[Escolha sua cidade] Brasil, 30 de julho de 2010
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No Vale das Sombras
In the Valley of Elah (EUA/2007)

Direção: Paul Haggis

Roteiro: Paul Haggis, Mark Boal

Elenco: Tommy Lee Jones (Hank Deerfield), Charlize Theron (Det. Emily Sanders), Susan Sarandon (Joan Deerfield), James Franco (Dan Carnelli), Josh Brolin (Buchwald), Jason Patric (Kirklander), Jonathan Tucker (Mike Deerfield), Frances Fisher (Evie), Wes Chatham (Sargento Penning), Mehcad Brooks (Ennis Long), Brent Briscoe (Detetive Hodge)

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Gênero: Drama

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O nome de Paul Haggis por si só já é motivo para expectativa. Roteirista de nada menos que 6 dos roteiros mais quentes de 2004 a 2007 em Hollywood, Haggis também dirige este drama sobre a volta de um jovem para casa após servir na Guerra do Iraque. Tommy Lee Jones é um oficial do exército que, junto à sua esposa Joan (Susan Sarandon) e à Detetive Emily (Charlize Therón), busca pistas sobre o desaparecimento do filho, veterano de guerra. Indicado ao Leão de Ouro em Veneza em 2007 (quando ganhou o prêmio SIGNIS), Paul Haggis mais uma vez chega para mostrar que não só é um grande roteirista, como também um cineasta de peso.
Imagens de "No Vale das Sombras"
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

" “Programados para matar. “ Guerra após guerra, será sempre assim, em mais que dar aos jovens licença para matar, os fazem não mais raciocinar? Programando-os para matar, mas sem nem se preocuparem em desprogramá-los. O Vietnã não serviu de lição? E mais, permitindo até que se topem por drogas e bebidas para que aceitem a insensatez da guerra. Dos que lucram com as guerras. Ainda há uma maneira de contar a história da invasão dos Estados Unidos ao Iraque e suas conseqüências. Paul Haggis já expusera as mazelas do preconceito aos imigrantes ‘não-branquinhos’ em solo estadunidense, com o filme “Crash - No Limite“. Com esse “No Vale das Sombras“, o preconceito vem em dose exagerada, e pior, onde vêem na tortura, no assassinato com requinte de crueldade, algo normal. A ponto de não entender o choque de alguns diante de suas atrocidades. Agora, e a família, os pais, não sabem no que eles irão se tornar? Não ouvem nem um apelo choroso para o livrarem de um inferno? Transformando-os em assassinos cruéis realmente estariam honrando as cores da bandeira? Ou não seriam apenas peças descartáveis de um grupo seleto? Entrando no filme… Hank (Tommy Lee Jones) não entende o porque do filho ter chegado do Iraque e nem dera um sinal. Se quando esteve por lá, sempre se comunicavam. Ao ligar para o Quartel, descobre que ele está desaparecido. E que será punido caso não volte a Base. Ciente do quanto o filho é cumpridor do dever, dos horários, ele pressente que algo pode ter acontecido. Sendo um militar aposentado, resolve ir para lá e investigar o sumiço do filho. Impede a esposa (Susan Sarandon) de acompanhá-lo, dizendo que o filho pode estar com mulheres, farreando, e por conta disso não iria querer ver a mãe indo procurá-lo. Algo bem machista, e não será o único. Bem, o filme é calcado nesse pai, que até incentivou os dois filhos a seguirem a carreira militar. Perdeu o mais velho, e se vê agora diante da iminente perda do caçula. Sendo assim, o papel dessa mãe, foi pequeno para uma atriz do porte da Susan Sarandon. Mas suas poucas aparições foram eloqüentes. Uma mulher como tantas dona-de-casa, submissa ao marido. Que sabia que os filhos também não teriam vida própria. Que eles também eram submissos ao pai. No Quartel pede para ver o quarto do filho, é acompanhado por alguns companheiros do filhos. No quarto, sem que ninguém veja, pega a câmera digital do filho. Pois ele sempre lhe mandava fotos por email. Descobre também que há vários trechos de filmagens que o filho fez enquanto esteve na guerra. Mas por estarem meio danificados, um técnico diz que enviará aos poucos, conforme for limpando. O que esses vídeos mostram, todos nós já tomamos conhecimento pelas reportagens no mundo real. Só para ressaltar o filme é inspirado numa história real. Mesmo assim, a mim chocou. Ainda mais com o que vamos sabendo do que se passa ali dentro e fora do quartel. Pela selvageria com que tratam um outro ser humano. Dizer que eles não têm respeito, seria um elogio. Como Hank não recebe nenhuma ajuda da Base, resolve ir a Polícia. Na sala, enquanto aguarda, presencia uns tiras fazendo chacota, e de uma companheira de trabalho deles. Tipicamente machista. Ela é a Detetive Emily (Charlize Theron). Eles encaminham para ela as queixas que julgam mais banais. Numa de desqualificar seu apuro nas investigações. Hank a pega quase à beira de um ataque de nervos, o que a faz não explicar bem a uma jovem que veio reclamar do marido. Ele, um soldado, afogou o cachorro na frente do filho. Emily não tem noção ainda, de que esses jovens voltaram sem serem desprogramados. Hank conta o seu caso. Ela lhe diz que não tem como investigar, que é por conta dos militares. Algumas horas depois, um corpo é achado. Fora esquartejado e queimado. Ela avisa Hank. Na cena do crime, Hank, com muito mais experiência, da a ela informações que tanto os tiras, como os militares não perceberam. Pistas, que fazem com que ela comece a impor respeito a seu trabalho. “Há um câncer no mundo que precisa ser tratado antes que dizime os habitantes do planeta. Quem seria o Davi para enfrentar esse Golias? “ O filme começa mansinho, a tensão vai aparecendo aos poucos. Na meia hora final, confesso que fiquei estarrecida. Ainda mais sabendo que traz uma história real. Não liguem o reloginho para saber quem matou, se liguem no todo. Com os vídeos que Hank assiste ao longo dessa sua jornada, as outras peças desse quebra-cabeça vai sendo completo. Eu gostei muito! Esse entrou para a minha lista de que vale a pena rever. "

visitante Valéria Miguez
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