|
|
 |
 |
 |
 |
|
|
|
|
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
 |
A Pele
Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus (EUA/2006)
|
 |
 |
|
|
 |
“Um Retrato Imaginário de Diane Arbus”... hum, imaginário. Mas o quê é uma biografia imaginária? Com certeza, o filme do diretor Steven Shainberg não é tremendamente informativo sobre quem foi essa fotógrafa norte-americana tão renomada. Afinal, quem se dispõe a assistir “A Pele” provavelmente já sabe que Diane Arbus trabalhava com o marido Allan Arbus nos anos 50 fazendo fotografias para revistas e campanhas publicitárias, mas depois de se separarem a fotógrafa se dedicou à produção artística, concentrando-se na fotografia de pessoas marginalizadas, em especial aquelas que fugiam ao parâmetro de beleza imposto pela fotografia da época (anões, travestis, doentes mentais...). E devo dizer que nem isso fica totalmente explicado no filme. Então sobre o que são os 120 minutos de “A Pele”? A perspectiva aqui é a exploração da temática do trabalho de Diane Arbus. Personagens fictícios são apresentados de forma a introduzir na vida da dona de casa americana os elementos que seriam inspiração à sua fotografia, colocando literalmente em sua cabeça (o vizinho do andar de cima) um homem que sofre de uma deformação que o mantém marginalizado. Esse homem, Lionell (interpretado por Robert Downey Jr.), vive isolado em seu apartamento, saindo em público apenas com uma máscara, o quê atrai imediatamente a curiosidade da reprimida Diane (Nicole Kidman). A insatisfação de Diane no trabalho faz com que seu marido, Allan (Ty Burrell), encoraje a esposa a procurar novos temas de fotografia, e ela rapidamente se envolve com o misterioso homem do andar de cima. Os dois desenvolvem uma relação de mentor e discípula, em que Lionell apresenta a Diane todo um mundo à beira da sociedade, revelando a humanidade e a beleza por trás desses proscritos. As novas amizades de Diane acabam por separá-la de sua família, que não se sente à vontade perto de pessoas tão estranhas, principalmente afetando seu casamento. O filme é esteticamente interessante, trabalhando muito com os figurinos e as cores dos cenários. Digo interessante porque a isso se limita este “A Pele”: um trabalho original, bem atuado, mas de forma alguma espetacular. Um inesperado conservadorismo permeia o filme, sempre contornando o que poderia ser realmente espinhoso ou desagradável. Infelizmente, o medo de se arriscar no mundo do bizarro também faz de “A Pele” um filme com medo de sua identidade. Aqui faço um adendo que pode não ser bem-vindo por quem não assistiu o filme. Adotar uma visão imaginária sobre o início da carreira de Diane Arbus é criativo mas, na minha opinião, um pouco injusto. A verdadeira mentora de Diane Arbus foi a fotógrafa Lisette Model, e não um homem deformado. Enquanto na vida real Lisette ajudou Diane a desenvolver sua técnica como artista, Lionell é a imagem do bizarro que é base para a fotografia de Diane. No mundo real temos uma mulher envolvida em um mundo preso a parâmetros de beleza conservadores, que para ela não são a representação da realidade. É Diane quem questiona esses valores e procura retratar um "outro" mundo. No filme essa fuga aos padrões fica nas mãos de Lionell, que guia a curiosidade de Diane através de sua realidade marginal. Essa posição de passividade da artista é intensificada pelo trabalho fotográfico da personagem de Kidman ao longo do filme. Todas as fotos tiradas pela dona de casa são da escada que leva de sua casa para a de Lionell, significando que Lionell seria o caminho para a produção artística de Diane. Não é mais o fotógrafo, e sim o fotografado, quem busca a fuga do lugar comum.
|
 |
|
|
 |
| Trailer de A Pele |
Idioma: Inglês/Sem Legendas
|
|
 |
|
Assista ao vídeo no formato:
Médio
:
Grande
Fonte: Apple Movies
|
|
|
 |
|
|
 |
 |
|
Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
|
 |
|
"O filme desperdiça a oportunidade singular de apresentar uma biografia mais consistente, original e verdadeira da fotógrafa Diane Arbus. A história é mal estruturada - embora a intenção seja sincera - e superficial. Nicole Kidman sussurra durante todo o filme, com medo de sua própria atuação.
A transição de Diane é mal explicada, assim como sua atitude em relação a toda opressão que sente. Por outro lado, como é possível uma moça tão reprimida e subserviente tornar-se amante do vizinho e esquecer a própria família?
Já Robert Dawney está maravilhoso, como sempre. Seus olhos, mãos e sua voz (não é à toa que ele tornou-se um cantor de voz sexy e arrebatadora) são fundamentais para o desenrolar da paixão e confusão de Arbus, assim como outros sentimentos desvelados no filme. Seu olhar na foto de Diane é comovente, sutil e avassalador.
O filme não decola, mas Robert Downey está convincente e sedutor no seu papel, apesar da bizarrice do seu personagem. "
|
|
visitante Katia Chavarry
|
 |
|
|
|
 |
|
 |
|
|
|
|

|
 |
 |
 |

|
|
|
|