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Cruzada
Kingdom of Heaven (EUA/2005)
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Em 2000, Ridley Scott foi responsável por ressuscitar para os cinemas os grandes épicos, com “Gladiador”. Hoje, cinco anos depois, seu objetivo não é muito diferente. Depois do longa que consagrou de uma vez por todas Russell Crowe, os filmes com grandes batalhas, tendo como pano de fundo tempos antigos, acabaram sucumbindo, tanto no que diz respeito a crítica quanto quando falamos de público – vide “Rei Arthur”, “Alamo” (que por aqui chegou direto em vídeo) e “Alexandre”. “Cruzada” pode não ser um grande filme como “Gladiador”, e por isso não sei se dará um novo gás ao gênero, mas está longe de ser uma bomba.
Com uma competente direção de Scott e com cenas de batalha de nos deixar boquiabertos, o longa acaba escorregando na sua duração. São 145 minutos de projeção. Orlando Bloom não compromete, mas também não ajuda. Sua falta de carisma acaba incomodando em determinadas partes, mas isso relevamos assim que vemos mais uma seqüência de luta. Seu personagem também não o ajuda muito, tendo em vista que sua jornada pela paz interior e honra da esposa não convencem como a sede de vingança de Maximus (Crowe) em “Gladiador”. Mas uma coisa devemos admitir, Bloom possui um empresário magnífico. Em poucos anos de carreira o jovem atuou nos três “Senhor dos Anéis”, em “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra” e em “Tróia”. Mesmo não sendo um excepcional ator, seus filmes o colocaram em um nível de equivalência salarial com astros como Brad Pitt e Tom Cruise. Isso tudo sem ter protagonizado um filme (“Cruzada” é o primeiro em que é o protagonista absoluto).
Balian (Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de seu filho e de sua esposa. Certo dia, ele recebe a visita do Barão Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), que conta ao jovem que é seu pai e o chama para servir o Rei de Jerusalém e dedicar sua vida a manter a paz na Terra Santa.
“Cruzada” conta ainda com a presença da bela Eva Green (“Os Sonhadores”), que interpreta Sibylla, a irmã do rei Baldwin. Este último por sua vez é vivido pelo talentoso Edward Norton (“Dragão Vermelho”), que não mostra seu rosto, pois o rei usava sempre uma máscara para esconder a degradação causada pela lepra. Também estão no elenco: Brendan Gleeson e Jeremy Irons.
Assim como acontece em “Tróia”, “Cruzada” conta com algumas “liberdades históricas”. O personagem de Liam Neeson, por exemplo, não existiu. E o Rei Baldwin morreu um ano antes da chegada de Balian em Jerusalém.
Durante a projeção o filme conta com algumas pequenas críticas contra a conjuntura política no mundo atualmente, principalmente contra os Estados Unidos. Para se ter uma idéia, em determinada parte do filme Guy de Lusignan (Marton Csokas) pede: “faça-me uma guerra!”. As conotações políticas são mínimas, ganhando apenas um maior destaque na última frase antes dos créditos, mas o que vale aqui mesmo é o entretenimento.
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Lucas Salgado
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