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Edison - Poder e Corrupção
Edison (EUA/2005)
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"Nesta cidade, apenas os policiais estão acima da lei"
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À primeira vista, este poderia ser um instigante thriller policial, com personagens complexos, cheios de traições e segredos. Afinal, com Kevin Spacey e Morgan Freeman estampados no pôster do filme, nada poderia dar errado. Mas nem Spacey nem Freeman são suficientes para compensar outra figura presente não só nos cartazes como em todo o filme: o cantor Justin Timberlake. Aliado a um roteiro quase sem continuidade e cheio de situações pouco verossímeis, Timberlake consegue transformar “Edison” em um retumbante fracasso. ”Edison - Poder e Corrupção” é a história do jovem Pollack (Timberlake) que aspira ser jornalista e escreve para um jornal comunitário. Após cobrir um julgamento de homicídio, Pollack tira a incrível, quase profética conclusão de que há algo errado no crime e que, logicamente, a polícia toda deve ser corrupta. Inicialmente isso gera uma briga com o dono do jornal, Ashford (Freeman), um repórter cheio de importantes prêmios internacionais e que por algum motivo é dono de um jornaleco e mora numa cobertura riquíssima. Ashford parece ter os pés no chão e enxerga quão vazias são as teorias de Pollack, mas depois incentiva o garoto para que a trama possa ter prosseguimento. Começa então uma incrivelmente curta investigação, que se resume basicamente a não conseguir acessar os arquivos da polícia, seguida de uma surra mal justificada que deixa Pollack e sua namorada no hospital. Agora que os detetives da F.R.A.T. já assinaram sua sentença de culpados (F.R.A.T. é First Response Assault and Tactical, o grupo de elite da polícia de Edison), o filme tenta evoluir para vários rumos sem se decidir sobre o que exatamente seria a história. Durante alguns momentos vemos o detetive Deed numa crise de consciência, em outros o chefe de polícia discutindo os riscos da carreira policial ou desviando de balas usando terno e gravata, em algumas outras uma cena de ação envolvendo um lança-chamas (!!!) e no que sobra temos Pollack choramingando por não ter coragem de levar suas denúncias a público. Em cima dessa confusão ainda existe uma conspiração das grandes empresas da cidade numa espécie de “reconstrução a la Delta City”, igual a de “Robocop - O Policial do Futuro”. Com uma trama dessas, sobra pouco espaço para problemas técnicos, mas eles estão lá na forma de uma total ausência de continuistas e uma edição quebrada como a de um videoclipe (como se o filme já não fosse fragmentado o suficiente). O elenco faz sua parte para jogar mais uma pá de terra no caixão de “Edison”, com Kevin Spacey fazendo cara de “estou sendo obrigado a trabalhar neste filme”. Morgan Freeman também não ajuda, mas seu papel não permitiria muito mais, e ele ainda tem de contracenar quase sempre com Justin Timberlake. E falando em Timberlake, o quê leva um cantor de boy band a ingressar na carreira de ator? O primeiro palpite seria a carreira invariavelmente curta deste tipo de banda, junto à grande exposição na mídia no auge de seu sucesso, o quê permitiria contatos para ingressar em quase todo gênero de arte (não me surpreenderia ver um rebento do N’Sync estrelando um seriado ou publicando um livro). Tanto que, daqui por diante, teremos o cantor em vários longas já em pós-produção ou confirmados, como por exemplo na 3ª seqüência da animação “Shrek”. E como se um músico comercial não bastasse, o detetive Deed é interpretado pelo rapper LL Cool J, que pelo menos já tem uma carreira razoável nos cinemas e pode receber a alcunha de “ator”. Encontrar falhas em “Edison” seria trabalho demais para um só crítico. O mesmo não acontece quanto aos seus atributos. Entre as poucas “diversões” do filme, o grupo F.R.A.T. é hilário com sua postura de policiais psicopatas armados até os dentes. De um ponto de vista mais agressivo, também é hilária a tentativa de interpretação de Timberlake. Só resta mesmo esperar que ele aprenda a atuar para seu próximo papel.
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Gustavo Catão
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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" “A realidade é uma merda. A primeira coisa que se faz, quando ela nos alcança é nos perguntar onde estamos. Nós fazemos nossas coisas, vocês fazem a sua. Mas lembrem-se é um mundo sujo. E, sem nós seria bem mais sujo. “
Esse, não é um filme para descobrir quem mata quem. Pois de cara já sabemos quem são eles. Assim, acompanhamos para saber porque matam. No mundo real com um número crescente na violência urbana nas grandes cidades, quando ficamos sabendo de uma onde a criminalidade diminuiu drasticamente fica uma esperança de que há uma saída para as demais. Algo como o Tolerância Zero em Nova Iorque. Agora, ao ver que o que pode ter acontecido foi como nesse filme, “Edison - Poder e Corrupção“, fica uma dúvida se fecharíamos os olhos para essa limpeza no submundo; E assim, tal qual eles fizeram. O lance que com o desenrolar da história, esse mar de tranqüilidade, favoreceu mesmo foram as faixas mais elevadas da pirâmide social. A base dessa pirâmide ficou desassistida, e por não terem dinheiro para pagar o Sistema, ou como na história do filme pagar para mantê-lo operante. Sendo assim, tem algo errado nessa diminuição da violência nas ruas.
O filme começa com a reflexão de um jovem policial, Deed (ll Cool), e termina com outra de um jovem jornalista, Pollack (Justin Timberlake). Os dois que farão a diferença num mar de corrupção na cidade de Edson. Mas não apenas será fácil, como terão que ter ajuda. E virá do melhor investigador da cidade, Wallace (Kevin Spacey). Esse, gostaria de desmascarar toda essa rede de corrupção que tem como ‘profissionais da faxina’ o grupamento anti-drogas frat (Força Tática de Defesa e Ataque). O outro será Moses (Morgan Freeman). Que impõe a Pollack algumas barreiras, mas mais para testá-lo se quer mesmo levar adiante a reportagem contando a sugeirada dos integrantes da frat. Que será um grande furo de reportagem, mas que ele pode acabar é furado de balas.
Deed, por estar querendo constituir família, o qual é proibido casar aos integrantes da frat, começa a vê-la com outros olhos. Tem que ter um que de psicopata para fazer o que o seu companheiro, Frances (Dylan McDermont) faz, por exemplo. Mas ele não quer ser um delator. Então precisa achar um jeito de sair daquela teia de corrupção sem se sentir culpado.
“A justiça é muito parecida com o jornalismo. Às vezes, as perguntas mais importantes são as que resolvemos não fazer. “
Os fins justificando os meios? É, o filme leva a várias reflexões. Mesmo que na balança pese um ‘Basta a violência! ’. Às vezes, o preço é muito alto. Como também alguém poderá sair ferido nessa. Agora, que o meu grito mais forte é um ‘não a corrupção! ‘, Disso eu não abro mão
Eu gostei! Para ver e rever.
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visitante Valéria Miguez
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