|
|
 |
 |
 |
 |
|
|
|
|
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
 |
Estrela Solitária
Don`t Come Knocking (EUA/2005)
|
 |
 |
|
|
 |
Duas décadas após conquistarem a Palma de Ouro com “Paris, Texas”, Wim Wenders e Sam Shepard se reencontram neste excelente “Don`t Come Knocking”. Trata-se de um pequeno grande filme, que pode reerguer as carreiras de ambos. Wenders vem numa descendente desde o final dos anos 80, quando levou a Palma de Prata de Melhor Diretor em Cannes por “Asas do Desejo” (1987). Dentre uma série de filmes fracos, e alguns péssimos (vide “O Hotel de um Milhão de Dólares”), o único que se salva é o magnífico documentário “Buena Vista Social Club”. Shepard por sua vez tem sua recente carreira repleta de pequenos papéis em filmes de qualidade duvidosa, como “Falcão Negro em Perigo”, “A Senha”, “Stealth - Ameaça Invisível” etc etc etc. Agora, os dois brilham lado a lado (Wender na direção e Shepard como roteirista e protagonista) e têm tudo para tirar suas carreiras deste mar de lama.
Howard Spence (Sam Shepard) já teve dias melhores: antes um ator renomado dos filmes de faroeste, agora ele só consegue papéis secundários e leva uma vida autocentrada, afogado em álcool, drogas e jovens mulheres. Até que um dia sua mãe (Eve Marie Saint), a qual tinha ficado 30 anos sem encontrar, revela que ele tem um filho(a) desconhecido(a) na cidadezinha de Montana. Howard vê nisso uma razão para retornar ao local em que esteve a mais de vinte anos para encontrar seu fruto. Na verdade o objetivo de Spence é mais se encontrar do que encontrar o filho(a).
Sem maiores efeitos digitais ou experimentações, Wenders mostra para o mundo que ainda possui talento e muito. “Don`t Come Knocking” é um filme muito bonito, com uma maravilhosa trilha sonora e que dá vontade de rever mesmo antes de acabarem os créditos.
O longa, que conta ainda com as presenças de Jessica Lange, Tim Roth, Gabriel Mann, Sarah Polley e Fairuza Balk, é ainda uma feroz crítica ao estrelísmo barato dos astros do cinema, mostrando o quão vazia é a vida dessas pessoas que por serem famosas passam por cima de tudo e de todos.
O filme foi selecionado para a mostra Panorama do Cinema Mundial no Festival do Rio 2005.
|
|
Lucas Salgado
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
 |
|
|
|
|

|
 |
 |
 |

|
|
|
|