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Malditas Aranhas!
Eight Legged Freaks (EUA/2002)
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"Você odeia aranhas? Você realmente odeia aranhas? Tudo bem, elas também não gostam de você."
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A pergunta que vocês devem estar se fazendo é: Como esse filme conseguiu 3 estrelas no nosso conceito? Como um filme sobre aranhas gigantes atacando uma cidade pode ser bom? ”Malditas Aranhas!” é bom por um simples motivo: é um filme trash engraçado. Ele supera os outros de sua categoria pois evita alguns poucos clichês que podem tornar um filme excessivo, para abraçar todas as outras possíveis situações, por mais óbvias e repetidas que possam ser. O enredo é o mais simples possível: uma substância tóxica (Que novidade!) cai em um rio na pacata cidade de Prosperity, no Arizona. O dono de um museu de aranhas (que, é claro, tem todas as possíveis espécies de aranhas agressivas e perigosas), que mora ao lado do rio, começa a alimentá-las com insetos que vivem no lago, iniciando uma reação nas aranhas, que começam a crescer. É claro que elas fogem, crescem, crescem e atacam os moradores da cidade. Mas a história não estaria completa sem o mocinho da história, Chris (David Arquette, o único ator conhecido em todo o elenco), que volta a cidade para reinvestir nas minas de ouro do pai, tirando a cidade da recessão, e, é claro, reconquistar o seu grande amor, Sam, a bela policial solteira, mãe de dois filhos. Nesse momento o diretor dispensou o roteirista e disse: “Chega de enredo! Que entrem as aranhas!”. É claro que nenhuma aranha entrou, e sim um bando de programadores, que criaram toda uma gama de aranhas gigantes para pularem nas pessoas, nos carros, nos animais de estimação, e em basicamente qualquer coisa que se movesse no filme. Retirando-se alguns poucos minutos gastos para explicar a história e introduzir os personagens, a grande maioria do filme se concentra nos ataques das aranhas, que são realistas tanto em efeitos visuais quanto em movimentos e técnicas de “caça”. Mas é aí que o filme se sobressai: no lugar de uma grande quantidade de sangue e violência (normalmente tão excessiva em filmes trash que chega a ser cansativa), optou-se por sequências em que se cortam as cenas após as aranhas agarrarem suas vítimas. As únicas coisas que são esmagadas, e tem seu líquido verde e gosmento espalhando para todos os lados, são as aranhas (um clássico clichê do cinema trash). Outro clichê é a clara profusão de personagens, a maioria presente apenas para servir de lanche aos aracnídeos mutantes. Os personagens também são os estereótipos clássicos, como o prefeito corrupto, ou a filha adolescente revoltada, mas um deles chama a atenção: o radialista Harlan, interpretado por Doug E. Doug, que é muito engraçado, e tem sempre uma teoria conspiratória para explicar qualquer coisa no filme. Uma outra característica de filmes como esse são as explicações “científicas” para qualquer coisa estranha que possa acontecer. Esse artifício também não foi usado, afinal de contas, para que queremos saber por quê as aranhas ficaram grandes? Então, se você estiver disposto a aceitar a história boba e previsível, as atuações fracas, e as piadinhas idiotas enquanto os personagens são atacados por aranhas do tamanho de pessoas (e outras maiores), esse é um bom filme, uma diversão descontraída para uma tarde de ócio. E, a propósito, se você realmente assistir “Malditas Aranhas!”, preste atenção na música de fundo. É que a música instrumental, usada nas cenas de silêncio enquanto se espera que a próxima criatura “pule” em cena, é aquela antiga musiquinha infantil: “A pequena aranha, subiu pela parede...”.
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Gustavo Catão
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Só quero ressaltar que o cr´tico que escreveu está errado ao dizer que David Arquette é o único ator conhecido do filme. Temos também a fabulosa Scarlett Johanson! "
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visitante Wellington Azevedo
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