[Escolha sua cidade] Brasil, 3 de setembro de 2010
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Che 2 - A Guerrilha
Guerrilla (EUA/2008)

Direção: Steven Soderbergh

Roteiro: Peter Buchman, Benjamin A. van der Veen

Baseado na Obra de: Ernesto Che Guevara (Diário)

Elenco: Benicio Del Toro (Che Guevara), Benjamin Bratt , Franka Potente (Tania), Lou Diamond Phillips (Mario Monje), Kahlil Mendez (Urbano), Julia Ormond (Lisa Howard), Catalina Sandino Moreno (Aleida Guevara), Edgar Ramirez (Ciro Redondo), Demián Bichir (Fidel Castro), Rodrigo Santoro (Raul Castro), Joaquim de Almeida (Barrientos)

[Veja os participantes de "Che 2 - A Guerrilha"]

Gênero: Drama

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Segunda parte do ambicioso projeto de Steven Soderbergh, “Che 2 - A Guerrilha” concentra-se nos eventos na vida do revolucionário após o golpe em Cuba. Neste segundo longa, Soderbergh recria os anos após 1965, quando Che se infiltra na Bolívia para tentar a revolução no país. Porém, com o apoio dos EUA, o exército boliviano se aproxima cada vez mais dos poucos guerrilheiros que se escondem em suas florestas. Benicio Del Toro retorna ao papel de Che Guevara para esta segunda parte do enorme projeto do diretor americano.
Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"“Che – a Guerrilha” é a segunda e última parte de uma cinebiografia comandada pelo cineasta Steven Soderbergh. Cinebiografia esta que, indubitavelmente, funcionaria muito melhor caso tivesse sido limitada a um único e completo episódio. Digo isso pois o que falta a este segundo capítulo é, acima de tudo, consistência. Na tentativa de prolongar demais uma empreitada que pouco acrescentou ao mito Che Guevara, o roteiro nos dá a impressão de ser desnecessária e excessivamente aguado, uma vez que, sejamos francos, quando o assunto diz respeito à campanha boliviana protagonizada pelo maior ícone marxista da história do continente americano, só nos interessa mesmo o final desta, onde tem-se a captura e o assassinato do guerrilheiro.
Logo, os quase vinte longos minutos iniciais se mostram visivelmente dispensáveis, já que, mesmo com uma primorosa direção de Soderbergh, pouco acrescenta ao espectador que almeja ampliar os seus conhecimentos sobre a história deste bravo homem. Que Che só conseguiu adentrar a Bolívia sob um perfeito disfarce em virtude do receio que os países capitalistas passaram a nutrir sobre ele após a sua campanha em Cuba todo mundo já sabe e, francamente, não seriam necessários mais do que cinco minutos de projeção para tal. Chegamos então à incursão do líder guerrilheiro e seu grupo pelas selvas bolivianas. O filme se torna suficientemente interessante, principalmente quando temos ciência de que as chances de sucesso do bando são praticamente insólitas e, por mais previsível que o desfecho seja (todos sabem que, a menos neste filme, o mocinho morre no final, não? ), Não há como não partilharmos da angústia pela qual o pequeno agrupamento passa. Essa angustia, no entanto, vai tornando-se um atrativo cada vez mais incapaz de prender a atenção do público conforme a projeção vai se desenvolvendo. As traições internas, a fome, as doenças e os riscos que passam a conviver com o grupo perdem um pouco de sua força dramática e, por mais interessantes que sejam, revelam-se repetitivas e monótonas.
E se no longa anterior tínhamos uma montagem que nos remetia a uma série de entrevistas protagonizadas por Che nos Estados Unidos a fim de quebrar um pouco o ritmo da campanha cubana e nos apresentar aos ideais que, de certa forma, acabaram colaborando mais para a imortalização do ídolo do que os seus próprios feitos em campo de batalha, nesta segunda parte temos uma edição linear e episódica que, salvo nos momentos em que nos apetece mostrar o modo como o governo utilizou a mídia para manipular o povo, acabou se revelando previsível demais. O final é muito bom, apesar da falta de emoção que fora adotada aqui. É sempre maravilhoso para nós, céticos (ou, no meu caso e no caso de mais alguns, semi-céticos ou céticos passivos), assistirmos a uma releitura de um dos momentos mais fortes da história do ateísmo: Che respondendo ao indivíduo que lhe pergunta: “___ Não crê em Deus? Crê em que então? ”, “___ Eu creio em pessoas. ” ___ Ratificando a sua (des)crença o mais célebre argentino da década de 1. 950. Mais maravilhoso ainda é notarmos o quão imparcial o roteiro e o diretor se mostram aqui. Nada de estereótipos, nada de clichês do gênero, bem como câmera slow motion durante a execução do líder latino-americano. Há apenas dois tiros, uma queda e uma morte. Felizmente ficamos isentos de executores hiperbolicamente cruéis, atos ufanistas por parte do executado e outras coisas que poderiam ter sido erroneamente inseridas aqui. Pálido, insosso e desnecessário (salvo em seus momentos finais), “Che – a Guerrilha” seria infinitamente mais eficiente caso fosse anexado aos minutos finais de seu antecessor, mas em uma versão infinitamente mais reduzida (assim como aconteceu em Cannes). A direção semi-documental de Soderbergh (que mesmo estando visivelmente aquém ao seu trabalho antrerior, mostrou um ótimo desempenho neste longa), as cenas de batalha, a agonia e o pessimismo que tomaram contam da tropa liderada por Guevara e, principalmente, a excepcionalmente competente atuação de Del Toro fazem com que a obra seja mais do que digna de ser assistida, ainda que pouco acrescente à sétima arte ou até mesmo à carreira de seu diretor.
Avaliação Final: 7,3 na escala de 10,0. "

visitante Daniel Esteves De Barros
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