anéis que haviam sido dados aos líderes dos diversos povos da Terra Média, e que, se caísse nas mãos de Sauron, ele poderia dominar a todos. Apenas uma solução existia, destruir o anel na mesma montanha onde fora forjado, nas profundezas do Reino de Mordor, onde vivia Sauron. Para realizar tal feito um grupo é criado, a “Sociedade do Anel”, composta por nove integrantes: Frodo, o portador do anel; seus três amigos hobbits, Sam, Merry e Pippin; Gandalf, o mago; Passolargo ou Aragorn, descendente do Rei Isildur, que havia tirado o anel de Sauron a muitas gerções atrás; Boromir, filho do atual regente do Reino de Gondor; Legolas, um elfo; e Gimli, um anão. Os nove partem em direção a Mordor, prontos para enfrentar todos os perigos para realizarem sua missão. A história se desenrola até um momento crítico em que a Sociedade é separada, e o filme acaba. Essa quebra no enredo causou muitas reclamações por parte do público, porque parece que não ficou muito claro o fato de que haveriam continuações. Mas a quebra é totalmente necessária, pois ela tenta seguir as divisões entre os livros e também porque, a esta altura, o filme já está com mais de três horas de duração. Três horas que passam voando, pois o filme é de encher os olhos. Maquiagens, fotografia e todos os detalhes técnicos foram trabalhados com precisão. Os cenários são uma obra de arte, e foram criados com tanta riqueza de detalhes que deixam até os fãs mais exigentes satisfeitos. A história pouco foge do texto original, e as mudanças e falhas surgem ou do problema de duração do filme ou da dificuldade de adaptar tais trechos as telas. Outro destaque está para a trilha sonora, rica em estilos celtas, com até uma pontinha da cantora New Age Enya, que faz a música tema do filme. No fim das contas este é mais um filme comercial, que teve milhões de dólares investidos em publicidade e que chegou lotando cinemas por meses a fio em todo o mundo. Conclusão: “O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel” é o tipo de filme que gostamos.
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Gustavo Catão
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