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Dungeons & Dragons
Dungeons & Dragons (EUA/2000)
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"Isso não é só um jogo"
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Primeiro gostaria de esclarecer que a crítica a seguir é não só de um cinéfilo como também de um jogador e fã do famoso RPG Dungeons & Dragons. Tendo dito isso comecemos pela história. Em uma terra de mágicas, monstros e dragões, o povo é governado por uma imperatriz e um conselho de magos. A jovem Imperatriz Savina (Zoe McLellan) sonha com um reino onde magos e plebeus são iguais, o que desperta a ira do mago Profion (Jeremy Irons), que planeja dominar o reino. Para isso ele precisa roubar o cetro de Savina, que tem o poder de controlar os dragões dourados. Com medo de perder seu poder, ela descobre a existência de um segundo cetro, que teria o poder de controlar os dragões vermelhos. No meio desse conflito dois ladrões acabam de posse do único mapa que levaria ao segundo cetro, e se associam a uma elfa, uma maga aprendiz e um guerreiro anão para encontrá-lo. E fica nisso o filme. Tanto a história quanto os personagens não são desenvolvidos, o que deixa o filme previsível e repetitivo. Os efeitos especiais são fracos, e quando vemos o primeiro dragão nos perguntamos porque a Industrial Light and Magic não emprestou o Draco (o dragão de “Coração de Dragão”) para fazer uma pontinha. As atuações também deixam a desejar. Jeremy Irons está um pouco exagerado no papel, mas até que combina com o personagem. Zoe McLellan deve ter achado que toda imperatriz de mundos fictícios é igual à Rainha Amidala (de “A Ameaça Fantasma”), e nem com essa inspiração ela conseguiu impor algum respeito. Outro personagem que parece ter sido tirado de “A Ameaça Fantasma” é o ladrão Snails (Marlon Wayans) que está igualzinho ao Jar Jar Binks. Nem Justin Whalin convence no papel do super ladrão que não consegue roubar nada mas sozinho salva o reino (se tinham dois ladrões, um guerreiro, uma maga e uma elfa rastreadora, porque só um deles faz tudo no filme?) Enfim, “Dungeons & Dragons” é decepcionante. E se alguém estiver procurando roteiristas, eu conheço pelo menos uma dúzia de jogadores de Dungeons & Dragons que escreveriam aventuras melhores que essa.
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Gustavo Catão
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