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Uma Vida Iluminada
Everything is Illuminated (EUA/2005)
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"Deixe o normal para trás"
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Meu Deus, o que fazia Liev Schreiber à frente das câmeras? De coadjuvante canastrão de filmes médios (“Sob o Domínio do Mal”, “Kate & Leopold” e “A Soma de Todos os Medos”), o ator se revela um cineasta promissor com este “Uma Vida Iluminada”. Além de dirigir o longa, Schreiber assina o roteiro do mesmo. Roteiro este que saiu premiado da última Mostra de Cinema de São Paulo. Falando em prêmios, o filme levou ainda o Prêmio Lanterna Mágica no último Festival de Veneza.
É extremamente difícil de se explicar "Everything is Illuminated" (no original). O longa segue diretamente sua tagline (“Deixe o normal para trás”). Trata-se de um filme único, que ataca diretamente o saudosismo da cinefilia mundial que, em sua maioria, não vê que filmes novos, e a vida moderna, possam celebrar o passado. É isso que este filme almeja, uma celebração atual da preservação das nossas lembranças, coletivas e individuais. Parece cult? E o é! Em alguns momentos, inclusive, nos lembra Emir Kusturica, no que diz respeito as situações surreais presentes em seus filmes, e neste. Então não deixe se enganar pela presença de Frodo, ou melhor, Elijah Wood no pôster. Não vá esperando um filme-pipoca.
Jonathan (Wood) é um jovem judeu americano, que vai até a Ucrânia em busca da mulher que salvou a vida de seu avô na Segunda Guerra Mundial. Ele é auxiliado nessa viagem por Alex Perchov (Eugene Hutz, vocalista da banda "Gogol Bordello" - que assina algumas das canções da excelente trilha do filme), um precário tradutor que mais atrapalha do que ajuda, e pelo avô de Alex (Boris Leskin), um motorista mal-humorado que anda sempre acompanhado de seu cachorro, batizado de Sammy Davis Jr.
Ao revisitar as mazelas da Segunda Guerra, Schreiber o faz de forma única, abrindo mão de todos os “clichês de filme de guerra”. A guerra aqui é revista da forma menos convencional possível. O agora cineasta consegue com o longa, além desta revisita única a tempos tão difíceis, realizar um drama cômico como não se encontra atualmente. Em certos momentos, lembra “Encontros e Desencontros”, principalmente nas piadas com relação a diferença das línguas.
Orçado em US$ 7 milhões, “Uma Vida Iluminada” tem alguns probleminhas, como o ritmo certas vezes demasiadamente lento, mas merece ser conferido por aqueles que gostam de um cinema pensante.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"O filme é realmente muito bom, e lembra sim alguns moentos do Kusturica, a trilha sonora é maravilhosa, o início é um pouco lento mas depois a narrativa vai te envolvendo.
Vale a pena conferir."
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visitante Cristina
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