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Rei Arthur
King Arthur (EUA/2004)
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"A verdadeira história por trás da lenda"
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Inicialmente gostaria de fazer duas recomendações acerca de “Rei Arthur”: 1) Não veja; e 2) caso faça questão, contrariando a importante recomendação número 1, esqueça tudo o que você já ouviu dizer sobre a lenda do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. O filme é péssimo, do início ao fim, nada salva, nem ao menos as cenas de batalha. Entre estas, uma ou outra você pode até gostar, mas a maioria é ruim. Resumindo é perda de tempo e dinheiro ver o longa, que consegue ser pior do que “Lancelot”, com Sean Connery e Richard Gere.
O filme conta a história de Arthur (Clive Owen, de “A Identidade Bourne”), um cavaleiro que quer deixar a Bretanha e partir para Roma, a capital do império. Entretanto, antes que possa fazê-lo, Arthur e seus seguidores, os famosos Cavaleiros da Távola Redonda (Lancelot, Galahad, Bors, Tristan e Gawain), devem prestar um último serviço à Roma. Eles terão que resgatar uma família ligada ao Papa que está próxima a uma área invadida por saxões. Durante os percursos de ida e volta os cavaleiros terão alguns problemas, e ainda encontrarão a bela e corajosa woad (não me pergunte o que é isso) Guinevere (Keira Knightley, de Simplesmente Amor), que se juntará a eles nessa jornada. Devo confessar que não sei muita coisa, mas o que sei não bate em nada com o que aparece no filme. Não havia Roma; Guinevere conheceu Arthur nas vésperas do casamento e era rica, não uma mistura de Xena e Legolas; Merlin não era inimigo de Arthur e muito menos pai de Guinevere; etc.
Além dos fatos que foram brutalmente adulterados, “Rei Arthur” conta ainda com um grande número de acontecimentos que foram simplesmente desconsiderados, como a relação de Guinevere e Lancelot (aqui vivido por Ioan Gruffudd, que já está escalado para trabalhar em “Quarteto Fantástico”). No filme eles até tentam dar o indício de que há alguma coisa, mas nada se concretiza. Vou parar de falar pois senão estragarei as surpresas. Gostaram da piada? Como se houvesse alguma surpresa a ser estragada. São tantos clichês que com dez minutos de filme você já sabe o final. Falando em clichê, não devíamos chamar os cavaleiros de Arthur, Lancelot, Galahad, Bors, Tristan e Gawain, e sim de o “poço de moral”, o “virtuoso”, o “garanhão”, o “engraçadinho”, e por ai vai.
O pior de tudo é tratar este assassinato à lenda como “novas evidências históricas” sobre a realidade da mesma. Não é possível que os envolvidos na produção do filme realmente acreditem que Merlin e Guinevere fossem woads (novamente, não me perguntem o que é isso) ou... deixa pra lá... não tem como acreditar em nada que o filme trata.
Dirigido por Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”), o longa foi um dos maiores fracassos da temporada, o que felizmente deve fazer a Disney desconsiderar a hipótese de uma continuação. Em cerca de dez semanas em cartaz nos Estados Unidos, “Rei Arthur” rendeu pouco mais que US$ 50 milhões, nada perto dos US$ 90 milhões que foram gastos em sua produção. Outro grande problema do longa é o fato, já citado, dele ser produzido pela Disney. Desta forma tentaram transformar ele num novo “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”. Não digo isso em relação ao seu formato, mas à forma em que foi conduzido. Com o sucesso de “Piratas do Caribe”, o produtor Jerry Bruckheimer se afoitou na vontade de realizar um novo mega-sucesso de bilheteria para o estúdio. Agora, Jerry começa a trabalhar nas seqüências de “Piratas do Caribe”, que estrearão no mesmo ano. Espero que não se afoite novamente e estrague esta franquia que tem tudo para entrar para a história.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"De fato, o Sr. Lucas Salgado conhece pouco mesmo sobre o épico.
O filme é uma das melhores narrativas a respeito de Arthur, baseado em investigações arqueologicas, eu recomendo. "
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visitante Johny Santana De Araújo
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