[Escolha sua cidade] Brasil, 3 de setembro de 2010
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Katyn
Katyn (Polônia/2007)

Direção: Andrzej Wajda

Roteiro: Andrzej Wajda, Andrzej Mularczyk , Przemyslaw Nowakowski , Wladyslaw Pasikowski

Elenco: Artur Zmijewski (Andrzej), Maja Ostaszewska (Anna), Andrzej Chyra (Jerzy), Danuta Stenka (Róza)

[Veja os participantes de "Katyn"]

Duração: 118 min.

Gênero: Drama/Guerra

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No cinema, é melhor contar uma história velha de uma forma nova do que contar uma história nova de uma forma velha. “Katyn”, drama do diretor Andrzej Wajda sobre o massacre de oficiais do exército polonês na Segunda Guerra, é um exemplo disso, sem conseguir se desvencilhar de um cinema completamente convencional e repetindo os usuais tons pastéis que sempre colorem a filmografia ambientada na época. Linear e um pouco arrastado, mesmo o drama dos acontecimentos retratados não fazem de “Katyn” nada além de mais um mediano filme de guerra.
O Oscar 2008 viu mais uma vez o Brasil cair fora de uma indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e parte do motivo para isso foi a escolha desta produção polonesa. Trabalho do aclamado cineasta Andrzej Wajda, que por décadas tem descrito no cinema a história e as lutas de seu povo, “Katyn” gira em torno de um grupo de oficiais do exército polonês e de suas famílias, durante a dupla invasão da Polônia pelos exércitos alemão e soviético. Os oficiais são capturados no lado oriental do país e levados pelos soviéticos para um campo de prisioneiros de guerra à espera do fim dos conflitos, para que possam retornar à suas famílias. Enquanto isso, mães, esposas e filhos esperam na cidade de Cracóvia, dominada pelos alemães. Sem notícias dos prisioneiros, todos aguardam aflitos até surgirem anúncios de que o exército soviético haveria executado todos os oficiais. À medida que a Guerra se desenrola, a população terá que sobreviver a outro drama, quando o exército responsável pelas execuções toma a cidade de Cracóvia e começa a sistematicamente reescrever a história do massacre.
Acompanhando os últimos dias de um General e um Capitão da Cavalaria, este último narrando os acontecimentos do campo de prisioneiros em seu diário, o filme alterna entre a esfera militar e civil, com alguns momentos bem emocionantes. Mas o filme não se destaca nem por uma direção brilhante e nem grandes atuações, tornando-se arrastado e comum. A última parte do longa chega a ser desnecessária, transferindo o núcleo da narrativa para os jovens sobreviventes da Guerra e sua indignação com o domínio soviético em seu país. Nessa altura, a sensação de “mais do mesmo” já bateu no espectador e fica a dúvida sobre a escolha de “Katyn” no lugar do ótimo “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” pela Academia. Não é a toa que pré-seleções para Filme Estrangeiro sempre trazem em destaque o nome de seus realizadores. Não foi “Katyn” que desbancou “O Ano...”, foi Wadja que venceu Cao Hamburguer.
Gustavo Catão
Imagens de "Katyn"
Katyn Katyn
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"Andrzej Wajda passou grande parte da sua longa carreira dramatizando grandes eventos da história polonesa, e esta característica pungente descreve as circunstâncias em torno da União Soviética que massacrou milhares de oficiais polacos na Primavera de 1940, e procurava acobertar o genocídio culpando o exercito nazista alemão. Katyn é o nome da floresta onde o exercito soviéticos secretamente assassinaram 15. 000 Oficiais de oficiais poloneses e intelectuais, enterrando-os em covas rasas, merecem atenção, mas apesar impulsos pessoais (o pai de Wajda foi uma vítima), Katyn é um decente filme. É uma história de lendas pessoais - desconhecido soldados e civis. Relembra uma tragédia nacional que não cessa, e que assombra. Com empenho e arte excepcional, o diretor Wajda faz um filme politicamente engajado, e vividamente trazem da Polônia, os efeitos das torturas através do século 20 e chama a atenção do mundo. A polônia foi o país mais invadido da Europa, devido a sua posição geográfica estratégica (o corredor polonês), passagem obrigatória pelas tropas militares entre o ocidente e o oriente. Tanto que no inicio da guerra, alemães e soviéticos ocupam a Polônia, sem declará-la guerra. Quer ou não Katyn é uma das obras primas da Wajda é um tema de discussão, é claramente o trabalho de um mestre cineasta, possivelmente em uma tarde pico de sua extensa carreira. Como um retrato do inferno na terra, Katyn merece ser visto por qualquer pessoa com um sentimento de história, no entanto, pode ser assustador. Na verdade, ele coloca todos os outros filmes de horror de vergonha. Embora nunca inferior a fascinante, Katyn alterna entre cenas de enorme poder e seqüências mais gentilmente descrito como obediente. É como se o artista está fazendo este filme para si próprio, seu pai, ou a toda a nação. Katyn é um poderoso corretivo a décadas de distorção e esquecimento da história da Polônia. O grande diretor polonês Andrzej Wajda procurou dramatizar uma deslumbrante atrocidade que o tempo acobertou. Nota 10."

visitante Willis De Faria

"Fiquei muito impressionado com o filme Katyn, dirigido pelo grande mestre do cinema mundial Andrzej Wajda. Primeiramente, porque ele tinha tudo para cair na tentação do maniqueísmo, revanchismo ou sentimentalismo, visto que o seu pai- (Jakob Wajda) na época Major - foi uma das 15 mil vítimas do massacre. Mais isso não ocorre. Pelo contrário, Wajda mostra ao mundo a verdade da autoria do massacre dos 15 mil oficiais poloneses na floresta de Katyn de forma objetiva e faz questão de inserir no filme a cena do capitão soviético que salva uma família polonesa, bem como mostra a traição de um tenente polonês - que depois se bandeou para o exército vermelho - e no final se suicida porque ele, que conhece a autoria do massacre, não consegue conviver com a mentira oficial do regime comunista que atribuiu o massacre à Hitler. A música de Penderecki (um dos maiores compositores de música clássica da atualidade) cria uma atmosfera de terror e dramaticidade; As fotografias de p. Edelman (o mesmo do o Pianista ) são magistrais - como por exemplo, cito a cena do Natal na qual a fotografia mostra num ângulo de cima o general, líder dos oficiais discursando para todos e depois eles cantam uma famosa música natalina polonesa - Bóg sie rodzi ( Deus nasceu ). Essa cena mostra a unidade daqueles oficiais que em breve se tornariam mártires da pátria. E não é so isso. Wajda consegue inovar a abordagem dos filmes sobre a 2a. Guerra Mundial, eis que a ótica do filme está focada nas mulheres poloneses dos oficiais presos - e também dos professores universitários - que buscam a verdade do fato com uma persistência impressionante, e ao mesmo tempo, esperam e até acreditam no retorno de seus maridos a seus lares, porque a realidade para elas da perda irreparável era dificil demais para aceitar e suportar. Percebe-se, assim, que Andrzej Wajda utiliza-se de uma narrativa não linear, visto que ao longo do filme, ora aparecem os oficiais presos, ora as suas mulheres buscando informações aqui e ali sobre o seu paradeiro ou então a tela mostra cenas históricas reais referentes ao massacre. Além disso, Wajda não se utiliza de bombardeio de aviões, metralhadoras, ele opta por mostrar imagens que falam por si. A única cena brutal é a execução dos oficiais no final do filme, aliás para fim ela constituiu um cena antológica!
Penso que Wajda cumpriu muito bem o seu objetivo: Mostrou de forma objetiva, clara e não raivosa que a autoria do massacre de Katyn foi de Stalin, e revelou ao mundo que as mulheres polonesas - e não apenas os oficiais e soldados poloneses - comprovam o quanto é verdadeiro a primeira frase do hino da Polônia - a Polônia não perecerá enquanto nós vivermos. Parabéns Andrzej Wajda pelo belíssimo filme! Um filme para ver e rever. "

visitante Rodrigo Lychowski
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