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Enrolados


Tangled (EUA/2010)

 



Direção: Byron Howard, Nathan Greno

Roteiro: Dan Fogelman

Baseado na Obra de: Jacob Grimm ()

Elenco: Ron Perlman (voz do irmão Stabbington), Donna Murphy (voz da mãe Gothel), Jeffrey Tambor (voz do ladrão narigudo), Mandy Moore (voz de Rapunzel), Brad Garrett (voz do ladrão do gancho), M.C. Gainey (voz do Capitão da Guarda), Paul F. Tompkins (voz do ladrão baixo), Zachary Levi (voz de Flynn Ryder), Richard Kiel (voz de Vlad)

 

Duração: 110 min | Gênero: Animação, Comédia

 

crítica por Fred Burle

As raízes de “Enrolados” são expostas logo nos seus primeiros minutos, recheados de musiquinhas enjoadas, feitas para impregnar nos ouvidos das criancinhas e dos seus pobres pais: trata-se de mais um filme de princesa da Disney.

A bola da vez é Rapunzel, que apesar de ser protagonista de um dos mais famosos contos de fadas dos Irmãos Grimm e de já ter sido retratada inúmeras vezes no cinema (“Shrek”; “Barbie Rapunzel”), nunca antes ganhara um filme-solo com tamanho investimento.

Após a abertura insossa, a animação entra nos eixos e a história, assim como as piadas, começam a funcionar. A desmoralização dos príncipes está presente, como em boa parte das novas versões de contos de fadas para o cinema. É um recurso batido, mas a verdade é que o príncipe Flynn é a grande graça de “Enrolados”, que possui lá seus outros personagens feito para divertir – como o camaleão da Rapunzel, mas que não chegam a decolar.

O filme é ambientado num mundo permeado por vikings e celtas, algo que lhe confere ainda mais charme. As sequências musicais de Rapunzel num pub viking e no vilarejo celta são encantadoras, enquanto que outra sequência, de lançamento de balões iluminados ao céu, é de uma beleza e romantismo ímpar, especialmente se vistos numa sala de cinema que possua tecnologia 3D.

O fato é que, depois de John Lasseter assumir as rédeas criativas na Disney, os filmes daquele estúdio voltaram a ter a qualidade de antigamente, ainda que seguindo uma linha um pouco diferente.

“Enrolados” marca a estreia de Nathan Greno na direção de longametragens. Ele divide o cargo com Byron Howard, que antes dirigiu “Bolt”, uma das primeiras animações a serem lançadas em 3D, em 2008.

Esta Rapunzel da Disney dá sequência à tardia adequação das animações do estúdio ao formato CGI, mesmo que eles ainda utilizem partes do desenvolvimento das imagens em 2D. É também a continuação de uma boa sequência de filmes de princesa, iniciada com “Encantada” (2008) e “A Princesa e o Sapo” (2009).

O que vemos aqui é um longa divertidíssimo, de efeitos tridimensionais bem cuidados e visual deslumbrante. Nada como ter um John Lasseter como produtor mandachuva para salvar qualquer estúdio da decadência.

crítica por Plinio Meirelles

crítica por Lula Tdscko

 

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

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