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Tudo Acontece em Elizabethtown
Elizabethtown (EUA/2005)
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"Um ótimo lugar para se encontrar"
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Antes da cabine de imprensa de “Elizabethtown” (no original) ocorreu algo diferente do habitual nessas sessões: a assessora de imprensa da United International Pictures (UIP), distribuidora do longa no Brasil, chamou os críticos de cinema para uma sala de estar (normalmente todos vão direto para a sala de cinema da distribuidora). Enquanto todos se perguntavam o que estava acontecendo, a mesma assessora surgiu com um vídeo com uma mensagem para a imprensa do diretor Cameron Crowe, a qual só fez aumentar minha estima pelo cineasta. A mensagem tinha pouco mais de dois minutos e explicava porque ele realizou o filme. Crowe afirmou que estava envolvido em outro projeto quando sua esposa (Nancy Wilson, da banda “Heart”) o chamou para seguir com ela durante uma turnê pelos Estados Unidos. Em certo ponto da viagem eles pararam em Kentucky, cidade do pai de Crowe, na qual não comparecia desde o enterro do mesmo. Confuso com o retorno a cidade do pai, Cameron “largou” sua mulher na turnê, alugou um carro e percorreu as cidades da região. Foi daí que surgiu “Elizabethtown”. Entrando um pouco mais nos detalhes do filme, Crowe disse ainda que o personagem de Orlando Bloom significa uma jornada de vida e a de Kirsten Dunst, em contrapartida, é a trilha sonora dessa jornada.
Terminado o recado, o filme foi então exibido e, como esperava, é muito bom. Tudo bem que não é tão bom quanto “Jerry Maguire - A Grande Virada” ou “Quase Famosos”, mas é muito, muito superior à “Vanilla Sky”. O diretor deixou o experimentalismo de lado e voltou para a ficção quase que autobiográfica, como fizera em “Quase Famosos”.
Drew (Orlando Bloom) trabalha numa empresa de sapatos e tem que conviver com a idéia de que é um fracasso (ou um fiasco), pois o tênis que bolou para a companhia gerou um prejuízo de aproximadamente US$ 1 bilhão. Enquanto tenta assimilar tudo isso, Drew recebe a notícia de que seu pai faleceu e que ele precisa ir até Elizabethtown cuidar do funeral. Durante a viagem, Drew conhece a bela aeromoça Claire (Kirsten Dunst), que logo se transforma na única pessoa daquela região dos Estados Unidos que o compreende e os dois se tornam confidentes, passando horas e mais horas no telefone.
“Tudo Acontece em Elizabethtown” acaba não sendo um filmasso por dois motivos específicos: I) o fato de possuir muitas sub-tramas na tal Elizabethtown, sendo que a maioria é sem graça e algumas nem são concluídas, como a envolvendo o personagem de Bruce McGill; e II) Orlando Bloom, que, ao contrário de Tom Cruise em “Jerry Maguire - A Grande Virada” e Billy Crudup em “Quase Famosos”, não conquista totalmente a simpatia do público. Bloom se destaca em poucos momentos no filme, sendo ofuscado por Kirsten Dunst em boa parte das cenas em que estão juntos. Mas se por um lado Bloom é um dos pontos-fracos do filme, ele também é uma das principais curiosidades para se conferir o longa. Esta é a primeira vez que o ator pode ser visto com roupas normais em ambiente normais, ao contrário de nos épicos que está acostumado a fazer. Pensem só, “Ned Kelly”, “O Senhor dos Anéis”, “Os Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”, “Tróia”, “Cruzada”, ele só fez épico! Outro grande motivo para se ver o longa, este um motivo para os homens, é Jessica Biel. Tudo bem que é só uma pontinha, que ela só tem meia-dúzia de falas, mas é Jessica Biel!
Curiosidades: 1 - Jane Fonda foi contratada para viver a mãe de Drew, mas desistiu após as filmagens do filme serem adiadas e o papel foi para Susan Sarandon; 2 - Após uma recusa inicial de Bloom, Ashton Kutcher foi o escolhido para viver Drew, mas acabou fora dos planos por não possuir nenhuma química com Kirsten Dunst; 3 - Dunst, por sua vez, recusou inicialmente o papel de Claire, pois já estava comprometida com “A Vila”, só aceitou o papel após desistir do longa de M. Night Shyamalan; 4 - Evan Rachel Wood e Jessica Biel foram cotadas para viver Claire.
Não deixe de conferir “Tudo Acontece em Elizabethtown”, um filme que tem sim alguns problemas aqui acolá, mas que lhe encantará com sua simpática e inteligente trama e com sua belíssima trilha sonora. Em 2000, assim que saí da sessão de “Quase Famosos” entrei numa loja de discos para procurar o CD da trilha sonora, aqui acontece o mesmo. Um apaixonado por música confesso, Cameron Crowe sempre capricha na trilha, que neste filme conta com as presenças de Tom Petty, Elton John, U2 e sua esposa Nancy Wilson. O longa foi um fracasso total de público nos Estados Unidos, mas não se deixe levar por essa má impressão, afinal de contas, “Quase Famosos” também foi um fracasso de bilheteria.
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Lucas Salgado
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Eu simplesmente amo esse filme! De tanto que gosto, comprei um só pra mim.... É como se fosse uma bálsamo de conforto em minha vida, pois quando me sinto nervosa com a vida e com os problemas, assisto este filme magnífico com sua mensagem de beleza e amor à família e às pessoas que realmente importam!
Recomendo à todos, pois sua mensagem simples e maravilhosa, é uma lição de amor e otimismo! Assistam! Vale a pena..
Só gostaria de adquirir a trilha sonora, porém é importada... "
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visitante Patrícia Esteves Rodrigues
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"Adorei o filme!
A viagem de volta feita de carro é maravilhosa por causa da trilha sonora fantástica.
Não encontrei ainda a trilha sonora para comprar e isso é uma pena! "
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visitante Aline
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