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Zona Verde


Green Zone (EUA/2010)

 



Direção: Paul Greengrass

Roteiro: Brian Helgeland

Baseado na Obra de: Rajiv Chandrasekaran (Imperial Life in the Emerald City: Inside Iraq`s Green Zone)

Elenco: Matt Damon (Roy Miller), Greg Kinnear (Clark Poundstone), Brendan Gleeson (), Jason Isaacs (Maj. Briggs), Amy Ryan (Lawrie Dayne), Khalid Abdalla (Freddy), Said Faraj (Seyyed)

 

Duração: 115 min | Gênero: Drama, Guerra

 

crítica por Gustavo Catão

Tudo bem que Matt Damon não seria a figura que é hoje em Hollywood se não fosse “Gênio Indomável”, excelente longa que deu a ele e a seus amigo Ben Affleck o Oscar de melhor roteiro e realmente iniciou as carreiras de atores dos dois. Mas a carreira de Damon como ator de ação se deve essencialmente à trilogia do espião Jason Bourne e ao diretor Paul Greengrass, responsável pelo segundo e terceiro longas da franquia. E é novamente nas mãos de Greengrass que Matt Damon se destaca nesta empolgante ação, “Zona Verde”.
Passado em 2003, “Zona Verde” acompanha o subtenente Roy Miller em sua campanha no Iraque em busca de armas de destruição em massa. Ele e sua equipe, conhecida como MET D, vão de local em local em meio ao caos de um Iraque recém invadido em busca das armas que teriam justificado a guerra. Mas a cada novo sítio explorado, Miller não encontra nada, até que suas frustrações o colocam em contato com o agente da CIA Martin Brown (Brendan Glesson, muito bom), que lhe aconselha investigar mais a fundo o caso. Isso coloca Miller e Brown em conflito direto com Clark Poudstone (Greg Kinnear), agente da inteligência apressado em ver a guerra encerrada e o início da implantação do novo governo no Iraque. Em suas investigações, Miller conhece Freddy (Khalid Abdalla, de “O Caçador de Pipas”), um iraquiano disposto a confiar nos soldados americanos em sua pátria, que aceita servir de intérprete de Miller.
O que impressiona em “Zona Verde” é o detalhamento com que os acontecimentos são retratados durante a invasão do Iraque e a riqueza na construção de uma operação militar como aquela nas telas. Experiente diretor de documentários, sendo responsável pelo premiado “Voo United 93”, Paul Greengrass usou essa experiência para reproduzir com fidelidade o ambiente nas tropas americanas em 2003, incluindo no próprio elenco do filme vários veteranos da guerra. Na equipe de Miller, a MET D, o atirador que viaja no topo do Humvee é Michael Dwyer, veterano que lutou em Falluja em 2006 e voltou ao Iraque em 2008. Henne, intérprete da MET D, é outro militar, o soldado Nathan Lewis. Além de vários figurantes contratados em bases militares, além de consultores que participaram da verdadeira missão de encontrar armas de destruição em massa no Iraque. Até as armas que os soldados carregam e o interior dos veículos foram modificados de acordo com sugestões de soldados que estiveram no combate. Todo esse cuidado traz para o filme e em especial para as cenas de ação uma credibilidade muito maior, aumentando ainda mais a tensão no longa. Ação, inclusive, é um dos pontos fortes de “Zona Verde”, novamente trazendo muito do estilo dinâmico e até um pouco cru que Greengrass usou em “O Ultimado Bourne”, com muitas cenas de câmera na mão e uma fotografia bastante granulosa e escura.
”Zona Verde” é essencialmente um filme de ação. A investigação que o personagem de Damon realiza ao longo do filme é interessante e permite algumas surpresas bacanas pela trama, mas nada que possa se dizer polêmico ou mesmo revelador (todo mundo tá cansado de saber no que deu a história das armas de destruição em massa). E esse não é de forma alguma o objetivo do filme. Assim como nos filmes de Bourne, o thriller trazido às telas por Greengrass é uma ficção empolgante que usa como pano de fundo um acontecimento real e recente. O que não lhe tira o mérito de cinema de excelente qualidade.

 

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

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