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Firewall - Segurança em Risco
Firewall (EUA/2006)
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"Nada é mais perigoso do que um homem que não tem nada a perder"
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Assistir “Firewall – Segurança em Risco” traz a seguinte dúvida à cabeça: Como é que Harrison Ford, que tantos anos atrás foi galã e astro de ação como em “Guerra nas Estrelas” vai ser capaz de encarnar mais uma vez o heróico Indiana Jones? O ator, que já está nos seus 63 anos e acumula uma carreira de quase 40 filmes mostra em “Firewall” que, apropriadamente para esta trama, o ator já está com cara de pai de família em fim de carreira. Mas nem essa oportuna identificação entre ator e personagem consegue tirar este thriller dirigido por Richard Loncraine do caldeirão de clichês que ele é. A base da trama de “Firewall” já é o primeiro indício de que o filme não tem como vantagens suas originalidade. A história de um grupo de criminosos que seqüestra um membro de um banco para realizar um assalto milionário já foi tanto explorada no cinema, que quase ganha sua própria prateleira na locadora (se houvesse uma locadora do CAFRI, nós teríamos prateleiras como esta). Junto a esta base temos uma invasão high-tech pelos computadores do banco (já foi feito), a família do mocinho sendo mantida refém enquanto ele ajuda no assalto (feito) e reviravoltas que necessitam de grandes saques e dispositivos tecnológicos exagerados para colocar a família do mocinho à salvo e os bandidos não (adivinhem... feito!). “Dando nomes aos bois”, como diria o ditado de origem campestre, vamos à história do filme. Jack (Ford) é chefe de segurança eletrônica de uma pequena rede de bancos que está se preparando para uma grande fusão com uma companhia maior. Um executivo do alto escalão, ele vive uma vida de luxo com sua esposa Beth (Virginia Madsen) e seus dois filhos. Porém, por causa de seus conhecimentos de computação e acesso aos sistemas do banco, Jack se torna o alvo do bandido da história, Bill (Paul Bettany, de “Dogville”). O vilão e seu grupo de capangas coadjuvantes descartáveis entram em cena ao invadir a casa de Jack e tomar toda sua família como reféns. Através de um grande aparato tecnológico, eles colocam sob constante vigilância a família Stanfield, restando a Jack apenas uma opção: colaborar (claro que isso não acontece de verdade, já que nesse caso o filme teria muito pouca graça). O maior problema de “Firewall” é que os clichês não se limitam a uma trama muito batida. O vilão, quase onisciente, comete erros idiotas e previsíveis, chegando até ao cúmulo do clichê que é matar os próprios capangas. As viradas sempre se apóiam em aparatos tecnológicos, incluindo uma “gambiarra” inventada por Jack que faria até MacGyver ficar sem palavras (para quem viu, o negócio da máquina de fax). O desfile do “já vi isso em outro filme” culmina com a cena final, na qual não me surpreenderia se o logotipo da Kodak aparecesse no canto e todos posassem para a foto. Mas apesar de tantos furos, a verdade é que como diversão descartável (e bota descartável nisso!), "Firewall" é até uma boa opção para, digamos, filme na TV em um dia de semana.
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Gustavo Catão
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